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Saude Publicado em Por Stéfano Barcellos

Código TUSS Hemograma Completo: Guia Atualizado

Código TUSS Hemograma Completo: Guia Atualizado
Validado por Stéfano Barcellos (imagem ilustrativa)

Entendendo o Cenario

O hemograma completo é, sem dúvida, um dos exames laboratoriais mais solicitados na prática clínica. Ele fornece um panorama detalhado das células sanguíneas, auxiliando no diagnóstico de anemias, infecções, distúrbios hematológicos e até mesmo na avaliação de respostas terapêuticas. No entanto, para profissionais de saúde, gestores de clínicas e laboratórios, o aspecto administrativo do exame é igualmente crítico: a correta codificação na Tabela de Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS). O código TUSS do hemograma completo é a chave para o faturamento junto às operadoras de saúde, e sua ausência ou utilização inadequada pode resultar em glosas, atrasos nos pagamentos e retrabalho.

Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo e atualizado sobre o código TUSS do hemograma completo. Nele, abordaremos o que é o exame, seus parâmetros e faixas de referência, os desafios relacionados à codificação, e forneceremos orientações práticas para garantir o faturamento correto. Utilizaremos dados de fontes confiáveis como MedlinePlus, Mayo Clinic e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para embasar cada informação. Ao final, o leitor terá uma compreensão clara de como localizar, aplicar e interpretar o código TUSS para este exame essencial.

Como Funciona na Pratica

O que é o Hemograma Completo?

O hemograma completo (também conhecido pela sigla CBC, do inglês ) é um exame de sangue que quantifica e avalia as três principais linhagens celulares: glóbulos vermelhos (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas. Além das contagens absolutas, o exame inclui a medição da hemoglobina, do hematócrito e dos índices eritrocitários como VCM (volume corpuscular médio), HCM (hemoglobina corpuscular média), CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média) e o RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos). Esses parâmetros permitem ao médico identificar padrões específicos de doenças, como anemias microcíticas (VCM baixo), anemias macrocíticas (VCM alto) ou processos infecciosos (leucocitose).

Segundo a MedlinePlus, as faixas de referência em adultos geralmente são:

  • Hemoglobina: homens 13-18 g/dL; mulheres 12-16 g/dL.
  • Leucócitos: 4.500-11.000/mcL.
  • Plaquetas: 150.000-400.000/µL.
No entanto, a Mayo Clinic ressalta que esses valores variam conforme o laboratório, método e população, sendo essencial interpretar cada resultado dentro do contexto clínico do paciente.

O Código TUSS e sua Importância

A Tabela de Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) é um padrão de codificação de procedimentos médicos adotado pela ANS para uniformizar o registro, a cobrança e o faturamento na saúde suplementar. Cada exame, consulta ou terapia possui um código numérico específico. Quando um laboratório ou clínica emite uma guia de cobrança para uma operadora, o código TUSS deve constar para que o pagamento seja processado corretamente.

No caso do hemograma completo, existe uma percepção equivocada de que existe um único código universal. Na realidade, a codificação pode variar dependendo de fatores como:

  • Tipo de atendimento: ambulatorial, hospitalar, urgência.
  • Detalhamento do exame: se inclui diferencial manual ou automatizado, se é apenas a contagem global ou com morfologia.
  • Versão da tabela: a TUSS é atualizada periodicamente, e a versão vigente deve ser consultada.
Durante a pesquisa realizada, o código tarifário 51005 foi encontrado para “Hemograma urgente, sangue total” no CDB Hospital Clínic. Contudo, esse é um código tarifário de um hospital espanhol, não o código TUSS brasileiro. Para o Brasil, a busca por um código único não trouxe resultado inequívoco, o que reforça a necessidade de consultar a tabela oficial da ANS.

