Este texto refere-se a um relato de experiência fruto de um trabalho acadêmico, realizado por alunas de psicologia, que teve como proposta promover instruções no âmbito escolar para melhorar a qualidade das relações estabelecidas e assim, ainda que de maneira indireta, favorecer o processo de ensino-aprendizagem.

Resumo

Este texto refere-se a um relato de experiência fruto de um trabalho acadêmico, realizado por alunas de psicologia, que teve como proposta promover instruções no âmbito escolar para melhorar a qualidade das relações estabelecidas e assim, ainda que de maneira indireta, favorecer o processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, o referido trabalho foi desenvolvido em uma escola de ensino médio da rede pública, situada no município de Aracaju/SE. O objetivo do projeto foi atender a algumas necessidades apontadas pelos discentes, tomando como base teórica a Psicologia da Educação e a Psicologia Humanista. No primeiro momento, foram colhidas as queixas trazidas pelos alunos e, a partir delas, foram elaboradas e executadas algumas ações que tiveram como principal objetivo a promoção do desenvolvimento emocional do aluno. Por se tratar de ações com base na fenomenologia, houve a total participação dos discentes na escolha dos temas a serem trabalhados prioritariamente, bem como na forma como as atividades deveriam acontecer. Ao longo deste texto serão detalhadamente relatadas as experiências vividas durante a execução do projeto.

Palavras-chave: Aluno; Escola; Relato de experiências; Psicologia Escolar

Abstract

This paper refers to an experience report, the result of an academic work, carried out by psychology students, whose purpose was to promote instruction in the school environment to improve the quality of relationships established and thus, in an indirect way, favor the process of teaching and learning. For such, the mentioned work was developed in a high school of the public network, located in the city of Aracaju / SE. The objective of the project was to meet some needs pointed out by the students, taking as theoretical basis the Psychology of Education and Humanistic Psychology. At the first moment, the complaints brought by the students were collected and, from them, some actions were developed and executed, whose main objective was to promote the student's emotional development. Because they were actions based on phenomenology, there was a total participation of the students in the choice of topics to be worked on as a priority, as well as in the way the activities should happen. Throughout this paper will be detailed the experiences lived during the execution of the project.

Keywords: Student; School; Reporting of experiences; School Psychology

Introdução

A realidade educacional nos aponta, de forma crescente, para o surgimento de queixas e demandas no âmbito escolar que podem afetar tanto o processo de aprendizagem de forma individualizada quanto gerar ou ampliar problemas relacionadas ao convívio social.

Pensando nestas questões, foi desenvolvido um trabalho em uma escola pública, situada no município de Aracaju/SE, que visa à identificação de demandas trazidas por estudantes e, com base nas queixas apresentadas, à elaboração e execução de ações que têm como meta melhorar o ambiente escolar a partir do cuidado disponibilizado aos alunos. A este projeto, que serviu de base para a elaboração do relato de experiência descrito a seguir, foi dado o nome “Cuidando da Escola”.

Por perceber a grande importância das ações de “Cuidando da Escola” no que diz respeito ao desenvolvimento educacional e emocional dos jovens alunos, foi visualizada também a importância de se relatar de forma sistematizada todas as ações e reações apresentadas e identificadas durante o período em que foi executado o trabalho. À nova proposta de trabalho, que visa à leitura das ações de “Cuidando da Escola” a partir da perspectiva de duas alunas do curso de psicologia, foi atribuído este título: Cuidando do aluno para uma escola melhor: relato de experiência.

Contextualização

A escola pública tem como compromisso oportunizar condições para sua clientela construir conhecimentos, atitudes e valores, contribuindo na formação de cidadãos críticos, éticos e participativos nos contextos que integram (BRASIL, 2004), requerendo superação de obstáculos. Segundo Atié (1999, p. 3), em sua análise sobre a escola pública: "Hoje, o desafio que se coloca diante da escola é fornecer educação e informação para toda a vida... ela precisa romper seus muros e estar plenamente inserida no seu tempo e na comunidade a qual pertence [...]", para que assim possa, junto com a comunidade escolar, direcionar suas atividades para melhor atender não só às necessidades ligadas a questões curriculares, mas também a questões biopsicossociais, caminhando assim, para o pleno desenvolvimento do indivíduo.

