O presente artigo apresenta uma pesquisa realizada com professores de um centro de Educação Infantil na região de Joinville, para avaliar qual o índice de Síndrome de Burnout ou se há incidência de sintomas desencadeadores. 

Resumo

A prática de ensino no Brasil, conforme os principais autores que compõe este artigo, se constitui em uma atividade altamente estressante, afetando através da Síndrome de Burnout os professores e as instituições as quais estão vinculados. Nota-se que há pouco conhecimento sobre o assunto, em contrapartida o número de pessoas estressadas vem aumentando. Esta pesquisa quantitativa vem investigar o índice de Síndrome de Burnout em professores do ensino infantil, realizada com 8 professoras de uma escola infantil da região de Joinville, através do Maslach Burnout Inventory – MBI. A Síndrome de Burnout se constitui de um estresse ocupacional, sendo dividida em três dimensões básicas: exaustão emocional, despersonalização e a diminuição da realização pessoal, podendo ser caracterizada como leve, grave, moderado ou extrema. A síndrome é um fenômeno complexo e multidimensional, podendo ser considerados fatores individuais e profissionais. Com base no perfil os resultados foram que as participantes eram predominantemente do sexo feminino. A maioria destas, têm idade entre 31 a 40 anos (63%) e possui filhos (88%). O resultado geral do grupo foi de 302, obtendo-se uma média geral de 37,75, se compatibiliza com a fase que possibilita o desenvolvimento de Burnout. Portanto, indica-se que as participantes tenham ajuda profissional para evitar um agravamento dos sintomas. Nenhuma das participantes apresentou estar com Burnout, porém, 3 participantes se enquadraram na fase inicial da síndrome. A síndrome vem se tornando importante questão de saúde pública, portanto esses profissionais da educação vêm recebendo uma crescente atenção por parte de vários pesquisadores.

Palavra-chave: Professores; Síndrome de Burnout; Educação Infantil.

Abstract

The practice of education in Brazil as the main authors composing this article state,is a highly stressful activity, affecting through the Burnout Syndrome teachers and institutions which are linked. Note that there is little knowledge on the subject, starting from the number of stressed people that has increased. This quantitative research is to investigate the burnout syndrome index in childrens' teachers, was carried out with 8 teachers of children's school of Joinville, where they applied Maslach Burnout Inventory - MBI. The burnout syndrome constitutes an occupational stress, being divided into three basic dimensions: emotional exhaustion, depersonalization and reduced personal accomplishment. It can be mild, severe, moderate or extreme. Making the syndrome a complex and multidimensional phenomenon, can be considered individual and professional factors. The overall result of the group fits the stage possibility of developing burnout. The syndrome is becoming an important public health issue, so these education professionals have been receiving increasing attention by various researchers.

Keywords: Teacher; Burnout Syndrome; Child education.

Resumen

La práctica de la educación en Brasil como los principales autores componer este artículo, es una actividad altamente estresante, afectando através de los maestros síndrome de burnout y las instituciones que están vinculados. Tenga en cuenta que hay poco conocimiento sobre el tema, a partir del número de personas estresadas se ha incrementado. Es la investigación cuantitativa es investigar el índice de síndrome de burnout en los profesores de los niños, se llevó a cabo con 8 profesores de la escuela de Joinville, donde se aplicó el Maslach Burnout Inventory infantil - MBI. El síndrome de burnout constituye un estrés ocupacional, que se divide en tres dimensiones básicas: agotamiento emocional, despersonalización y baja realización personal. Puede ser leve, severa, moderada o extrema. Haciendo que el síndrome de un fenómeno complejo y multidimensional, se puede considerar factores individuales y profesionales. El resultado global del grupo se ajusta a la posibilidad etapa de desarrollo de agotamiento. El síndrome se está convirtiendo en importante problema de salud pública, por lo que estos profesionales de la educación han estado recibiendo cada vez más atención por varios investigadores.

Palabra clave: Maestro; Síndrome de Burnout; Educación infantil.

Introdução

Segundo Mazon, Carlotto e Câmara (2008), o cenário educativo brasileiro apresenta um quadro bastante problemático no que se refere às questões relacionadas à saúde dos professores e às condições de trabalho. Ensinar é uma atividade, em geral, altamente estressante, com repercussões evidentes na saúde física e mental e no desempenho profissional dos professores.

