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Saude Publicado em Por Stéfano Barcellos

Cólica Menstrual CID: Causas, Sintomas e Tratamento

Cólica Menstrual CID: Causas, Sintomas e Tratamento
Chancelado por Stéfano Barcellos (imagem ilustrativa)

Visao Geral

A cólica menstrual, clinicamente denominada dismenorreia, é uma das queixas ginecológicas mais frequentes entre mulheres em idade reprodutiva. Caracterizada por dores pélvicas ou abdominais que ocorrem durante o período menstrual, essa condição pode variar de um leve desconforto a uma dor intensa e incapacitante, impactando significativamente a qualidade de vida, a produtividade no trabalho e as atividades diárias.

Para fins de registro clínico, codificação de diagnósticos e comunicação entre profissionais de saúde, a Classificação Internacional de Doenças (CID) oferece códigos específicos para a dismenorreia. O sistema CID-10, ainda amplamente utilizado no Brasil, classifica a cólica menstrual sob o capítulo N94, que abrange “dor e outras afecções associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual”. Compreender esses códigos é essencial para médicos, enfermeiros, gestores de saúde e pacientes que desejam ter um registro preciso da condição.

Este artigo tem como objetivo esclarecer o que é a cólica menstrual, detalhar os códigos CID mais adequados para cada situação clínica, apresentar as principais causas, sintomas e opções de tratamento, além de responder às perguntas mais comuns sobre o tema. A informação aqui contida baseia-se em fontes confiáveis e atualizadas, visando apoiar tanto o profissional de saúde quanto a pessoa que busca compreender melhor seu próprio quadro.

Pontos Importantes

1 O que é a cólica menstrual (dismenorreia)?

A dismenorreia é definida como a ocorrência de dor pélvica ou abdominal durante o período menstrual, geralmente nas primeiras 48 a 72 horas do ciclo. Ela pode ser acompanhada de outros sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, fadiga, tontura e dor de cabeça. A dor é resultado de contrações uterinas intensas e prolongadas, que levam à isquemia (falta de oxigênio) do tecido muscular do útero.

A diferenciação entre dismenorreia primária e secundária é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados.

  • Dismenorreia primária: ocorre em mulheres sem alterações orgânicas pélvicas detectáveis. Geralmente se inicia nos primeiros anos após a menarca e está associada a níveis elevados de prostaglandinas, substâncias que promovem a contração uterina.
  • Dismenorreia secundária: está relacionada a patologias ginecológicas subjacentes, como endometriose, adenomiose, miomas uterinos, doença inflamatória pélvica, estenose cervical ou uso de dispositivo intrauterino (DIU). A dor tende a ser mais intensa, pode começar antes do fluxo menstrual e persistir após seu término.

2 Classificação CID-10 para cólica menstrual

A CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª Revisão) é o sistema padronizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças e problemas de saúde. No caso da cólica menstrual, os códigos mais relevantes pertencem ao grupo N94, conforme detalhado a seguir.

2.2.1 Código N94.4 – Dismenorreia primária

O código N94.4 é o mais específico e direto para a cólica menstrual comum, sem causa orgânica identificada. Ele é utilizado quando a paciente apresenta dores menstruais desde o início da vida reprodutiva, sem evidências de doenças pélvicas estruturais.

Indicações para uso do N94.4:

  • Mulheres adolescentes ou jovens adultas com dor menstrual cíclica.
  • Exame físico e ultrassonografia pélvica normais.
  • Resposta satisfatória a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) ou contraceptivos hormonais.
  • Ausência de achados sugestivos de endometriose, miomas ou outras patologias.

2.2.2 Código N94.5 – Dismenorreia secundária

O código N94.5 deve ser empregado quando a cólica menstrual está associada a uma condição orgânica subjacente. A dismenorreia secundária tende a aparecer mais tardiamente na vida da mulher e pode se intensificar progressivamente.

Causas comuns que justificam o uso do N94.5:

  • Endometriose
  • Adenomiose
  • Miomas uterinos submucosos ou intramurais
  • Doença inflamatória pélvica crônica
  • Estenose cervical
  • Uso de DIU (especialmente o de cobre)
  • Pólipos endometriais
É importante que o código N94.5 seja utilizado em conjunto com o diagnóstico da condição base, quando possível. Por exemplo: N94.5 + N80.0 (endometriose) ou N94.5 + D25.9 (mioma uterino não especificado).

2.2.3 Código N94.6 – Dismenorreia não especificada

O código N94.6 é uma categoria residual para casos em que o tipo de dismenorreia não é especificado no prontuário ou quando não há informações suficientes para classificar como primária ou secundária. Seu uso deve ser evitado sempre que possível, pois a especificidade ajuda no tratamento e na epidemiologia.