Considerando a subjetividade e as necessidades de cada sujeito, faz-se necessário que as ações escolares sejam consolidadas em um contexto participativo, integrador de todos seus segmentos, sincronizadas com o contexto atual, lembrando sempre de buscar e identificar as reais necessidades e demandas dos alunos. De acordo com a teoria de Carl Rogers (2014), devemos refletir sobre o processo de aprendizagem que permeia a educação tradicional, instigando-nos ao desenvolvimento de um posicionamento crítico no sentido de propor mudanças a este processo, apontando assim, caminhos para a construção de uma aprendizagem mais significativa para o aluno, onde esta é mais que uma acumulação de fatos, é uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo e na orientação futura quer seja nas suas atitudes e personalidade.

Pensando no contexto escolar e considerando que a escola é um universo composto por seres subjetivos, que necessitam de acesso ao conhecimento para que sejam formados cidadãos críticos, éticos e participativos nos diversos contextos que estão inseridos, fica notória a importância da inserção de profissionais que possam trabalhar de forma multidisciplinar junto à comunidade escolar, contribuindo não só com o desenvolvimento intelectual dos alunos, mas também com o crescimento biopsicossocial. As ações preventivas podem evitar, minimizar ou acabar com problemas que dificultam as relações interpessoais, gerem conflitos e comportamentos agressivo, além de identificar e encaminhar alunos com limitações cognitivas, físicas ou de qualquer natureza para os acompanhamentos adequado, quando assim for necessário (BEZERRA, 2010).

A área de conhecimento habilitada para atuar junto à escola na tentativa de sanar ou minimizar os problemas comumente apresentados nas instituições de ensino é a Psicologia Escolar. Essa área da psicologia é responsável por estudar o processo de ensino/aprendizagem nas mais diferentes vertentes, considerando faixa etária, técnicas e estratégias didáticas, funcionamento organizacional da escola, além de todo contexto ao qual a instituição e o público que a formam estão inseridos (ANDALÓ, 1984).

No contexto educacional, a atuação do psicólogo escolar atualmente é dirigida em favor da prevenção e adaptação, atuando como um intermediador e, principalmente, como um agente de mudanças. Cabe ao psicólogo escolar identificar demandas tanto no que diz respeito ao indivíduo, tais como identificação de déficit de aprendizagem, como demandas coletivas, a exemplo dos problemas que afetam as relações interpessoais e ações de promoção e prevenção à saúde (ANDALÓ, 1984).

Baseado nas ideias de Del Prette (2003), que aponta as habilidades sociais como uma das importantes ferramentas do Psicólogo Escolar, visto que este profissional atua de forma direta nas interações, a psicologia escolar e a psicologia escolar/educacional (PEE) tornam-se importantes área de atuação do psicólogo, pois serve para identificar, a partir de anamnese e levantamento de dados, onde se encontra o problema e, a partir de então, criar formas de solucionar os amenizar problemas causados tanto pelas relações entre aluno-professor quanto por aluno-pais ou aluno-aluno. 

Entendendo a Educação e a Psicologia Escolar como importantes áreas de conhecimento que estabelecem, entre si, uma relação mútua de necessidades e dependência no que diz respeito à evolução psicossocial de aluno, vê-se a relevância da união destes conhecimentos em busca de uma escola composta por seres mais autônomos e saudáveis. Neste trabalho, a Psicologia Escolar e a Educação caminharão juntas e servirão de base para a avaliação do processo e elaboração dos métodos e procedimentos a serem adotados.

Métodos e procedimentos

As atividades foram oferecidas para os alunos do ensino médio de uma escola pública estadual situada no município de Aracaju/SE. O público em questão é composto, em sua totalidade, por adolescentes com idades compreendidas entre 16 e 18 anos, regularmente matriculados no sistema integral de ensino, na terceira série do ensino médio, no ano de 2016. As atividades descritas a seguir aconteceram durante os meses de agosto e setembro do referido ano e foram desenvolvidas por alunas do décimo período da graduação em Psicologia e estas, por sua vez, foram orientadas e supervisionadas pela Professora Msc Ana Paula Silva Chaves. Ao longo deste texto, as alunas serão citadas como “as estagiárias”, visto que eram assim identificadas pela comunidade escolar.