Carlotto (2002) define a Síndrome de Burnout como um tipo de estresse ocupacional que afeta profissionais envolvidos através de um cuidado. A razão de se pesquisar a predominância de professores que possuem a Síndrome de Burnout e quantos dos mesmos estão passando por um estresse elevado, a ponto de deixá-los exaustos e desanimados por conta do emprego, chamou a atenção do grupo de pesquisadoras para a prevenção desta síndrome e alertar que ela pode afetar tanto a pessoa, quanto a instituição/empresa em que a mesma trabalha.

No Brasil, a categoria docente, segundo análise da produção científica realizada por Carlotto e Câmara (2008), é uma das que contempla um maior número de investigações (Batista, Carlotto, Coutinho & Augusto, 2010; Mazon, Carlotto & Câmara, 2008; Carlotto & Palazzo, 2006; Levy, 2006; Mallar & Capitão, 2004; Silva & Carlotto, 2003; Codo, 1999; Moura, 1997; Carvalho, 1995).

O estudo possui forte relevância acadêmica, na medida em que possibilita conhecer a síndrome e identifica-la na profissão referente aos professores, para que possa servir como material de apoio, para pesquisas que estejam relacionadas a esse tema.

A necessidade de se pesquisar o índice de professores com a Síndrome de Burnout se deu, também, por ser um assunto que poucos possuem conhecimento e que deveria ser visto de forma mais recorrente, pois o número de pessoas estressadas tem aumentado muito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% da população mundial são afetadas pelo estresse (BEZERRA; SILVA; RAMOS, 2012).

Este tipo de pesquisa científica, além de aproximar as pesquisadoras do método científico, possibilita que as mesmas desenvolvam um embasamento maior sobre o tema, com resultados positivos sobre a sua formação profissional. Contribui também para que se possa analisar o que já foi pesquisado quanto ao tema, e desvendar o que ainda precisa ser aprofundado, obtendo-se resultados reais a partir de uma pesquisa de campo, onde ocorre a possibilidade de se observar dados de um grupo específico de professores. Para nortear a pesquisa questiona-se: qual o índice da Síndrome de Burnout em professores em um Centro de ensino infantil da cidade de Joinville?

Metodologia

Amostra

Grupo composto por 8 professores de um Centro de Educação Infantil da região de Joinville

Procedimentos

Foram disponibilizados de forma presencial pelas pesquisadoras in loco 10 (dez) questionários para serem respondidos pelos profissionais que possuem titulação de professora em uma escola infantil referida anteriormente. Os dados foram obtidos por meio de 8 respondentes/professores de uma mesma escola de uma comunidade próxima de Joinville, que possuem a mesma carga horário de trabalho e predominantemente mulheres. A pesquisa de natureza aplicada objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos, envolve verdades e interesses locais, buscando a opinião frente a determinadas situações, à sua conduta social (GERHARDT; SILVEIRA, 2009).

A forma de abordagem será através de estudos quantitativos, que segundo Fonseca (2002) na pesquisa quantitativa os resultados podem ser quantificados, se centra na objetividade e recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. O questionário foi aplicado de forma presencial por duas das pesquisadoras deste projeto.  Foi utilizado uma versão adaptada do Inventário em Burnout de Maslach (MBI), um questionário elaborado por Christina Maslach e Susan Jackson em 1978 e adaptado para o Brasil por Tamayo em 1997, composto por 22 questões que versam sobre o grau de frequência de certas situações que leva a um pré-indício da presença da síndrome na vivência do respondente. Conforme Lima, Oliveira e Silva (2009):

A versão atual do MBI é composta por 22 perguntas fechadas relacionadas à freqüência com que as pessoas vivenciam determinadas situações em seu ambiente de trabalho. Apresenta escala do tipo Likert, com escala ordinal variando de 1 a 7 (1-nunca, 2-algumas vezes por ano, 3-uma vez por mês, 4-algumas vezes por mês, 5-uma vez por semana, 6-algumas vezes por semanas e 7-todos os dias).