Desafios na Codificação

Um dos maiores desafios é que o hemograma completo pode ser registrado de formas diferentes conforme a complexidade. Existem variações como:

  • Hemograma completo com diferencial (contagem específica de neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos).
  • Hemograma completo sem diferencial.
  • Hemograma completo com reticulócitos.
  • Hemograma de urgência (com processamento prioritário).
Cada uma dessas variações pode ter um código TUSS distinto. Além disso, a tabela TUSS é organizada por capítulos (exames laboratoriais, consultas, terapias) e subcapítulos, e o código para hemograma completo geralmente está no capítulo de “Exames de Sangue” ou “Hematologia”. Por exemplo, na versão anterior da TUSS (anterior à unificação de 2023), o código 40301150 era comumente utilizado para “Hemograma completo” em muitos sistemas. No entanto, a versão mais recente (TUSS 2024) pode ter alterado esses números, e a ANS publica as atualizações em seu site oficial.

Para minimizar erros, recomenda-se:

  1. Acessar a tabela TUSS vigente no site da ANS ou da operadora.
  2. Verificar se o contrato com a operadora especifica uma tabela particular (algumas operadoras adotam a CBHPM).
  3. Utilizar sistemas de gestão que integrem a codificação automática com as regras da ANS.

Lista de Fatores que Influenciam o Código TUSS do Hemograma

Abaixo estão os principais elementos que podem determinar qual código TUSS utilizar para o hemograma completo:

  • Tipo de exame: hemograma básico, hemograma com diferencial, hemograma com contagem de reticulócitos.
  • Urgência: hemograma de rotina versus hemograma de urgência (código eventualmente distinto).
  • Origem do paciente: ambulatorial, emergência, internação.
  • Material biológico: sangue total, sangue arterial, sangue capilar.
  • Equipamento utilizado: automação completa ou contagem manual.
  • Idade do paciente: recém-nascido, criança, adulto – faixas etárias podem influenciar a necessidade de detalhamento.
  • Versão da tabela: TUSS, CBHPM, ou tabela da própria operadora.
  • Inclusão de adendos: se há morfologia celular descrita, pode ser necessário código adicional.

Tabela Comparativa de Parâmetros do Hemograma

A tabela a seguir apresenta os principais parâmetros do hemograma completo, suas faixas de referência comuns (baseadas em fontes como MedlinePlus e Mayo Clinic) e possíveis códigos TUSS ilustrativos (consulte a versão vigente para valores reais). Os códigos aqui são exemplos genéricos e podem não corresponder à tabela oficial atual.

ParâmetroFaixa de Referência (Adulto)DescriçãoExemplo de Código TUSS (ilustrativo)
HemoglobinaH: 13-18 g/dL; M: 12-16 g/dLMede a proteína transportadora de oxigênio40301150 (hemograma completo)
HematócritoH: 40-54%; M: 36-46%Percentual de volume de glóbulos vermelhos40301150 (incluído no mesmo código)
Leucócitos4.500-11.000/mcLGlóbulos brancos totais40301150 (incluído)
Plaquetas150.000-400.000/µLElementos da coagulação40301150 (incluído) ou 40301168 (apenas plaquetas)
VCM80-100 fLVolume corpuscular médio das hemácias40301150 (incluído)
HCM27-34 pgHemoglobina corpuscular média40301150 (incluído)
CHCM32-36 g/dLConcentração de hemoglobina corpuscular média40301150 (incluído)
RDW11,5-14,5%Variação no tamanho das hemácias40301150 (incluído)
Contagem diferencialNeutrófilos: 40-80%; Linfócitos: 20-40%Proporção de cada tipo de leucócito40301169 (diferencial manual) ou 40301150 (automatizado)
Observação: Os códigos acima são apenas exemplos históricos. A tabela TUSS oficial deve ser consultada no site da ANS ou no sistema de gestão da sua operadora. Recomenda-se utilizar a versão `TUSS 2024` ou mais recente.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual o código TUSS exato para hemograma completo?

A resposta não é única, pois o código pode variar conforme a versão da tabela e o detalhamento do exame. Em versões anteriores, o código 40301150 era comum. Para obter o código exato, acesse a tabela TUSS mais recente no portal da ANS ou consulte a sua operadora de saúde. Lembre-se de verificar se o procedimento inclui contagem diferencial, urgência ou outras particularidades.

O código TUSS do hemograma completo é o mesmo para todos os convênios?