Todas as ações desta experiência foram pautadas no método fenomenológico proposto por Edmund Husserl, que expõe a fenomenologia como um conjunto de proposições para uma forma de pensar, aprender e investigar o mundo, com o retornar às “coisas mesmas”, podendo assim entrar em contato com o fenômeno em si. Com base nesta proposição, deu-se o primeiro encontro entre as estagiárias e os alunos envolvidos na ação. (FORGHIERI, 2002) 

De início, a divulgação do projeto alcançou uma média de trezentos alunos, mas por se tratar de uma atividade opcional, totalmente desassociada de qualquer disciplina da grade curricular e que, além de tudo, teve seu encontro marcado para um dia não letivo, apenas sessenta e três alunos, dentre os trezentos convidados, se fizeram presentes neste primeiro encontro. Com duração de quatro horas, este foi composto por duas atividades distintas que foram realizadas na própria escola, dentro e fora da sala de aula. A primeira atividade desta etapa do trabalho foi uma dinâmica de grupo a qual as estagiárias chamaram de “dinâmica dos sonhos” e que teve como objetivo a descontração da turma, a identificação dos anseios dos alunos e a formação de subgrupos por afinidade. À segunda atividade as estagiárias atribuíram o nome de “fio condutor”. 

Para a realização da “dinâmica dos sonhos”, os alunos foram convidados a escrever em um pedaço de papel alguma palavra que representassem um sonho ou sentimento e em seguida colocá-lo dentro de um balão. Depois de encher e amarrar as bexigas, foi sugerido que cada um jogasse seus balões para o ar e não o deixasse cair. Cada um tinha que assumir a responsabilidade de cuidar da sua palavra, além de ajudar os colegas que estivessem com dificuldade de manter seu balão no alto. Após alguns minutos de diversão, permeados por sorrisos, pulos e gritos, foi pedido que cada aluno estourasse sua bola, pegasse o papel e começasse a procurar, entre os colegas, quais teriam escrito palavras que pudessem ser relacionadas entre si e a partir daí, foram formados dois subgrupos: um que se identificou como grupo dos “desejos mistos” (grupo 1) e o outro que se identificou como grupo dos “subjetivos” (grupo 2).

Por entender que as palavras escritas na dinâmica anterior têm relação direta com as questões trazidas pelos alunos, foi proposta a atividade “fio condutor”, onde os dois grupos foram convidados a falar sobre as palavras que escreveram, podendo também, falar sobre qualquer outro assunto que despertasse interesse em si ou no grupo. Alocados em salas diferentes, cada turma foi acompanhada por uma estagiária, mas ambas tiveram suas ações pautadas nos fundamentos da psicologia humanista, buscando desenvolver a empatia para que fosse estabelecida uma relação de confiança entre as turmas e as facilitadoras, bem como entre os membros do grupo.

No grupo 1, os alunos pediram para fazer uma técnica de relaxamento, o que foi totalmente acatado pela estagiária. Feito o relaxamento, os discentes optaram por desenhar de forma livre e individual. Após os desenhos, os alunos começaram a falar sobre o que pensaram enquanto desenhavam, sobre o que estavam sentido e sobre questões relacionadas ao futuro profissional. A cada colocação de algum adolescente, a turma era estimulada a pensar, a refletir sobre a questão exposta, na tentativa de produzir conhecimento e autonomia no que tange à capacidade de se fazer escolhas. 

No grupo 2, a turma se mostrou bastante apreensiva, não quis utilizar nenhum recurso gráfico optando inicialmente pelo silêncio e em seguida pelo debate. Os alunos começaram a falar sobre as questões que os motivaram a estarem ali: dúvidas sobre qual profissão escolher. Entendendo que a escolha da carreira a seguir era a questão que os incomodavam no momento e atendendo a proposta de se trabalhar com base no fenômeno, a estagiária convidou-os a falar sobre o que eles identificavam em positivo e negativo nas profissões que eles pensavam em seguir. Após um silêncio generalizado, uma aluna fez uma colocação referente a suas dúvidas e angústias e a partir de sua fala, outros alunos sentiram-se motivados a se pronunciar, de maneira que em poucos minutos toda a turma estava envolvida eu um grande debate. 

