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Saude Publicado em Por Stéfano Barcellos

CID Dor em Pé: Códigos e Principais Causas

CID Dor em Pé: Códigos e Principais Causas
Certificado por Stéfano Barcellos (imagem ilustrativa)

Contextualizando o Tema

A dor no pé é uma queixa extremamente frequente em consultórios de clínica geral, ortopedia e até mesmo em pronto‑atendimentos. Seja decorrente de um trauma súbito, de um esforço repetitivo ou de condições crônicas como artrite e fascite plantar, a correta classificação dessa dor na Classificação Internacional de Doenças (CID‑10) é essencial para o registro clínico adequado, para a liberação de exames e medicamentos, e para a comunicação entre profissionais de saúde. Quando um paciente ou médico pesquisa “cid dor em pé”, na maioria das vezes está buscando o código M79.6 (dor em membro) ou códigos do grupo S90–S99 (traumatismos do tornozelo e do pé). Este artigo tem como objetivo esclarecer quais são esses códigos, como utilizá‑los na prática e quais são as principais causas de dor no pé associadas a cada um. Serão abordadas também uma lista de códigos relevantes, uma tabela comparativa entre os grupos de código, e uma seção de perguntas frequentes para dirimir as dúvidas mais comuns.

Na Pratica

A Classificação Internacional de Doenças, 10ª edição (CID‑10), é o sistema padronizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças, sintomas e lesões. Para a dor no pé, não existe um único código “genérico”; a escolha depende do contexto clínico. As duas grandes categorias envolvidas são: sintoma musculoesquelético inespecífico (capítulo M) e traumatismos (capítulo S).

Código M79.6 – Dor em membro

O código M79.6 é descrito no roll oficial como “dor em membro”. Na prática brasileira, ele é frequentemente empregado para registrar dores musculares ou ósseas localizadas em braços ou pernas, incluindo o pé, quando não há uma lesão traumática específica identificada. De acordo com fontes clínicas como o sistema de classificação do DATASUS e materiais de codificação hospitalar, a subcategoria M79.67 é a que se refere especificamente a tornozelo e pé. As principais causas do uso desse código incluem:

  • Esforço físico excessivo – caminhadas prolongadas, corridas, uso de calçados inadequados.
  • Mialgias virais ou infecciosas – gripes, dengue, chikungunya podem cursar com dor difusa nos membros.
  • Doenças reumáticas – artrite reumatoide, gota, artrose.
  • Deficiências vitamínicas – hipovitaminose D, B12.
  • Uso de medicamentos – estatinas (que podem causar mialgia), alguns antibióticos.
O código M79.6 é um código de “sintoma” e, por isso, não substitui um diagnóstico etiológico. Na prática, o médico registra M79.6 quando o quadro é essencialmente de dor sem alterações objetivas evidentes ao exame físico ou nos exames complementares.

Códigos do grupo S90–S99 – Traumatismos do tornozelo e do pé

Quando a dor no pé decorre de um trauma – como uma torção, queda, pancada ou fratura –, o código adequado deve ser buscado no grupo S90–S99 (traumatismos do tornozelo e do pé). O DATASUS lista nesse intervalo desde traumatismos superficiais (S90) até amputações traumáticas (S98). Os subgrupos mais relevantes para a dor no pé são:

  • S93 – Luxação, entorse e distensão das articulações e ligamentos do tornozelo e do pé. É um dos códigos mais utilizados em pronto‑socorro: uma entorse lateral do tornozelo, por exemplo, recebe o código S93.4 (entorse do tornozelo).
  • S90 – Traumatismo superficial do tornozelo e do pé (contusões, escoriações).
  • S91 – Ferimento do tornozelo e do pé.
  • S92 – Fratura do pé, excluindo o tornozelo (calcâneo, metatarsos, falanges).
  • S99 – Outros traumatismos e os não especificados do tornozelo e do pé.
De acordo com materiais educacionais clínicos, o manejo inicial de entorses agudas no pé e tornozelo segue o protocolo PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação), com confirmação por imagem em casos selecionados. O registro do código correto (S93.4, por exemplo) é fundamental para a padronização do atendimento e para a análise epidemiológica dos serviços de saúde.

Causas comuns de dor no pé e seus respectivos CIDs

Além dos traumas e do sintoma inespecífico, existem diagnósticos específicos que merecem atenção:

CausaCID‑10 típicoObservação
Fascite plantarM72.2Fibromatose da fáscia plantar
Gota aguda no péM10.0Acometimento da primeira articulação metatarsofalângica (podagra)
Neuroma de MortonG57.6Lesão do nervo plantar
Hálux valgo (joanete)M20.1Deformidade adquirida do dedo grande
Tendinite de AquilesM76.6Tendinite insercional ou não inserção
Fratura por estresseM84.3Fratura de metatarsos, calcâneo
Cada um desses diagnósticos tem seu próprio código específico, que deve ser utilizado em vez do M79.6 quando o quadro clínico e os exames confirmam a condição.

Uma lista: 6 códigos CID‑10 mais comuns para dor no pé

A seguir, lista‑se os seis códigos que mais frequentemente são consultados por profissionais que buscam “cid dor em pé”:

  1. M79.67 – Dor em membro, tornozelo e pé (sintoma inespecífico). Usado para dores sem causa traumática ou inflamatória clara.
  2. S93.4 – Entorse do tornozelo. Muito comum após torção durante esportes ou quedas.
  3. S90.0 – Contusão do tornozelo. Aplicado a hematomas ou inchaço pós‑trauma sem lesão ligamentar.
  4. M20.1 – Hálux valgo (joanete). Deformidade progressiva que causa dor na base do dedão.
  5. M72.2 – Fascite plantar. Inflamação da fáscia que causa dor no calcanhar ao dar os primeiros passos.
  6. S92.0 – Fratura do calcâneo. Traumas de alta energia, como queda de altura.
Estes códigos cobrem a maioria das consultas relacionadas à dor no pé, desde a queixa vaga até lesões bem definidas.