As pesquisadoras entraram em contato pessoalmente com a gestora da escola em questão para saber de a possibilidade convidar as professoras, que possuem vínculo empregatício com a instituição, para participarem da pesquisa e esclarecendo os objetivos da investigação através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE. Em sinal de concordância em participar da investigação as participantes assinaram o TCLE, para posteriormente responderem as questões do Maslach Burnout Inventory (MBI), instrumento mais acessado pelos pesquisadores para a medida da síndrome em questão, e também questões complementares, elaboradas pelas pesquisadoras, para um maior entendimento dos costumes, hábitos e sintomas manifestos das participantes.

As respostas das participantes foram compiladas em planilhas Excel para melhor visualização e análise das porcentagens, de forma a identificar a ocorrência da síndrome no grupo pesquisado.

Fundamentação teórica

O trabalho é uma atividade que ocupa grande parte do tempo de cada indivíduo. Nem sempre o trabalho possibilita realização profissional, ao contrário, pode haver uma exaustão e insatisfação causada por ele. Há estudos que mostram que o desequilíbrio, gerado na saúde profissional, pode trazer grandes consequências como afastamento, transferências, licença por auxílio-doença entre outras. Além dos níveis de produção ser afetados, sabe-se que a lucratividade também sofre mudanças (TRIGO; TENG; HALLAK, 2007).

A Síndrome de Burnout é definida por um tipo de estresse ocupacional que afeta profissionais envolvidos através de um cuidado, em relação de atenção direta, contínua e altamente emocional (CARLOTTO, 2002). Existem alguns sintomas da Síndrome de Burnout que são divididos em três dimensões básicas, são elas: exaustão emocional que é caracterizada por escassez de energia e entusiasmo, por esgotamento que se transforma em sentimento de frustração e tensão nos trabalhadores. Despersonalização que é caracterizada por desenvolver uma insensibilidade emocional. E a diminuição da realização pessoal no trabalho definida por uma tendência do trabalhador em se ver de forma negativa (CARLOTTO, 2006).

A Síndrome de Burnout abrange duas perspectivas diferentes: a clínica e a psicossocial. A clínica entende a síndrome com uma relação junto ao esgotamento e perda do interesse pelo trabalho, que estão relacionados a quem trabalha prestando serviços e, por consequência, do contato diário a essa forma de trabalho. O conjunto de consequências persiste nas expectativas inalcançáveis. Diz-se que essa etiologia teria como causas principalmente aspectos individuais. A segunda perspectiva entende a Síndrome de Burnout como um processo que se desenvolve nas características do ambiente de trabalho e nas características pessoais (BORGES; ARGOLO; PEREIRA; MACHADO; SILVA, 2002).

Esta síndrome possui quatro quadros clínicos: leve, moderado, grave e extremo. O leve é o cansaço, insônia, irritabilidade, etc.; o moderado é o negativismo, a tristeza, a falta de credibilidade em si, etc; o grave é a automedicação, abuso de álcool e drogas, depressão; e o extremo é quando o profissional chega a um ponto de colapso, quadros psiquiátricos e pode levar ao suicídio também. Esses estágios afetam também a família do profissional, pois o enfermo descarrega todos os seus problemas e estresse neles. Já os profissionais que moram sozinhos enfrentam um problema maior, a solidão. Os mesmos não possuem o apoio familiar, o que é mais grave, pois acabam entrando em depressão profunda (THOMAÉ; AYALA, SPHAN, 2006).

Os mais afetados por esta síndrome são, sobretudo, os profissionais mais iludidos, que possuem mais esperanças e expectativas, e os quais sofrem quando a realidade vem limitá-lo e frustrá-lo. Em consequência, acontece uma substituição de atitudes de dedicação e compromisso, por atitudes de indiferença e desinteresse. O fato de serem justamente os profissionais empenhados e responsáveis com o emprego, que serão os mais propensos a desenvolver Burnout (MALLAR; CAPITAO, 2004). A exaustão emocional, segundo Trigo, Teng e Hallak (2007), abrange sentimentos de desesperança, solidão, depressão, raiva, impaciência, irritabilidade, tensão, diminuição de empatia, sensação de baixa energia, fraqueza, preocupação; facilidade para doenças, dores localizadas em diferentes lugares, ânsia de vomito, tensão muscular, dor lombar ou cervical, distúrbios do sono.

