O presente artigo tenta explicar a efetiva relação entre indisciplina e afetividade expondo situações que comprovam um elo existente.
 

Resumo

É indiscutível que a indisciplina nas escolas vem aumentando nos últimos tempos e tanto educadores como familiares vem se perguntando o porquê disso. Um dos caminhos experimentados é uma aproximação mais afetiva entre aluno e professor na tentativa de minimizar este problema. Relações mais estreitas, mais cheias de carinho e afetividade podem dar fim ao mau comportamento e talvez erradica-lo das escolas. Muitos estudos vêm comprovando que os alunos veem na escola, muitas vezes, um refugio, um escape de um lar descontruído; querem encontrar no professor aquele amigo com quem pode confiar seus segredos e assim se sentir melhor. Quando isso acontece, o motivo da rebeldia e indisciplina desaparece. O presente artigo tem como objetivo fazer relação entre a indisciplina e a afetividade, pondo em cheque o papel do educador diante de tamanha tarefa. Para tanto, diversos estudiosos foram consultados entre eles: Augusto José Cury, Wallon e Paulo Freire.

Palavras-chave: Indisciplina. Afetividade. Educado. Aluno.

Abstract

It is well-known that the indiscipline in schools has been increasing recently and both, educators and family, has been wondering why it is occurring. One way that has been tested is a closer and affective approach between student and teacher in order to minimize this problem. Closer relationships, full of tenderness and affection, can make the bad behavior disappear and perhaps eradicate it from the schools. Many studies have proved that students see the school, many times, as a refuge, an escape from a destroyed home; they want to find the professor as that friend with whom they can talk about their secrets and so feel better. When this happens, the reason for the rebellion and indiscipline disappears. This work aims to make a relationship between discipline and the affectivity, putting into question the role of the educator in front of this great task. To this end, various scholars have been consulted including. José Augusto Cury, Wallon, and Paulo Freire.

Keywords: Indiscipline. Affectivity. Educator. Student.

1. Introdução

A finalidade do presente artigo é a de tentar entender se há uma relação entre a afetividade e a indisciplina na escola, uma vez que tem se verificado cada vez mais a necessidade de entender o aluno como um ser humano em sua totalidade. Envolver-se emocionalmente de forma positiva, pode ser um caminho para atingir o aluno e tentar entendê-lo e descobrir suas dificuldades.

É imprescindível que os educadores tenham acesso a ferramentas que os ajudem a administrar questões indisciplinares dos alunos em sala de aula, a fim de que o relacionamento aluno/professor será favorável à aprendizagem. Talvez a postura do educador deva ser outra diante de tantas mudanças ocorridas no ambiente escolar. Como então ter conhecimento e habilidade para lidar com alunos indisciplinados?

O caminho para a solução pode estar na afetividade e diálogo entre alunos e professores. Teóricos como Aquino afirmam que tanto a afetividade quanto o diálogo podem resolver não só os conflitos pessoais dentro de um lar, mas também amenizar os problemas indisciplinares em sala de aula. Segundo Augusto Cury, 2003,”um professor preocupado em manter um diálogo e predisposto a entender a atitude do aluno tem grande possibilidade de conseguir resolver os conflitos em sala de aula e também de desenvolver seres constituídos de sabedoria, sensibilidade, afetividade e serenidade”.

Diante deste panorama, o papel do educador passa a ter uma importância ainda maior na tentativa de minimizar atitudes hostis dos estudantes no ambiente escolar. Através da comunicação construída entre educador e educando, a relação do ensino-aprendizagem poderá ter êxito, pois alunos e professores poderão vir a ser parceiros na construção do saber, caminhando para uma mesma direção. Sendo assim, relações de autoritarismo, coerção ou até medo deverão ser substituídas por relações de afeto, tolerância e carinho.

O objetivo do presente trabalho é verificar, entre os estudiosos, se há consenso no que se refere à relação direta entre afetividade e indisciplina. Para tanto, o método de trabalho utilizado foi uma pesquisa básica, qualitativa, exploratória e bibliográfica, garantindo assim que o presente artigo seja devidamente embasado teoricamente.

2 Conceito de afetividade

Segundo o dicionário, afetividade é um termo que deriva da palavra afetivo e afeto, ou seja, designa a qualidade que abrange todos os fenômenos afetivos. O afeto vai além de abraços e beijos, envolve uma boa comunicação, seja ela verbal ou não verbal.