Uma tabela comparativa: M79.6 (dor em membro) versus S93 (entorse/luxação do pé)

Para auxiliar na diferenciação desses dois grandes grupos de código, apresentamos a tabela a seguir:

CaracterísticaM79.6 (e subcategoria 67)S93 (entorse/luxação do tornozelo e pé)
NaturezaSintoma (queixa de dor)Lesão traumática específica
Causa típicaEsforço, viroses, doenças reumáticas, estáticaQueda, torção, acidente esportivo
Exame físico usualDor à palpação ou movimentação, sem edema significanteEdema, hematoma, instabilidade articular
Exames complementaresGeralmente não necessários; se crônico, radiografia ou US para descartar outras causasRadiografia (para excluir fratura), ressonância magnética para avaliar ligamentos
Conduta inicialRepouso, analgésicos, orientação de calçadosPRICE (proteção, repouso, gelo, compressão, elevação), imobilização parcial
Código de localizaçãoExige subcategoria anatômica (ex.: M79.67)Já inclui localização no código (S93.4 = tornozelo)
Essa comparação mostra que, enquanto M79.6 é um “guarda‑chuva” para dor de origem não traumática, S93 é um código de lesão com mecanismo bem definido. A escolha certa depende da história clínica e do exame.

Respostas Rapidas

Qual é o CID para dor no pé sem trauma?

O código mais usado é M79.6 (dor em membro), com a subcategoria M79.67 para indicar especificamente tornozelo e pé. Ele é indicado quando não há lesão traumática, infecção ou inflamação local evidente, e a dor é atribuída a esforço, mialgia ou outras causas sistêmicas.

O que significa CID M79.67?

É o código do CID‑10 para “dor em membro, tornozelo e pé”. Ele é uma especificação do M79.6, que é “dor em membro”. A subcategoria “7” corresponde à localização anatômica “tornozelo e pé” conforme a tabela do DATASUS.

Como saber se devo usar M79.6 ou S93 para uma dor no pé?

Deve‑se usar S93 quando houver história de trauma (entorse, queda, torção) e sinais clínicos de lesão ligamentar (edema, equimose, instabilidade). Já o M79.6 é reservado para dores sem mecanismo traumático claro, como dores por uso excessivo, doenças reumáticas ou viroses.

Existe um CID específico para fascite plantar?

Sim. A fascite plantar é classificada com o código M72.2 (fibromatose da fáscia plantar). Esse código é mais preciso do que M79.6 quando o diagnóstico já foi firmado por exame clínico ou ultrassom.

Dor no pé pode ser CID M79.6? Isso significa que é “apenas” muscular?

Sim, M79.6 pode ser usado para dor no pé, mas isso não significa que a causa seja exclusivamente muscular. O código engloba dores ósseas, articulares e musculares inespecíficas. Se a causa for identificada, o código específico deve substituir o M79.6.

Qual é o CID para entorse de tornozelo?

O código é S93.4, que cobre especificamente entorse do tornozelo. Outros tipos de entorse no pé (ex.: articulação subtalar) podem ser codificados com S93.5 (entorse de outras articulações do pé) ou S93.6 (entorse de articulação não especificada do pé).

A tabela CID para dor no pé é atualizada? Posso confiar nesses códigos?

O CID‑10 é atualizado periodicamente pela OMS, mas a estrutura básica (M79.6, S90–S99) permanece a mesma há anos. O DATASUS brasileiro disponibiliza a versão oficial em português, que é a referência para os sistemas de saúde do país.

Posso usar dois códigos CID ao mesmo tempo no mesmo atendimento?

Sim, é possível e muitas vezes necessário. Por exemplo, um paciente com fascite plantar (M72.2) que também apresenta discreta dor muscular na região (M79.67) pode ter ambos registrados. O principal diagnóstico deve ser listado primeiro. A prática é comum em prontuários eletrônicos.

Fechando a Analise

A busca por “cid dor em pé” revela a necessidade de entender que a dor nessa região pode ter origens muito distintas, e o código CID‑10 escolhido deve refletir com precisão o quadro clínico. O código M79.6 (dor em membro) é o mais genérico e utilizado para dores inespecíficas, enquanto os códigos S90–S99 abrangem os traumatismos, com destaque para S93.4 (entorse de tornozelo). Além desses, diagnósticos específicos como fascite plantar (M72.2) e hálux valgo (M20.1) possuem codificação própria.

É fundamental que médicos, enfermeiros e profissionais de registro utilizem a codificação correta não apenas para a organização do prontuário, mas também para a gestão de saúde pública, já que os dados gerados alimentam estatísticas de morbidade e subsidiam políticas de prevenção. Para o paciente, entender esses códigos pode ajudar na comunicação com o profissional e na compreensão do seu diagnóstico.

Por fim, lembre‑se de que o CID‑10 é uma ferramenta de classificação, não um substituto para a avaliação clínica. Diante de uma dor no pé persistente ou com sinais de gravidade (incapacidade de apoiar o pé, deformidade, febre), a consulta a um ortopedista ou reumatologista é imprescindível.

Fontes Consultadas

Stéfano Barcellos
Editor-Chefe
Stéfano Barcellos construiu sua trajetória na interseção entre tecnologia e linguagem — um território que poucos navegam com a mesma desenvoltura. Desenvolvedor e editor com mais de quinze anos de experiência, tornou-se uma das vozes mais reconhecidas na curadoria de conteúdo digital brasileiro, justamente por recusar a separação artificial entre criar siste...

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