Teoricamente sim, pois a TUSS é unificada pela ANS. No entanto, algumas operadoras podem adotar tabelas próprias (como a CBHPM) ou versões contratuais específicas. Por isso, é fundamental validar com cada convênio qual tabela está em vigor no seu contrato. Um laboratório que atende múltiplas operadoras deve ter um sistema que mapeie os códigos de acordo com a exigência de cada uma.

O que fazer se o código TUSS que utilizei for glosado pela operadora?

Primeiro, verifique se o código corresponde exatamente ao procedimento realizado e à tabela vigente. Em caso de glosa, solicite à operadora o motivo (falta de credenciamento, divergência de código, necessidade de justificativa). Muitas vezes, a glosa ocorre por uso de código desatualizado. Mantenha registros dos laudos e do contrato. Se necessário, recorra à ANS por meio de notificação de cobrança.

O hemograma de urgência possui código TUSS diferente?

Sim, é possível. Alguns prestadores incluem o hemograma de urgência no mesmo código do exame de rotina, mas com acréscimo de honorários de urgência (código específico para “taxa de urgência”). Em outras tabelas, há um código distinto para “hemograma completo – urgência”. Consulte a TUSS para verificar se existe a subclassificação. Na tabela CBHPM, por exemplo, o código para hemograma de urgência é diferente do de rotina.

Onde consultar a tabela TUSS atualizada?

A principal fonte é o site da ANS (www.ans.gov.br), na seção “Tabela de Terminologia Unificada da Saúde Suplementar”. Lá você encontra a versão mais recente em formato PDF ou XLS. Outra opção é utilizar plataformas como a “TUSS Web” ou sistemas de gestão integrados que já recebem as atualizações automáticas. Não confie em sites terceiros sem verificar a autenticidade.

Qual a diferença entre TUSS e CBHPM?

A TUSS é a tabela padronizada pela ANS para saúde suplementar, enquanto a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) é uma classificação utilizada principalmente pela medicina supletiva e por alguns convênios. Ambas possuem códigos numéricos para os mesmos procedimentos, mas as sequências são diferentes. Muitos contratos estabelecem que o faturamento deve seguir a “tabela da operadora”, que pode ser a TUSS ou a CBHPM. É essencial saber qual está sendo aplicada no seu caso.

O código TUSS para hemograma completo inclui a contagem de reticulócitos?

Geralmente não. A contagem de reticulócitos é um exame complementar que avalia a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. Na TUSS, ela possui código próprio (por exemplo, 40301172 para contagem de reticulócitos). Portanto, se o médico solicitar hemograma com reticulócitos, devem ser faturados dois procedimentos separados: o hemograma completo e a contagem de reticulócitos. Verifique se o laudo discrimina ambos.

Fechando a Analise

O código TUSS do hemograma completo é uma ferramenta essencial para o correto faturamento na saúde suplementar, mas sua obtenção exige atenção e consulta a fontes oficiais. Não existe um código mágico único: ele varia conforme a versão da tabela, o tipo de hemograma (com ou sem diferencial, urgência, etc.) e as especificações contratuais de cada operadora. Este artigo demonstrou que, mais importante do que decorar um número, é compreender o contexto do exame e saber onde buscar a informação precisa.

Recomenda-se que laboratórios e clínicas mantenham-se atualizados com as publicações da ANS, utilizem sistemas de gestão que integrem a codificação automática e treinem suas equipes administrativas para identificar possíveis glosas. Além disso, a interpretação clínica do hemograma continua sendo o foco principal, mas a parte burocrática não pode ser negligenciada, sob pena de prejuízos financeiros.

Ao seguir as orientações aqui apresentadas – incluindo a consulta às fontes confiáveis como MedlinePlus, Mayo Clinic e ANS – o profissional estará apto a codificar e faturar o hemograma completo de forma correta, evitando retrabalho e garantindo a sustentabilidade do negócio. Lembre-se: a tabela TUSS é dinâmica; revise-a periodicamente.

Fontes Consultadas

Stéfano Barcellos
Editor-Chefe
Stéfano Barcellos construiu sua trajetória na interseção entre tecnologia e linguagem — um território que poucos navegam com a mesma desenvoltura. Desenvolvedor e editor com mais de quinze anos de experiência, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas na curadoria de conteúdo digital brasileiro, justamente por recusar a separação artificial entre criar siste...

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