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Leishmaniose Canina: Sintomas, Tratamento e Prevenção

A leishmaniose canina é uma doença grave que afeta os cães e tem potencial de transmissão para humanos, configurando-se como uma preocupação de saúde pública. Conhecida também como calazar, essa enfermidade é causada por um parasita do gênero Leishmania e, no Brasil, é principalmente transmitida pelo mosquito Lutzomyia (flebótomo). Neste artigo, você vai descobrir tudo sobre a leishmaniose canina: seus sintomas, formas de prevenção, tratamento e como proteger seu melhor amigo de quatro patas.

Nos últimos anos, a leishmaniose canina ganhou destaque devido à sua expansão no território brasileiro e à sua gravidade. Essa doença infiltrante pode levar à morte do animal se não for diagnosticada e tratada corretamente. A compreensão sobre os fatores de risco, fatores preventivos e os sinais iniciais é fundamental para quem deseja oferecer uma melhor qualidade de vida ao seu cão e evitar a propagação desta enfermidade.

Neste artigo, abordaremos de forma clara e detalhada tudo o que você precisa saber sobre a leishmaniose canina, incluindo suas causas, sintomas, formas de diagnóstico, tratamento, medidas preventivas e respostas às perguntas mais frequentes. Continue lendo para se aprofundar no tema e proteger seu companheiro de quatro patas.

O que é a Leishmaniose Canina?

A leishmaniose canina é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de animais para seres humanos. Ela é causada pelo parasita Leishmania infantum, que infecta principalmente o sangue, a pele, órgãos internos e o sistema imunológico do cão.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão ocorre por meio da picada do mosquito Lutzomyia, que infecta o cão ao picá-lo. Depois de infectado, o animal pode desenvolver a doença, que se espalha por meio de diversos canais, incluindo mordidas de seus próprios carrascos e, em alguns casos, pelo contato direto com objetos contaminados ouhis exteriores.

Fatores de Risco e Áreas de Risco

A leishmaniose canina é mais comum em regiões de clima quente, com alta umidade e áreas urbanas ou periurbanas próximas a ambientes de floresta. As zonas de maior incidência no Brasil incluem estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e partes do Sudeste.

Fatores que aumentam o risco de infecção

  • Proximidade com áreas de floresta ou lixo
  • Clima quente e úmido
  • Cães de rua ou não vacinados
  • Presença de outros animais infectados
  • Vive em áreas com baixa fiscalização sanitária
  • Exposição ao ar livre, principalmente ao entardecer e à noite

Tabela: Áreas de Risco da Leishmaniose no Brasil

RegiãoNível de riscoCaracterísticas relevantes
NorteAltoAmplas áreas de floresta, clima quente e úmido
NordesteMuito AltoAmbiente semiárido, alta incidência de cães infectados
Centro-OesteAltoRegião agrícola, urbanização crescente
SudesteMédioÁreas urbanas com áreas rurais próximas
SulBaixoMenor incidência, clima mais frio

Sintomas da Leishmaniose Canina

Os sinais clínicos variam dependendo da fase da doença, da imunidade do animal e do grau de infestação. Muitas vezes, o cão infectado pode ser assintomático durante meses ou até anos.

Sintomas mais comuns

  • Perda de peso
  • Emagrecimento progressivo
  • Agravo da pelagem; pelos quebradiços e rareando
  • Lesões de pele, feridas que não cicatrizam
  • Inflamação dos olhos (conjuntivite, ceratite)
  • Caroços e linfonodos inchados
  • Sangramento nasal ou ocular
  • Obstrução de órgãos internos (rins, fígado, baço)
  • Febre recorrente e letargia

Diagnóstico precoce

Identificar sinais iniciais e procurar um veterinário para exames específicos aumenta as chances de tratamento eficaz.

Como é feito o Diagnóstico da Leishmaniose Canina?

O diagnóstico da leishmaniose deve ser realizado por um veterinário através de exames laboratoriais específicos, que podem incluir:

  • Exame de sangue: busca de anticorpos ou parasitas, por imunofluorescência ou ELISA
  • Teste rápido: exames de sorologia que oferecem resultados em poucos minutos
  • Biópsia e pesquisa do parasita nos tecidos: para confirmação definitiva, através de exames mais detalhados, como a pesquisa no microchip ou histopatologia

Tratamento e Cuidados Com o Animal

Vale destacar que não existe cura definitiva para a leishmaniose, mas a doença pode ser controlada e o animal viver muitos anos com o acompanhamento adequado.