De acordo com Ferreira (2000) a afetividade é o "conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza." O amor e o ódio compõem a vida afetiva do ser humano e estão sempre juntos, interferindo em nossos pensamentos e ações. A compreensão das emoções e os sentimentos são essenciais no entendimento da afetividade.

O conceito de afetividade se constitui em um conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de sentimentos, paixões e emoções, podendo ser acompanhados de dor, prazer, alegria, tristeza, satisfação, insatisfação, agrado e desagrado (CODO & GAZZOTTI, 1999, p. 48-59).

No âmbito da psicologia, a afetividade é a capacidade individual de experimentar o conjunto de fenômenos afetivos (tendências, emoções, paixões, sentimentos), consiste na força exercida por esses fenômenos no caráter de um indivíduo.  Ela ajuda o ser humano a revelar os seus sentimentos em relação a outros seres e objetos. Graças à afetividade, as pessoas conseguem criar laços de amizade.

O psicólogo francês Henri Wallon abordou com muita sabedoria sobre a importância da afetividade no desenvolvimento cognitivo do ser humano. Segundo ele, a inteligência não é o elemento mais importante do desenvolvimento humano, mas esse desenvolvimento dependia de três vertentes: a motora, a afetiva e a cognitiva. Assim, a dimensão biológica e a social eram indissociáveis, porque se complementam mutuamente. A afetividade surge nesse meio e tem uma grande importância na educação. Wallon foi o primeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções para dentro da sala de aula; as emoções, para ele têm papel importante no desenvolvimento da pessoa.

Jean Piaget, Henri Wallon e Lev Vygotsky, famosos autores e especialistas na área da educação, concederam à afetividade uma elevada relevância no processo pedagógico. De acordo com Piaget e Wallon, o desenvolvimento ocorre através de vários estágios, e nesses estágios, a inteligência e a afetividade vão alternando em termos de importância.

Há que se salientar, que as relações e laços criados pela afetividade não são baseados somente em sentimentos, mas também em atitudes, por isso tem um papel crucial no processo de aprendizagem do ser humano, pois está presente em todas as áreas da vida, influenciando profundamente o crescimento cognitivo. Quando a mãe abre os braços para receber um bebê que dá seus primeiros passos, expressando sua intenção de abraçá-lo, ele reage caminhando em sua direção. Esse movimento estimula a criança a aprender a andar. Assim como ela, toda pessoa é afetada por elementos externos e internos respondendo instantaneamente a eles. Isso é chamado de afetividade e é de suma importância para o desenvolvimento humano.

3 Afetividade no ambiente escolar

Cada vez mais somos protagonistas de cenas no ambiente escolar que envolvem o aumento do número de queixas de professores, pais e alunos preocupados com a falta de afetividade. O afeto está diretamente ligado a uma boa comunicação, seja ela verbal ou não verbal. Autores como Goleman, (1995) definem a importância da afetividade na vida das crianças e acreditam em uma educação que pretende formar cidadãos honestos e responsáveis; afirmam que a formação da autoestima é fundamental para qualquer indivíduo e que o grande pilar da educação é a habilidade emocional.

A afetividade é de suma importância na aprendizagem, do contrário esta passa a ser somente uma obrigação, não levando em conta a satisfação e contentamento das partes. Envolver emoções na prática escolar significa fazê-la mais interessante, faz do professor um ser preocupado com o ajuste pessoal e social do aluno, com seu crescimento total como cidadão. A partir do momento em que o professor dispõe-se a ensinar e o aluno a aprender vários elos afetivos são construídos e a tarefa árdua do ensino-aprendizagem termina, pois passa a ser estímulo e não mais obrigação para ambas as partes. Criatividade, interesse e disposição para esclarecer dúvidas funcionam como estímulos para o professor. Ao atingir uma interação afetiva com os alunos, os resultados serão completamente positivos.

Durante muitos anos, o aspecto cognitivo tem sido o principal alvo da atenção, e a evolução da área afetiva é frequentemente esquecida, impedindo o aluno de atingir o seu máximo potencial. A afetividade no contexto escolar é de grande relevância, pois estimula, agrada, faz felizes os agentes envolvidos, tornando a convivência agradável e a aprendizagem atingida com maior prazer.