2.2.4 Outros códigos do grupo N94

O capítulo N94 também inclui:

  • N94.0 – Síndrome de tensão pré-menstrual (TPM)
  • N94.1 – Dispareunia (dor durante a relação sexual)
  • N94.2 – Vaginismo
  • N94.3 – Síndrome de hiperestimulação ovariana (associada a tratamentos de fertilidade)
  • N94.8 – Outras afecções especificadas associadas com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual
  • N94.9 – Afecção não especificada associada com os órgãos genitais femininos e com o ciclo menstrual

3 Causas da dismenorreia

A fisiopatologia da dismenorreia primária envolve predominantemente as prostaglandinas. Durante a menstruação, o endométrio libera grandes quantidades dessas substâncias, especialmente a prostaglandina F2α e a prostaglandina E2, que promovem contrações uterinas intensas, redução do fluxo sanguíneo e sensibilização dos nervos pélvicos.

Já na dismenorreia secundária, as causas são variadas:

CondiçãoMecanismoCaracterísticas da dor
EndometrioseImplantes endometrióticos ectópicos liberam mediadores inflamatórios e causam aderênciasDor pélvica crônica, cíclica, que pode se estender para a região lombar e coxas
AdenomioseInfiltração de tecido endometrial na camada miometrial, aumentando o volume e a contratilidade uterinaDor intensa, geralmente acompanhada de sangramento abundante
Miomas uterinosObstrução do fluxo menstrual, compressão de estruturas adjacentesCólica intensa, sensação de pressão pélvica, sangramento excessivo
Doença inflamatória pélvicaCicatrizes e aderências tubárias e ovarianasDor pélvica difusa, febre, secreção vaginal anormal
Estenose cervicalDificuldade de drenagem do fluxo menstrual, aumentando a pressão intrauterinaCólica que piora com o início do fluxo, aliviando após alguns dias
DIU (cobre)Reação inflamatória local e aumento da produção de prostaglandinasCólica mais intensa nos primeiros meses após inserção

4 Sintomas associados

Além da dor pélvica, a dismenorreia pode vir acompanhada de sintomas sistêmicos, como:

  • Náuseas e vômitos
  • Diarreia ou constipação
  • Fadiga e fraqueza
  • Tontura e cefaleia
  • Irritabilidade e alterações de humor
  • Sudorese e palidez
A intensidade dos sintomas não está necessariamente relacionada à gravidade da causa subjacente. Uma mulher com dismenorreia primária pode apresentar dor incapacitante, enquanto outra com endometriose pode ter sintomas leves.

5 Tratamento

O tratamento da dismenorreia deve ser direcionado à causa e à intensidade dos sintomas.

Tratamento farmacológico

  • Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, cetoprofeno. Atuam inibindo a síntese de prostaglandinas, reduzindo a contratilidade uterina e a dor. Devem ser iniciados no primeiro sinal de dor ou até 1-2 dias antes do esperado início do fluxo.
  • Contraceptivos hormonais: pílulas combinadas (estrogênio + progesterona), adesivo, anel vaginal ou implante subcutâneo. Reduzem o crescimento endometrial e a produção de prostaglandinas. Podem ser usados em ciclos contínuos para suprimir a menstruação.
  • Progestágenos isolados: como a pílula de progesterona (minipílula) ou o DIU hormonal (levonorgestrel), que liberam progestágeno localmente, diminuindo o endométrio e a contratilidade uterina.
  • Analgésicos simples: paracetamol ou dipirona, quando AINEs são contraindicados (ex.: úlcera péptica, asma, alergia).

Tratamento não farmacológico

  • Aplicação de calor local: bolsas térmicas na região pélvica ou banhos mornos relaxam a musculatura uterina.
  • Exercícios físicos regulares: atividade aeróbica estimula a liberação de endorfinas e reduz a percepção da dor.
  • Técnicas de relaxamento e ioga: ajudam a diminuir o estresse e a tensão muscular.
  • Acupuntura e acupressão: algumas evidências sugerem benefício no alívio da dor menstrual.

Tratamento cirúrgico

Reservado para casos refratários de dismenorreia secundária ou quando há uma condição tratável cirurgicamente:

  • Laparoscopia para diagnóstico e tratamento de endometriose (excisão ou cauterização de implantes)
  • Miomectomia ou embolização de miomas
  • Ablação endometrial
  • Histerectomia (em casos extremos, quando não há desejo de gestação)
Para mais informações sobre o tratamento, consulte o glossário de saúde do Hospital Einstein sobre cólica menstrual.

