No processo de aprendizagem, em qualquer momento, pode ocorrer algum tipo de dificuldade. 

Resumo

No processo de aprendizagem, em qualquer momento, pode ocorrer algum tipo de dificuldade. As dificuldades podem ocorrer em qualquer grupo de pessoas, seja por fatores emocionais, sociais ou econômicos. Já os transtornos de aprendizagem estão relacionados a uma área específica do conhecimento que perdura por toda a vida e como isso, é necessária uma atenção específica com profissionais capacitados. Contudo, é importante que o profissional de educação tenha conhecimento dos tipos de transtornos existentes para que auxilie no cotidiano do educando o trabalho conjunto com outros profissionais.

  1. Introdução

É crescente o número de crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem, por isso, é necessária a compreensão das dificuldades encontradas, e assim, adotar medidas profissionais que possam auxiliar no processo de aquisição do conhecimento. O objetivo deste trabalho é conhecer os problemas apresentadas no processo de alfabetização por crianças que apresentam dificuldades e transtornos de aprendizagem, através do estudo de obras publicadas.

A alfabetização permite que a criança faça uma leitura que não se restringe a apenas um texto, mas também a leitura do mundo em que vive. Estar alfabetizado implica na participação ativa da sociedade e permite a aquisição dos mais variados saberes. Quando a criança apresenta dificuldades no processo de alfabetização, sua autoestima pode ser prejudicada, o que muitas vezes, será reflexo de problemas futuros. Desta forma, é necessário o estudo das dificuldades encontradas, dos possíveis distúrbios relacionados a isso, e a indicação de como os educadores (ou outros profissionais) podem contribuir para a resolução do problema.

Todas as dificuldades ou transtorno que não são identificados ou que não são tratados de forma adequada, refletem nos níveis posteriores de ensino: Fundamental, Médio e Superior.

  1. Dificuldades de aprendizagem

Compreender as dificuldades de aprendizagem dos alunos é fundamental para que possam ocorrer intervenções, e assim, trabalhar as lacunas existentes para permitir que todos tenham acesso ao conhecimento.

Cada um tem o seu tempo e a sua maneira de adquirir o conhecimento, e quando a idade cronológica é usada como parâmetro para medir em que nível o aluno se encontra, podemos detectar o atraso escolar.

A dificuldade pode ocorrer em qualquer momento na vida escolar. Muitos pesquisadores estudam acerca do assunto para obter uma resposta sobre o baixo rendimento escolar. Segundo SCOZ (2011):

“os problemas de aprendizagem não são restringíveis a nem a causas físicas ou psicológicas, nem a análises das conjunturas sociais. É preciso compreendê-los a partir de um enfoque multidimensional, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos, afetivos / sociais e pedagógicos percebidos dentro das articulações sociais. Tanto quanto a análise, as ações sobre os problemas de aprendizagem devem inserir-se num movimento mais amplo de luta pela transformação da sociedade.” SCOZ (2011, p. 20). 

Desta forma, podemos perceber que todas as pessoas estão sujeitas a encontrar em algum momento da vida, dificuldades para aprender. A dificuldade pode manifestar-se em um grupo variado de alunos, por meio de dificuldades de escrita, leitura, realização de cálculos, em alunos que não possuem distúrbios neurológicos e nem deficiências. Por isso, é tratada como problemas que podem ocorrer de ordem emocional, econômico ou social. (SISTO, 2001)

  1.  Transtornos de aprendizagem

De acordo com o código internacional de doenças (CID 10), os transtornos de aprendizagem “(...) são transtornos nos quais os padrões normais de aquisição de habilidades são perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento. Eles não são simplesmente uma consequência de uma falta de oportunidade de aprender nem são decorrentes de qualquer forma de traumatismo ou de doença cerebral adquirida. Ao contrário, pensa-se que os transtornos originam-se de anormalidades no processo cognitivo, que derivam em grande parte de algum tipo de disfunção biológica” (CID – 10,1992: 236).

O transtorno de aprendizagem está presente em toda vida escolar dos alunos, em uma ou mais áreas do conhecimento, por exemplo, para a leitura e escrita, ou aritmética. Quando o transtorno envolve mais de uma área dizemos que ele é transtorno global da aprendizagem.

Segundo NEUROSABER (2016), os principais transtornos de aprendizagem são:

  • A discalculia é quando a criança tem dificuldade de aprender tudo que esteja direta ou indiretamente ligado a questões que envolvem números, como problemas, aplicações e conceitos matemáticos.
  • A disgrafia ocorre quando o aluno apresenta dificuldade na elaboração da linguagem escrita. A criança pode encontrar dificuldades para desenvolver suas habilidades na área mencionada e que, em muitos casos, pode vir acompanhada de uma dislexia.
  • A hiperatividade é marcada pela falta de atenção. A criança hiperativa não consegue prender a atenção em tudo e também quer realizar várias tarefas ao mesmo tempo. O hiperativo é muito agitado e não consegue ficar parado.
  • Déficit de atenção

Esse déficit é caracterizado pela falta de atenção, mas não é algo voluntário. Por isso, é um distúrbio de aprendizagem. Nesse caso, a criança não consegue fixar sua atenção ao que está sendo ensinado.

Todo tipo de transtorno provoca frustração no aluno que apresenta dificuldades para aprender.  O aluno deve contar com o apoio da escola e da família, para que seja compreendido e auxiliado da melhor forma possível. Além de uma equipe formada por profissionais da saúde e educação trabalhando em conjunto a fim de buscar soluções para os casos pontuais.

  1. Conclusão

A escola tem o papel de trabalhar com as diversidades existentes na sala de aula, independente do grupo social ou cultural, das dificuldades e transtornos existentes na aprendizagem. Podemos concluir que falta capacitação dos educadores para identificar os tipos de transtornos existentes, e quanto mais aumenta o nível de escolaridade, mais intensifica este problema. Sendo assim, a discussão apenas de mudanças no currículo escolar não irá solucionar o baixo rendimento dos alunos, mas sim, o estudo de como se trabalhar o currículo, diante as diversidades encontradas.

                                                                                                          

Referências bibliográficas

MINETTO, Maria de Fátima Joaquim ET ALL.  /  Diversidade na aprendizagem de pessoas com de necessidades especiais.   /  Maria de Fátima Joaquim Minetto  ET ALL.  — Curitiba : IESDE BRASIL S/A., 2010.

NEUROSABER, Principais Distúrbios de Aprendizagem. Artigos, 12. Agosto de 2016.

SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. 

SISTO, F. F. Dificuldades na aprendizagem em escrita: Um instrumento de avaliação

(ADAPE). In: F. F. Sisto, E. Boruchovitch, L. D. T. Fini, R. P. Brenelli & S. C. Martinelli (Orgs.), Dificuldades de aprendizagem no contexto psicopedagógico (pp.190-213). Petrópolis, RJ: Vozes, 2001a.

Autor:

Daiani Teodoro de Melo - Professora de Informática; Profesora de Informática Educativa, Licenciatura em Informática.

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