(...) os alunos demonstram maior interesse pelas disciplinas cujos professores mantêm uma relação amistosa com eles, fazem-lhes elogios, incentivam-lhes, trocando ideias sobre seus deveres e questionam sobre suas vidas, demonstram afeição ou, ao menos, não são agressivos (...). (RIBEIRO, 2010, p. 404)

Sabemos que hoje a escola acaba assumindo responsabilidades de desenvolver habilidades sociais, responsabilidade antes apenas da família. Assim fica evidente a importância da relação família-escola para o desenvolvimento sadio do indivíduo, pois o ambiente escolar é uma extensão do lar.

4 Conceito de Indisciplina

Etimologicamente, indisicplina expressa desobediência, confusão ou negação da ordem e na sua ocorrência há a necessidade da aplicação de algum tipo de sansão ou apreensão ou até mesmo culpa ou castigo.

No ambiente escolar, indisciplina significa desarmonia, barulho excessivo, conversas paralelas que impedem que o professor seja ouvido, descontrole, falta de atenção, algazarra, condutas de confronto e falta de respeito no trato com colegas ou professores, desobediência às regras consideradas necessárias para se obter um clima favorável à aprendizagem.

Tem sido exaustivo e desafiador o papel do professor diante do fantasma chamado indisciplina e representa hoje possivelmente a maior dificuldade para o trabalho dos professores, gerando vários problemas à escola e prejudicando o meio social e a vida particular do individuo. O que podemos observar nas escolas são crianças sem limites, sem regras que não respeitam ordem de ninguém, cujas atitudes certamente são frutos de uma educação em casa igualmente sem limites. Esta criança chega à escola querendo fazer o mesmo, gritar e dar ordens. Manejar essa indisciplina em sala de aula tem gerado nos educadores um sentimento de impotência, afetando sua autoestima levando-o muitas vezes ao abandono da profissão.

Então como agir diante deste quadro? Muitos educadores ainda defendem que a obediência cega e o silêncio na sala de aula são sinônimos de disciplina. Mas este ambiente hostil e ameaçador pode ser o ambiente ideal para que se efetive a aprendizagem? Vasconcellos (2000) afirma que o conceito de disciplina associado à obediência está muito presente no cotidiano da escola. Sempre que desacatado ou desrespeitado, o professor apela á direção para que tome atitudes enérgicas com relação ao aluno.

Alguns estudiosos concordam que uma das causas da indisciplina possa ser o próprio ambiente escolar, pois continua a ser um ambiente monótono, sem criatividade, distante da realidade dos alunos, rígido, estagnado no tempo e no espaço, tendo ainda professores dando aulas somente do jeito tradicional. Outra possível causa de indisciplina é a coerção que também está presente na sala de aula e tem efeitos desastrosos, porque a ansiedade e o medo gerados por esse tipo de atitude tem gerado evasão escolar bem como comportamentos de depredação de tudo o que representa a escola.

Num ambiente onde não há compreensão, diálogo, amor e relacionamento positivo certamente sentimentos de revolta existirão. Um lar desequilibrado, sem afetividade, gerará indivíduos rejeitados e revoltados, encontrando na escola, um lugar para descontar sua revolta. Para Julio Groppa Aquino (2003). (...) a indisciplina realmente não existe somente atrás do meio sociocultural, ou econômico, ela nasce também através da falta de afetividade, do resgate de valores.

O descumprimento de regras e a falta de limites acompanhados de atitudes agressivas são infelizmente constatados no ambiente escolar. As crianças indisciplinadas não admitem receber ordens e não aceitam regras, nem tão pouco, limites impostos pelo professor ou pela escola. Segundo Aquino (1996, p.7) “...as crianças de hoje em dia não tem limites, não reconhecem a autoridade, não respeitam as regras, a responsabilidade por isso é dos pais, que teriam se tornado muitos permissivos”.

O que se constata é que os pais, não estão cumprindo o seu papel de educador, qual seja, impor limites aos filhos e lhes ensinar a respeitar autoridade. Os princípios éticos e morais têm sido esquecidos e o ambiente escolar tem sido confundido com o ambiente do lar. Os pais tem delegado aos professores a sua tarefa de educar.

5 Afetividade X indisciplina no contexto escolar
 

Por que tantas agressões e desrespeito com professores em sala de aula? Não deveria ser este o ambiente mediador e transmissor de conhecimento e de modelos de comportamentos sociais?