O esgotamento emocional e a falta de interesse pelo trabalho, por exemplo, da realização do mesmo, é um dos fatores que mais influenciam a pessoa a desenvolver a síndrome, e há necessidade de grandes cuidados, para que essa insatisfação seja satisfeita por meios de apoios administrativos da empresa, quando necessário, ou de outras formas, como o apoio psicológico (VAHEY; AYKEN; SLOANE; CLARKE; VARGAS, 2004).

A Síndrome de Burnout é considerada um grande problema na atualidade profissional. Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da síndrome são considerados como fatores de riscos, pois os mesmos afetam de forma agressiva, sem que em muitos casos a pessoa note, pois pode confundi-la com um estresse considerado normal (TRIGO; TENG; HALLAK, 2007).

A síndrome possui características muito parecidas com a da depressão, sabe-se que é preciso separá-las e diferencia-las, pois, há alguns conceitos distintos dos quadros clínicos. A distinção entre os quadros é que Burnout é um construto social, consequência das relações interpessoais e organizacionais, já a depressão é uma mistura de emoções e cognições que sofrem consequências sobre essas relações interpessoais (MALLAR; CAPITAO, 2004).

Há algumas formas de poder prevenir a Síndrome de Burnout, são elas: através de processo de adaptação de expectativa da realidade cotidiana; equilíbrio nas áreas pessoais: família, amigos, trabalho; começar a trabalhar mais em equipe, não se sobrecarregar; ter um tempo adequado para cada cliente; dialogar frequentemente com os outros profissionais e saber limitar-se, não se entregar totalmente ao trabalho, saber dividir o seu tempo. O que se pode fazer também é frequentar grupos de apoio, ajuda terapêutica e conversar com os colegas de trabalho para que se possa tomar uma providência de como organizar melhor os horários, tarefas e trabalho sob pressão (ACEVES; LÓPEZ; JIMÉNEZ; SERRATOS; CAMPOS, 2006).

Conforme aponta o artigo 29 da Lei das Diretrizes Básicas da Educação “a educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. Os profissionais que atuam nessa etapa da educação precisam ter formação mínima em nível médio, na modalidade normal, em cursos reconhecidos, e essa formação deve atender às demandas do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica. Entretanto, apesar desses mecanismos legais, muitos desencontros ainda persistem em torno do trabalho do professor, o que o coloca no cerne de um debate, problematizando diversos aspectos. Nesse sentido, o trabalho da professora de educação infantil exige uma competência polivalente e conhecimentos específicos, que integrem o cuidado e a educação em sua prática docente, focando a aprendizagem e o desenvolvimento global da criança pequena (SIQUEIRA; HADDAD, 2011).

Segundo Rodrigues, Chaves e Carlotto (2010) diversos estudos têm demonstrado que a crescente pressão e demanda social, associadas ao aumento da dificuldade no processo educativo, refletem no trabalho do professor. Afetam de forma crítica suas emoções e sentimentos, percepções, estado psicológico, etc. O professor em sua profissão é muito cobrado e, em alguns casos, sofre críticas sobre seus fracassos e raramente recebe elogios sobre seu sucesso. Apesar dessa demanda acontecer em todas as profissões, hoje em dia se vê que o profissionalismo do professor vem sendo bastante discutido e cobrado. A categoria docente é muito exposta a situações conflituosas e de alta exigência de trabalho, logo os estressores psicossociais estão atuando constantemente sobre a saúde do professor.

As manifestações da Síndrome de Burnout em professores podem ser separadas em sintomas individuais e profissionais, ressaltando, porém, que estas questões são de difícil generalização e descrição universal. Em geral, os professores sentem-se fisicamente e emocionalmente exaustos, muito irritados, ansiosos, com raiva ou tristes. As frustrações emocionais particulares a este fato podem levar a sintomas psicossomáticos como insônia, úlcera, dores de cabeça e hipertensão, além do uso abusivo de álcool e medicamentos, incrementando problemas familiares e conflitos sociais (CARLOTTO, 2002).

Nos aspectos profissionais, o professor pode apresentar prejuízo no seu planejamento de aula, tornando-se menos frequente e cuidadoso; apresentar perda de criatividade e entusiasmo, demonstrar menos simpatia pelos alunos e menos otimismo quanto à avaliação do seu futuro; pode sentir-se facilmente frustrado pelos problemas ocorridos em sala de aula (RODRIGUES; CHAVES; CARLOTTO, 2010).