Lista: Situações em que cada CID é mais adequado

A seguir, uma lista prática para orientar a escolha do código CID na cólica menstrual:

  1. N94.4 (dismenorreia primária) – Use quando:
  • A paciente tem cólica desde a menarca ou início da vida reprodutiva.
  • Exames de imagem (ultrassonografia, ressonância) não mostram alterações.
  • A dor responde bem a AINEs ou contraceptivos hormonais.
  • Não há suspeita de endometriose, miomas, adenomiose ou outras doenças pélvicas.
  1. N94.5 (dismenorreia secundária) – Use quando:
  • A dor começou ou se intensificou após os 25-30 anos.
  • Há diagnóstico confirmado ou suspeita de endometriose, adenomiose, miomas, DIP, pólipos, estenose cervical ou DIU.
  • A dor é progressiva, acompanhada de sangramento irregular ou infertilidade.
  • O exame físico revela aumento uterino, nódulos ou dor localizada.
  1. N94.6 (dismenorreia não especificada) – Use quando:
  • O prontuário não contém informações suficientes para classificar.
  • A paciente não realizou exames complementares ou não há registro da investigação.
  • O código é usado em situações provisórias, até esclarecimento diagnóstico.
  1. N94.0 (síndrome de tensão pré-menstrual) – Não confundir: a TPM tem sintomas emocionais e físicos que ocorrem antes da menstruação e desaparecem com o fluxo, enquanto a dismenorreia é dor durante o fluxo.
  1. Códigos adicionais (opcionais): Quando a dismenorreia for secundária a uma condição específica, pode-se codificar a doença base em paralelo (ex.: N80.0 para endometriose + N94.5).

Tabela comparativa: Dismenorreia primária vs. secundária

CaracterísticaDismenorreia primária (N94.4)Dismenorreia secundária (N94.5)
InícioGeralmente 1-2 anos após a menarcaPode começar em qualquer idade, especialmente após 25-30 anos
CursoSintomas melhoram com a idade e após gestaçõesSintomas tendem a piorar com o tempo
Duração1 a 3 dias, coincidindo com o fluxo menstrualPode iniciar antes da menstruação e persistir após o fim
Exame físicoNormalPode haver aumento uterino, nódulos, dor à palpação anexial
Exames complementaresUltrassonografia pélvica normalUltrassonografia ou ressonância mostram alterações (endometrioma, miomas, adenomiose)
Resposta a AINEsGeralmente boaPode ser parcial ou insuficiente
Associação com infertilidadeNãoFrequentemente associada (endometriose, DIP, adenomiose)
Tratamento de primeira linhaAINEs + contraceptivos hormonaisTratar a causa base + sintomáticos
PrognósticoFavorável, com manejo medicamentosoVariável, dependendo da condição subjacente
Código CID-10N94.4N94.5 (e código da condição associada)

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é a diferença entre N94.4, N94.5 e N94.6 na prática clínica?

N94.4 é usado para dismenorreia primária, ou seja, cólica menstrual sem causa orgânica identificada. N94.5 é para dismenorreia secundária, quando há uma doença de base como endometriose ou mioma. N94.6 é um código residual para dismenorreia não especificada, utilizado quando faltam dados clínicos para classificar corretamente. Na prática, o médico deve sempre que possível diferenciar a causa para escolher o código mais preciso, pois isso impacta o tratamento e o registro epidemiológico.

A cólica menstrual pode ser considerada uma doença ou é um sintoma normal?

A dismenorreia é considerada uma condição clínica que requer atenção, embora a presença de leve desconforto menstrual seja comum. Quando a dor é intensa a ponto de interferir nas atividades diárias, causar faltas ao trabalho ou escola, ou provocar sintomas sistêmicos (náuseas, vômitos, desmaios), ela é patológica e merece investigação e tratamento adequados. A Organização Mundial da Saúde e as sociedades médicas reconhecem a dismenorreia como um problema de saúde pública que afeta a qualidade de vida.

Quais exames são necessários para definir o CID correto?

Para definir se a dismenorreia é primária ou secundária, o médico geralmente solicita história clínica detalhada, exame ginecológico (toque, especular) e ultrassonografia pélvica transvaginal. Em casos suspeitos de endometriose, adenomiose ou miomas, pode ser indicada ressonância magnética. A laparoscopia é o padrão-ouro para diagnóstico de endometriose, mas não é feita rotineiramente. A classificação CID é baseada nos achados clínicos e de imagem disponíveis no momento do atendimento.

Posso usar o código N94.5 se a paciente usa DIU e tem cólica?