Opções de tratamento

  • Uso de medicamentos específicos, como pentamidina, meglumina ou allopurinol
  • Controle dos sintomas com corticosteróides e fitoterápicos sob orientação veterinária
  • Acompanhamento regular da saúde do animal
  • Mudanças na alimentação e suplementação de vitaminas

Quais os cuidados a longo prazo?

Cuidados principaisDetalhes
Uso de coleiras repelentesProdutos específicos para evitar picadas de flebótomos
Evitar exposição em horários de riscoPrincipalmente ao entardecer e à noite
Controle ambientalManter o quintal limpo, sem acúmulo de lixo, reduzir criadouros de insetos
Tratamento contínuoManter o acompanhamento veterinário, mesmo com melhora nos sintomas
IsolamentoEm casos de animais com sintomas ativos, para evitar transmissão

Como Prevenir a Leishmaniose Canina

A prevenção é fundamental para evitar que seu cachorro contraia a doença, especialmente em regiões de maior incidência. Algumas medidas essenciais incluem:

Vacinação

  • A vacina anti-leishmaniose está disponível no Brasil e é recomendada pelo Ministério da Saúde, principalmente para cães de alto risco. Sua aplicação reduz a possibilidade de desenvolvimento da doença, mesmo que o animal seja picado pelo mosquito.

Uso de coleiras e repelentes

  • Coleiras impregnadas com permetrina ou outros repelentes ajudam a afastar os flebómetos.
  • Aplicações de repelentes específicos para cães também são eficazes.

Controle ambiental

  • Manter o ambiente limpo e livre de criadouros de mosquitos, como pneus, latas, folhas acumuladas e lixo em geral.
  • Evitar o acúmulo de matéria orgânica e manter o quintal bem cuidado.
  • Instalar telas de proteção em portas e janelas.

Proteção durante os horários de maior incidência

  • Limitar o passeio ao entardecer e à noite, quando os flebótomos estão mais ativos.
  • Utilizar coleiras repelentes e ventilação adequada na casa.

Quais São as Perguntas Frequentes Sobre a Leishmaniose Canina?

1. A leishmaniose canina é transmissível para humanos?

Sim. Os cães infectados podem atuar como reservatório para o parasita Leishmania infantum, transmitido pelo mosquito Lutzomyia. Algumas formas de transmissão direta também podem ocorrer, embora menos comuns.

2. Como posso saber se meu cão tem leishmaniose?

Os sinais mais comuns incluem perda de peso, feridas de pele que não cicatrizam, aumento de linfonodos, olhos inflamados, entre outros. O diagnóstico correto deve ser feito por um veterinário por meio de exames de sangue ou biópsia.

3. Existe vacina contra a leishmaniose para cães?

Sim, a vacina é uma ferramenta importante na prevenção, recomendada para cães que vivem em áreas de risco. Contudo, ela não substitui as outras medidas de proteção.

4. É possível curar um cão diagnosticado com leishmaniose?

A doença não possui cura definitiva, mas com o tratamento adequado, o cão pode conviver com a enfermidade por muitos anos, mantendo uma boa qualidade de vida.

5. Quais os cuidados após o diagnóstico?

Seguimento veterinário regular, administração dos medicamentos, uso de coleiras repelentes, controle ambiental e cuidados com a alimentação.

6. Como prevenir a leishmaniose no meu bairro?

Investindo na fiscalização sanitária, combate aos criadouros de mosquitos, campanhas de vacinação, conscientização da comunidade e manutenção de áreas limpas.

Conclusão

A leishmaniose canina representa um desafio de saúde pública e animal, demandando atenção e medidas preventivas eficazes. Conhecer os sintomas, compreender os fatores de risco, investir na vacinação, controle ambiental e no uso de coleiras repelentes são ações essenciais para proteger seu cão e a sua família.

A manutenção de um ambiente limpo e a visita regular ao veterinário garantem o bem-estar do animal e ajudam a evitar a propagação da doença. Quanto mais cedo for feita a identificação e o tratamento adequado, maiores são as chances de garantir uma vida longa e saudável ao seu companheiro de estimação.

Se você reside em uma área de risco ou possui um cão que frequenta ambientes externos, esteja atento às orientações e aos sinais do seu pet. A prevenção é sempre a melhor estratégia!

Referências

  1. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. World Health Organization (WHO). Leishmaniasis. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leishmaniasis. Acesso em: Outubro 2026.
  3. Instituto de Pesquisas Veterinárias. Leishmaniose canina: sintomas, diagnóstico e tratamento. Revista Veterinária, 2021.
  4. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Guia de controle de zoonoses. Brasília: MAPA, 2019.
  5. Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária. Protocolos de prevenção em leishmaniose canina. 2026.

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