Síndrome de Burnout em professores é um fenômeno complexo e multidimensional consequente da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Este ambiente não diz respeito somente à sala de aula ou ao contexto institucional, mas sim a todos os fatores envolvidos nesta relação, incluindo os fatores macrossociais, como políticas educacionais e fatores socio-históricos (CARLOTTO, 2002).

Muitos estudos mostram preocupação em identificar as causas da Síndrome de Burnout especificamente na população de professores. Há um pressuposto de que suas causas decorrem de uma combinação de fatores individuais, organizacionais e sociais, sendo que esta interação produz uma percepção de baixa valorização profissional, tendo como resultado o quadro de Burnout. A literatura considera professores idealistas e empolgados com sua profissão mais vulneráveis, pois tendem a se decepcionar facilmente. Estes professores são comprometidos com o trabalho e envolvem-se intensamente com suas atividades, sentindo-se desapontados quando não recompensados por seus esforços (CARLOTTO, 2002).

A profissão de professor segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) constitui-se como uma das profissões mais estressantes, acarretando uma forte incidência de elementos que conduzem à Síndrome de Burnout. Conforme Gárcia, Hypólito e Vieira (2005) a profissão docente se caracteriza por uma categoria abundantemente composto por mulheres, pelo menos no ensino básico. Trabalham em instituições e sistemas de ensino distintos por nível e jurisdição: são professoras da educação infantil, professoras do ensino fundamental, do ensino médio, do ensino superior, de estabelecimentos públicos, privados, confessionais, oficiais, formais, não-formais.

Pode-se perceber que a categoria docente é majoritariamente feminina, essa constatação não é recente. Segundo Beraldo (2006) a inserção feminina no magistério, destaca-se pelo desinteresse dos homens pela profissão em virtude do aparecimento de postos de trabalhos mais atraentes no campo da indústria, a recusa da mesma educação para homens/mulheres e, principalmente, o interesse das mulheres em conquistar espaços públicos de trabalho.

A profissão do professor se compõe de uma série de interações sociais e disposições psicológicas, segundo Gil-Monte (2008) Burnout não é um estresse psicológico, mas sim um estresse ocupacional crônico vinculado às relações sociais no trabalho entre quem presta e quem recebe o serviço.

Um estudo realizado por Byrne (1991) constatou que para professores primários e nível básico, a principal preocupação era atender as demandas de várias situações, como direção de escola, pais, alunos e órgãos vinculados à escola, pois tinham poucas recompensas, suporte e reconhecimento. Alves (2006) escreve em síntese sobre a história da mulher na educação infantil brasileira: Trabalhar com crianças pequenas em creches e pré-escolas é uma atividade historicamente desempenhada por mulheres, mas nem sempre reconhecida como uma profissão que requer formação específica, condições de trabalho e remuneração digna. Aliás, a exigência de formação para o magistério é muito recente na história da educação infantil brasileira. Tal exigência foi introduzida legalmente a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases – LDB, Lei N. 9.394 de 1996, cujas determinações a respeito da educação infantil, definindo-a como primeira etapa da educação básica, um direito das crianças e dever do Estado, representam avanços no plano formal, ao mesmo tempo em que configuram novos desafios para o campo de atuação e de formação dos educadores infantis.

Por constructos culturais duvidosos se tem a figura da mulher como um ser naturalmente materno, por esse motivo que por muito tempo não fora reconhecida, e somente em 1988 com a Constituição Federal que houve a definição e o início da organização do papel dos educadores infantis. Para a autora Alves (2006) a feminização do magistério articulada à visão de professora da educação infantil como mulher educadora nata, reflete fragmentação do trabalho docente.

Resultados

A partir dos resultados obtidos neste estudo, detectou-se que a maioria do grupo de pesquisa é do sexo feminino contabilizando 8 mulheres, destas 13 % possuem idade entre 21 e 25 anos, 25% com idade entre 26 e 30 anos e 63% com idade entre 31 e 40 anos. A maioria 88% possui filhos, destas 38% possuem apenas 1 filho e 50% possuem 2 filhos. Ao se analisar quem é a principal fonte de renda da família, verificou-se que 25% participam ativamente como principal fonte, 63% não participa como principal e 13% não respondeu a essa questão.