Muitos educadores têm, desgastados pelo estresse diário, cometidos muitos erros no trato com o aluno. Segundo Augusto Cury (2003), existem sete pecados cometidos por educadores e entre eles estão: corrigir publicamente um aluno, expressar autoridade com agressividade, punir quando estiver irado, colocar limites sem dar explicações, ser impaciente e desistir de educar. Essas atitudes podem estar entre os motivos que estão alimentando a indisciplina em sala de aula. Se o educador é um mediador, deve buscar a educação através de diálogo, paciência, tolerância e solidariedade, deve lembrar que está tratando com indivíduos em construção, que erram e precisam de um orientador que os ajudem sempre de maneira harmoniosa e afetiva.

Paulo Freire dizia: "Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo os homens, não me é possível o diálogo". O amor é vital para o diálogo. É indispensável que haja uma relação afetiva para que o ato de ensinar-aprender seja agradável. Essa compreensão da dimensão afetiva no processo ensino-aprendizagem é relativamente recente. Infelizmente o método tradicional de ensino é ainda predominante no ambiente escolar e o estado social e afetivo do aluno fica ainda em segundo plano. Pesquisas recentes na área da Psicologia educacional têm demonstrado a importância da dimensão afetiva, relacionada diretamente às causas do baixo rendimento e da evasão escolar.

A escola deve ser capaz de formar mentes pensantes e cuidar do desenvolvimento afetivo do aluno, da pessoa como um todo, não priorizando somente a inteligência e o desempenho, o que defendem os métodos tradicionais, mas deve identificar e prever condições afetivas favoráveis que facilitem a aprendizagem. Vygotsky confirma isso quando diz que educar é um ato social. Freire ainda explica que a relação entre educador e educando fundamenta-se numa educação problematizadora, na qual ambos os sujeitos crescem em comunhão, aprendendo um com o outro. Segundo Rossine (2001), a afetividade é a única saída para a educação.

Muitas vezes, os alunos são marcados por fracassos afetivos, sociais e de aprendizagem e o professor, mediador da aprendizagem, deverá ser capaz de reconhecer isso, e assim enfatizar, em certos momentos, a afetividade a fim de promover o desenvolvimento integral e harmonioso do aluno. O ato de aprender deve ser prazeroso. No processo de construção do conhecimento, surgem oportunidades de compartilhar experiências, de expressar o respeito mútuo, o companheirismo mediante trocas afetivas, promovendo, assim, a socialização (FREIRE, 1980, p.42). O educador deve buscar alternativas que tornem o processo de aprendizagem mais estimulante. As atitudes afetivas são essenciais na interação professor e aluno, pois o professor não só educa, mas também cuida com afeto, promovendo uma educação completa e ativa.

A cada dia cresce o número de queixas no ambiente escolar tantos dos professores, pais e alunos preocupados com a falta de afetividade que significa muito mais que carinho, também é uma boa comunicação, seja ela verbal ou não verbal.

A relação entre indisciplina e afetividade no ambiente escolar verdadeiramente acontece quando o aluno reconhece no professor o amigo, o educador que o entende e que está pronto a ajudá-lo. Quando existe afetividade entre professor e aluno, não há mais lugar para indisciplina. Segundo Celso Antunes (2010):

Quando os professores de uma unidade escolar sentam juntos e com seus alunos desmontam a ideia da culpa e do castigo e têm em mente reconstruir a plenitude da significação e dos tipos de disciplina, não apenas a aula corre mais facilmente e a aprendizagem se concretiza de maneira mais saborosa, como alunos e mestres descobrem que reconhecendo a disciplina como ferramenta essencial nas relações interpessoais, aprendem autonomia, exercitam a firmeza e ajudam seus alunos a construir seu caráter, com mais dignidade. Mas, a reflexão sobre o conceito de disciplina não se esgota na diferenciação de tipos de indisciplina e a importância de construir uma relação saudável entre alunos e professores, tal como deve ser saudável a relação entre árbitro e jogadores, que se necessitam reciprocamente. 

Cabe ao professor, figura de vital importância no processo de ensino, intervir na aprendizagem individual dos alunos, promovendo uma motivação pessoal que facilitará a superação de dificuldades encontradas no cotidiano escolar.

6 Considerações finais

A disciplina é sem dúvidas indispensável e fundamental ao ato pedagógico e concordamos com GUIMARÃES (1982) que afirma que o conceito de disciplina pertence ao grupo daqueles conceitos básicos para a educação. Segundo o mesmo autor, um ensino que não promove a disciplina abdicou de ser formador, renunciou à tarefa de preparar o aluno para as possibilidades maiores da vida intelectual; satisfaz-se com a mediocridade do constante repetir, não sabe o que significa aprender e compreender.

