O uso do sujeito indeterminado é uma característica importante na língua portuguesa, pois permite expressar ações sem especificar exatamente quem realiza a ação. Essa forma de construção verbal é bastante comum na fala do dia a dia e na escrita formal, ajudando a tornar as frases mais gerais e neutras.
Se você deseja aprimorar seu entendimento sobre sujeito indeterminado e aprender a utilizá-lo corretamente, continua neste guia prático. Aqui, apresentaremos três exemplos de frases com sujeito indeterminado, explicaremos suas estruturas, ofereceremos dicas de uso, além de responder às perguntas frequentes sobre o tema.

O que é o sujeito indeterminado?
O sujeito indeterminado é utilizado quando a ação é atribuída a alguém de forma geral, sem definir quem é o responsável. Em português, há várias formas de indicar esse sujeito, seja por meio de verbalizações específicas ou pela omissão do sujeito explícito.
Segundo Celso Pedro Luft, renomado linguista brasileiro, "a língua portuguesa permite, através de diferentes construções, indicar ações realizadas por sujeitos não especificados, favorecendo uma expressão mais flexível e impessoal".
Três exemplos de frases com sujeito indeterminado
1. Frase com verbo na terceira pessoa do plural e sujeito indeterminado
Exemplo: "Falam muito sobre o projeto na reunião."
Neste caso, o verbo está na terceira pessoa do plural, mas não há um sujeito definido; a ação é atribuída de forma geral a um grupo indeterminado de pessoas.
2. Frase com o verbo na terceira pessoa do singular e sufixo -se
Exemplo: "Precisa-se de mais voluntários para a campanha."
Nesta construção, o uso do pronome apassivado com o sufixo -se indica que a ação é realizada por alguém de forma indefinida, sem especificar quem é o responsável.
3. Frase com o verbo na terceira pessoa do singular sem sujeito explícito
Exemplo: "Chove muito nesta cidade durante o verão."
Aqui, a ação ocorre de forma impessoal, sem que seja necessário identificar quem realiza a mesma.
Tabela de estruturas de frases com sujeito indeterminado
| Forma de construção | Exemplo | Descrição |
|---|---|---|
| Verbo na terceira pessoa do plural + indicativo | Falam muitas línguas no mundo. | Indica ação realizada por um grupo indefinido. |
| Verbo na terceira pessoa do singular + impessoalização com "se" | Precisa-se de ajuda urgentemente. | Indica uma ação impessoal sem sujeito definido. |
| Verbo na terceira pessoa do singular sem sujeito explícito | Dirige-se bem a essa equipe. | Fala de forma impessoal, sem sujeito explícito. |
Perguntas frequentes
1. Como identificar um sujeito indeterminado?
O sujeito indeterminado geralmente aparece quando o verbo está na terceira pessoa do plural ou é acompanhado pelo pronome "se" sem um sujeito explícito na frase. Além disso, frases que fazem referências vagas a pessoas ou grupos também costumam ter sujeito indeterminado.
2. Quando usar o sujeito indeterminado na escrita?
O sujeito indeterminado é útil quando o autor deseja generalizar a ação, não especificar quem realizou determinada atividade ou evitar apontar responsáveis específicos. É muito utilizado em textos acadêmicos, institucionais e na comunicação coloquial.
3. Quais são as vantagens de usar o sujeito indeterminado?
Ele contribui para uma linguagem mais impessoal, objetiva e flexível, além de permitir maior neutralidade ao comunicar ações sem atribuir culpa ou responsabilidade a alguém específico.
Conclusão
O uso do sujeito indeterminado enriquece a forma de expressão na língua portuguesa, oferecendo alternativas para comunicar ações de maneira mais geral ou impessoal. Conhecer suas formas de construção, como a utilização de verbos na terceira pessoa do plural, o uso do "se" e frases sem sujeito explícito, é fundamental para quem busca escrever com maior clareza e correção.
Para aprofundar seus conhecimentos, recomendo consultar o Portal Educação UOL e o InfoEscola, que oferecem materiais didáticos completos sobre gramática e uso da língua portuguesa.
Dominar as estruturas de frases com sujeito indeterminado é uma etapa importante para aprimorar sua comunicação escrita e oral.
Referências
- LUFT, Celso Pedro. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Ed. Difel, 2004.
- BRASIL. Ministério da Educação. Sistema de Ensino. Gramática Completa. Disponível em: gov.br/educacao.