Descubra o que é FIV em gatos, principais sintomas, formas de diagnóstico e dicas para cuidar do felino portador do...
A FIV, ou vírus da imunodeficiência felina, é uma doença causada por um retrovírus que afeta o sistema imunológico dos gatos. Semelhante ao HIV em humanos, a FIV compromete a capacidade do organismo de combater infecções, tornando os gatos mais suscetíveis a diversas doenças. Essa condição foi identificada pela primeira vez na década de 1980 e, desde então, tem sido alvo de estudos para entender sua transmissão, sintomas e tratamento.
A principal via de transmissão da FIV é pelo contato direto com a saliva de um gato infectado, geralmente durante brigas, arranhões ou mordidas. Assim, gatos que vivem em ambientes com outros animais agressivos ou que têm acesso a ambientes externos onde podem se envolver em disputas têm maior risco de contrair o vírus. A transmissão também pode ocorrer de mãe para filhotes, embora seja menos comum. Vale destacar que a transmissão por contato casual, como compartilhamento de comedouros ou caixas de areia, é extremamente rara.
Muitos gatos infectados podem permanecer assintomáticos por anos, dificultando o diagnóstico precoce. Quando os sintomas aparecem, eles geralmente indicam que o sistema imunológico do animal está comprometido. Entre os sinais mais comuns estão febre persistente, perda de peso progressiva, gengivite, infecções recorrentes na pele e nos olhos, apatia, diarreia crônica e aumento dos linfonodos. Gatos com FIV também podem apresentar dificuldades na cicatrização de feridas e infecções oportunistas.
O diagnóstico da FIV é realizado por meio de exames de sangue específicos, como o teste ELISA ou o teste de Western blot. Esses testes detectam a presença de anticorpos contra o vírus no organismo do gato. É importante realizar o teste após o período de janela imunológica, que é de aproximadamente 60 dias após a possível exposição ao vírus, para garantir maior precisão. Além disso, gatos que apresentarem sintomas clínicos compatíveis devem ser acompanhados por um veterinário para confirmação e planejamento do tratamento.
Atualmente, não há uma cura definitiva para a FIV. Entretanto, com cuidados veterinários adequados, é possível prolongar a vida do gato e manter sua qualidade de vida. Gatos infectados podem viver anos com a doença, desde que sejam acompanhados regularmente por um veterinário. O tratamento muitas vezes envolve o controle de infecções secundárias, administração de medicamentos para fortalecer o sistema imunológico e cuidados gerais que promovam bem-estar.
Manter um ambiente seguro e livre de estresse é fundamental para gatos portadores de FIV. Recomenda-se mantê-los em ambientes internos, evitar contato com gatos não testados ou infectados e oferecer uma alimentação balanceada. Consultas veterinárias regulares são essenciais para monitorar a saúde do animal, administrar vacinas compatíveis e detectar precocemente qualquer complicação. Além disso, evitar traumas e ferimentos ajuda na prevenção de infecções oportunistas, que os gatos com FIV têm maior risco de desenvolver.
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