Devemos almejar uma disciplina consciente e interativa, marcada pela participação, pelo respeito, pela responsabilidade, pela construção do conhecimento e pela formação da cidadania, ambiente na qual a afetividade existe e serve de elo entre aluno e professor. A afetividade é uma mistura de todos os sentimentos de amor, carinho, e afeto e é tão importante na vida das pessoas quanto a comunicação. Cuidar adequadamente de todas estas emoções proporciona uma vida emocional plena e equilibrada. A afetividade é fator essencial na aprendizagem, pois o processo educativo, revestido de carinho, cria um laço indissolúvel entre educador e educando, não dando espaço para relações problemáticas ou indisciplina.

O ideal é que haja uma relação mais aberta entre alunos e professores e juntos possam decidir regras de conduta, o que poderá minimizar a infelicidade causada pela repressão imposta pela sociedade, família e educação. Nesse sentido, a afetividade é desenvolvida a partir das relações sociais, por isso é imprescindível que o professor alie ao conhecimento o crescimento emocional de cada um no processo educativo, que deve ser revestido de carinho e de aceitação das diferenças visando inclusão sem exceções.

Conhecer o aluno como um ser integral é uma grande ferramenta que ajudará a criar estratégias que motivem e despertem interesse no aluno para a aprendizagem, bem como atitudes democráticas, dialógicas e afetivas serão de grande importância na relação professor-aluno no que se refere a respeito mútuo.  O relacionamento interpessoal é considerado um fator determinante de motivação e interesse dos alunos pelas aulas e pela escola. O processo educativo, por sua natureza, objetivos e significados, envolve necessariamente o relacionamento interpessoal. A afetividade deverá alicerçar todas as relações interpessoais no processo ensino-aprendizagem, permitindo que o aluno sinta-se aceito dentro de suas limitações, fazendo com que se sinta motivado a buscar superações e tornar-se mais susceptível ao novo.

Os professores, apesar de suas limitações, exercem sem dúvida grande influência na vida dos alunos, por isso, não devem limitar-se a tramsitir conteúdos e conhecimentos programados somente, suas relações e atitudes devem frequentemente ser repensadas e analisadas para que o relacionamento interpessoal professor-aluno seja sadio. Ao ver o aluno como um ser afetivo, o professor gera um ambiente agradável onde a aprendizagem acontece com prazer e naturalmente.

 

Referências

ANTUNES, Celso. Alfabetização emocional. São Paulo: Terra, 1996.

AQUINO, Julio Groppa.  Indisciplina: o Contraponto das escolas democráticas. São Paulo, Ed. Moderna, 2003

AQUINO, Julio Groppa (org) – Indisciplina na Escola Alternativas Teóricas e Práticas. São Paulo, Summus, 1996. •

CODO, W. & GAZZOTTI, A. A. (1999) Trabalho e afetividade, em Codo, W. Educação: carinho e trabalho. Petrópolis, RJ: Editora Vozes/Brasília CNTE e Brasília LPT.

CURY, Augusto José. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Rio de Janeiro 2003.

FERREIRA, A. B. H. Novo Aurélio XXI: o dicionário da Língua Portuguesa. 3 ed. Totalmente revista e ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

FREIRE, Paulo Pedagogia do Opressor  SP Editora Paz e Terra Ltda (1989)

FREITAS, Luiz Carlos, et al. "Avaliação educacional: caminhando pela contramão. Petrópolis, RJ: Vozes (2009).

GUIMARÃES, C. E.  A disciplina no processo ensino-aprendizagem. Didática, 18, (3339), 1982.

RIBEIRO, M.L., A Afetividade na Relação Educativa, Campinas 2010.

VASCONCELLOS, C. S., Disciplina Escolar: adequação e transgressão – uma tensão necessária. In Revista Educação AEC, Brasília, n. 103, p. 91-104, 1997.

WALDOW, C.; et al Dificuldades de aprendizagem: e possibilidades de superação fazendo arte.  UTFPR, Pato Branco, 01(1,2,3,4) : 1-778,2006.

WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1968.

Disponível em: <http://www.significados.com.br/afetividade/>. Acesso em 23 julho 2016.

Disponível em: <http://novaescola.org.br/formacao/indisciplina-503228.shtml/> Acesso em 24 Julho 2016.

 

Autor

Dora Jaqueline Raimann, Graduada em Licenciatura Plena em Língua Inglesa e Portuguesa, Bacharelada em Tradução e Intertepretação da Língua Inglesa, Pós Graduada em Gestão Escolar. Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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