Na importância de todo o processo, em seus mínimos detalhes, não podem ser descartadas as informações que são trazidas em um instante de silêncio. Portanto, com base nesta afirmação de Amatuzzi (1990) é preciso ouvir além do som, é preciso ler além das palavras para assim conseguir ajudar o grupo a se ajudar. O ouvir ultrapassa o ato da palavra dita e vai em busca da palavra que se perdeu na tentativa de um diálogo. Ouvir não é inferir e sim captar significado.

Vencidas as barreiras iniciais em ambos os grupos, os momentos subsequentes foram permeados de muita empatia e compreensão, com espaços para demonstração e colocações em uma relação enriquecedora para todas as partes envolvidas.

Em ambas as oficinas, as estagiárias perceberam que a carência e a baixa autoestima favoreciam para a formação de pessoas mais inseguras e com limitações que os impedem de enxergar outras possibilidades, mas as provocações e os questionamentos que aconteceram durante a execução da primeira parte do projeto, já contribuíram para o surgimento de seres mais autônomos, capazes de assumir um posicionamento crítico.

Foi ao ritmo de depoimentos, reflexões e questionamentos que transcorreram as quatro horas do primeiro encontro, onde foi visível o engajamento dos alunos na busca por respostas que atendessem suas dúvidas e amenizassem suas angústias.

Por entender que a proposta do trabalho era colocar o aluno como agente ativo na programação, no segundo encontro eles foram levados à Faculdade Estácio de Sergipe, em atendimento a uma necessidade apontada por eles: conhecer mais sobre cursos ofertados por instituições de ensino superior, bem como atender ao desejo de estar mais próximo e de vivenciar o ambiente universitário. Em um trabalho em conjunto, entre as estagiárias e a coordenação da faculdade, foi ofertado para os alunos um evento que ocorreu ao sábado pela manhã onde todos os coordenadores ou representantes dos cursos ofertados pela faculdade puderam apresentar a proposta do seu curso, explicando, entre outras coisas, sobre habilidades, mercado de trabalho e áreas de atuação. Após a mesa redonda com os coordenadores, os alunos se dividiram em grupos por áreas de interesse e saíram em visita aos laboratórios, salas de aula e a clínica escola de psicologia. Todas as visitas foram guiadas pelos professores responsáveis pelo curso e pelas estagiárias.

Assim como no primeiro encontro, foi possível perceber, a partir da fala dos alunos, a inquietação, inseguranças e o medos do futuro, visto que, em cada questionamento feito sobre uma profissão era inserido um discurso com traços de ansiedade em relação ao futuro. A dúvida perpassava pela escolha de uma profissão e ia de encontro a questões relacionadas a crenças culturais, a dificuldade de trazer para si a responsabilidade das suas ações além da necessidade de se sentir apoiado pela família.

Os professores que acompanharam os grupos se mostraram receptivos e acolhedores, tentando, sempre que possível, sanar as dúvidas trazidas pelos alunos. Em paralelo, as estagiárias ajudavam os discentes, criando um ambiente de abertura para exposições e debates sobre pontos que ficaram subentendidos e que foram, posteriormente, reafirmados pelos alunos com maior autonomia e confiança. O último ponto de visitação nesta instituição atraiu um grande número de alunos e foi na clínica escola Serviço de Psicologia Aplicada (SPA). Esta visita foi guiada pelo professor Msc João Paulo Feitoza, coordenador do curso de psicologia na referida instituição. Após apresentar as instalações da clínica, o professor apresentou o serviço prestado pelo SPA e disponibilizou, para os alunos interessados, uma vivência em grupo. Além desta vivência, todos os alunos que por lá passaram tiveram a oportunidade de vivenciar um atendimento individual de triagem.

Em todos os momentos vivenciados no segundo encontro, foi percebido que os alunos se sentiam mais confiantes em expor suas questões, demonstrando maior liberdade ao falar e refletir sobre questões geradoras de dúvidas. Os diálogos entre alunos, professores e estagiários fluiu com muita leveza e harmonia ao passo que no final do segundo encontro os discentes concluíram que estavam sendo envolvidos por sentimentos de maior capacidade e segurança no que diz respeito a escolhas profissionais.