Sim. O DIU de cobre é uma causa reconhecida de dismenorreia secundária. Nesse caso, o código apropriado é N94.5, acompanhado ou não do código para o DIU (Z30.4, supervisão de DIU). O DIU hormonal (Mirena, Kyleena) geralmente reduz a cólica, mas algumas pacientes podem apresentar dor nos primeiros meses; se a dor persistir, o código N94.5 também pode ser usado até a adaptação.

Existe algum código CID específico para cólica menstrual na adolescência?

Não há um código separado para adolescentes. Na maioria dos casos, a dismenorreia em adolescentes é primária (N94.4), pois as causas secundárias são menos frequentes nessa faixa etária. Entretanto, se houver suspeita de malformações uterinas, endometriose precoce ou outras condições, o código deve refletir o diagnóstico específico (N94.5 ou o código da condição). A investigação deve ser criteriosa, especialmente se a dor for refratária ao tratamento inicial.

A cólica menstrual pode ser prevenida? O que o CID N94.6 significa para o planejamento?

A dismenorreia primária pode ser prevenida em parte com o uso de contraceptivos hormonais contínuos, que suprimem a ovulação e reduzem o endométrio. A adoção de hábitos saudáveis, como exercícios regulares e dieta anti-inflamatória, também pode diminuir a intensidade. O código N94.6 indica que não foi possível determinar a causa, portanto o planejamento deve incluir exames mais aprofundados para descartar causas secundárias. Quanto mais específico o diagnóstico, mais direcionado será o tratamento e a prevenção de complicações futuras.

É possível codificar a dismenorreia como sintoma (R10.2 – dor pélvica) em vez de usar N94?

O código R10.2 (dor pélvica e perineal) é um código para sintomas inespecíficos. Embora possa ser usado em alguns contextos (como em pronto-socorro antes de um diagnóstico definitivo), a orientação é utilizar o código mais específico disponível quando há informação clínica suficiente. Para cólica menstrual, os códigos N94.4, N94.5 e N94.6 são mais adequados, pois fazem parte do capítulo de doenças do aparelho geniturinário feminino e refletem a natureza cíclica da dor ligada ao ciclo menstrual.

O CID 11 mudou a classificação da dismenorreia?

Sim. A CID-11, lançada pela OMS em 2018 e em implementação gradual, reclassificou a dismenorreia no capítulo de “Condições relacionadas à saúde sexual e reprodutiva”. O código para dismenorreia primária na CID-11 é GA30.0; para dismenorreia secundária, GA30.1; e para dismenorreia não especificada, GA30.Z. Embora a transição ainda esteja em andamento no Brasil, é importante que os profissionais conheçam ambas as codificações para se adaptarem à futura substituição.

Para mais informações sobre a codificação e a classificação, consulte a página da Artmed sobre o código CID N94 e o portal da Afya sobre CID-10 N94.

Para Encerrar

A cólica menstrual, embora comum, não deve ser banalizada. Seu correto diagnóstico e classificação são essenciais para o manejo adequado e para evitar o sofrimento desnecessário. O sistema CID-10 oferece códigos específicos para dismenorreia primária (N94.4), secundária (N94.5) e não especificada (N94.6), permitindo que o profissional de saúde registre com precisão a natureza da dor e suas possíveis causas.

A diferenciação entre os tipos de dismenorreia é crucial, pois orienta a escolha do tratamento: desde AINEs e contraceptivos hormonais até intervenções cirúrgicas em casos de patologias subjacentes. Além disso, o uso adequado dos códigos CID contribui para a coleta de dados epidemiológicos, o planejamento de políticas de saúde e a comunicação entre especialistas.

Pacientes que sofrem com cólica menstrual intensa devem ser incentivadas a buscar atendimento médico para investigação e tratamento. Nenhuma mulher precisa aceitar a dor como parte inevitável do ciclo menstrual. Com as opções terapêuticas disponíveis atualmente, é possível aliviar significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

O conhecimento sobre a classificação CID e as abordagens baseadas em evidências fortalece tanto o profissional quanto a paciente na tomada de decisões informadas. Que este artigo sirva como guia prático para o correto registro e manejo da cólica menstrual, promovendo saúde e bem-estar feminino.

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Stéfano Barcellos
Editor-Chefe
Stéfano Barcellos construiu sua trajetória na interseção entre tecnologia e linguagem — um território que poucos navegam com a mesma desenvoltura. Desenvolvedor e editor com mais de quinze anos de experiência, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas na curadoria de conteúdo digital brasileiro, justamente por recusar a separação artificial entre criar siste...

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