O terceiro encontro ocorreu na mesma unidade de ensino frequentada pelos alunos e neste, foi feito o fechamento do projeto. Com o propósito de despertar a auto-observação e a valorização de si, foi feita a dinâmica da caixa dos desejos. Para esta atividade, todos os alunos escreveram em um pequeno papel uma palavra que representasse um desejo e em seguida, cada um trocava seu papel por um dos vários pirulitos que estavam cobrindo um espelho no fundo da caixa. Após avisar que todas as palavras que representavam sonhos e desejos seriam transformadas em imagens, foi solicitado que os adolescentes se dispusessem em círculo, de costas para o centro, para que assim pudessem dar continuidade a próxima etapa desta dinâmica. Também foi informado que todos os alunos seriam levemente tocados no ombro e que tão logo isso acontecesse, ele deveria virar, abrir a caixa e olhar a imagem e na sequência, voltar à posição inicial e em silêncio. 

Depois que todos puderam ver a própria imagem no espelho que estava no fundo da caixa, foi aberta uma sessão de relatos e questionamentos, com intensa troca de experiências entre os membros do grupo. De início, os discentes falaram da surpresa que sentiram ao ver suas imagens refletidas e a partir daí, trouxeram em suas falas a associação feita entre o desejar e o sentir-se capaz. Declararam ter descoberto que as palavras os representavam e que o espelho os fizeram enxergar que apenas cada um pode lutar para realizar os próprios sonhos.

Ver o mundo como algo que oferece diferentes possibilidades de escolhas e mudanças foi o que, segundo os alunos, os deixaram com mais certeza sobre seus sonhos relacionados ao futuro e maior segurança para fazer escolhas. 

Permeado por muita emoção, o encerramento do projeto se deu com declarações feitas pelos alunos e ao passo que um falava ou outros ouviam atentamente e o grupo respondia com uma palavra ou gesto de apoio. Histórias de vida, lembranças da infância e de acontecimentos na escola foram trazidos e ressignificados, o que mostra a eficácia do projeto e o envolvimento da turma. Segundo Rogers (2014), a mudança só acontece a partir do momento que assumimos a autenticidade e compreendemos a nos mesmos a ponto de nos aceitarmos, abrindo espaços para que possamos demostrar sentimentos e nos sintamos compreendidos pelo outro, gerando uma relação enriquecedora para ambas as partes.

Depois de esgotadas todas as colocações a respeito dos sentimentos identificados, foi aberto espaço para que os alunos falassem sobre o projeto como um conjunto de ações e, de forma muito acolhedora, eles demonstraram sentimento de gratidão por terem tido a oportunidade de vivenciar novas experiências que contribuíram positivamente para o crescimento pessoal, deixando-os com maior capacidade para enfrentar as situações angustiantes trazidas no primeiro encontro.

Referências bibliográficas

AMATUZZI, Mauro Martins. O que é ouvir. Estudos de psicologia, v. 7, n. 2, p. 86-97, 1990.

ANDALÓ, Carmem Silvia de Arruda. O papel do psicólogo escolar. Psicologia, Ciência e Profissão. Volume 4 no.1 Brasília, 1984. Disponível em <http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98931984000100009>.  Acesso em 09/06/2016.

ATIÉ, Lourdes. Editorial. Pátio-Revista Pedagógica, Porto Alegre, ano 3, n. 10, p. 3, ago/out, 1999.

BEZERRA, Zedeki Fiel; at al. Comunidade e escola: reflexões sobre uma integração necessária. Curitiba: número 37, agosto/maio, 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010440602010000200016> Acessado em 17/03/2016.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Caderno 1 - Conselhos Escolares: democratização da escola e construção da cidadania. Brasília (DF), 2004. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad1.pdf> Acesso em: 17/03/2016.

DEL PRETTE, Z.A.P. Psicologia escolar e educacional: saúde e qualidade de vida. Campinas: Alínea, 2003.

FORGHIERI, Yolanda Cintrão. Psicologia Fenomenológica: fundamentos, métodos e pesquisas. São Paulo: Pioneira Psicologia, 2002.

ROGERS, C. R. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

Autoras

Ana Cláudia Canário Costa Alves - Graduanda em psicologia pela Faculdade Estácio de Sergipe. 

Catiane da Conceição Dias - Graduanda em psicologia pela Faculdade Estácio de Sergipe. 

Ana Paula Silva Chaves - Mestre em psicologia clínica, docente e supervisora de estágio em clínica do curso de Psicologia na Faculdade Estácio de Sergipe. Coordena a clínica escola SPA - Serviço de Psicologia Aplicada da Faculdade Estácio de Sergipe.

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