Com relação ao recebimento de elogios pelo trabalho exercido, 50% do grupo apontou receber elogios no trabalho, 38% não recebe e 13% não respondeu. Das que recebem elogios pelo trabalho, 38% diz que eles são frequentes e 13% que são raros. Por outro lado, 75% acredita que seu trabalho é reconhecido e 13% acredita que não é reconhecido. Além desses fatores, analisa-se se alguém do grupo recebe gratificações além de financeiras, onde 63% respondeu que não recebem e 38% que recebem. Relativa a essas gratificações, 13% respondeu que é referente a cursos, 13% referente a folgas e 13% sobre outros motivos.

Procurou-se pesquisar se as participantes utilizam medicamentos, sendo que 100% do grupo apontou que não faz uso de nenhuma medicação. Porém, no quesito relacionado à insônia, úlcera, dor de cabeça e hipertensão, verifica-se que 13% possuem insônia e 75% possuem dor de cabeça. Identificou-se ainda que 50% do grupo fazem uso de bebida alcoólica socialmente e 50% não bebem. Estes resultados foram ilustrados no quadro a seguir:

Tabela 1: Hábitos e sintomas das participantes da pesquisa.

Hábitos/

Sintomas

Possui

Não possui

Não respondeu

Frequência % Frequência % Frequência %
Uso de ácool (social) 4 50% 4 50% 0 0%
Uso de álcool (frequente) 0 0% 8 100% 0 0%
Insônia 1 13% 5 63% 2 25%
Úlcera 0 0% 6 75% 2 25%
Dor de cabeça 6 75% 2 25% 0 0%
Hipertensão 0 0% 6 75% 2 25%
Total 11 23% 31 65% 6 13%

A partir dos resultados obtidos através do MBI observa-se que o escore geral do grupo foi de 302, obtendo-se uma média geral de 37,75. Sendo assim, os estágios da Síndrome de Burnout se apresentam da seguinte maneira: de 0 - 20 pontos, nenhum indício da Burnout; 21 – 40 pontos, possibilidade de desenvolver Burnout; 41-60, fase inicial da Burnout; 61-80 pontos, Burnout começa a se instalar; 81-100 pontos, pode estar em uma fase considerável de Burnout.

Dentre as participantes 5 foram classificadas na faixa de 21 a 40 pontos, sendo que esse escore indica a possibilidade de se desenvolver Burnout (Quadro 2). É necessário que essas participantes procurem trabalhar as recomendações de prevenção da Síndrome, que são: não se sobrecarregar, tentar equilibrar o trabalho com a vida pessoal, dialogar sempre que algo estiver incomodando, frequentar grupos de apoio ou ajuda terapêutica podem ajudar a prevenção contra a S.B. A pontuação de três participante – está posicionada na faixa de 41-60 pontos, que seria a fase inicial da Burnout (Quadro 2).  Esse resultado pode ter a ver com a sobrecarga de dar atenção contínua as crianças, a responsabilidade física e intelectual dessas crianças, ou também pelo fato de que muitas vezes os professores não são devidamente remunerados pelo quanto fazem dentro e fora de sala de aula, com correções de provas, tarefas, mostrando esse resultado de stress agudo entre alguns desses profissionais.

Tabela 2: Participantes e sua posição em seus respectivos estágios da síndrome.

Estágio da Síndrome Participantes Frequência
De 0 a 20 pontos: Nenhum indício da Burnout  0     0%
De 21 a 40 pontos: Possibilidade de desenvolver Burnout 5 63%
De 41 a 60 pontos: Fase inicial da Burnout 3 37%
De 61 a 80 pontos: A Burnout começa a se instalar 0 0%
De 81 a 100 pontos: Você pode estar em uma fase considerável da Burnout 0 0%
Total 8 100%

A partir dos resultados de participantes que começam a apresentar indícios de Burnout e ainda fase inicial de Burnout, indica-se que as participantes tenham ajuda profissional para evitar um agravamento dos sintomas e garantir, assim, a qualidade no seu desempenho profissional e a sua qualidade de vida. A busca de ajuda pode ser tanto para aprimoramento das características pessoais, quanto das condições oferecidas pela instituição para que as participantes desenvolvam seu trabalho com responsabilidade, atendendo às expectativas das famílias das crianças, quanto do tratamento diário que contribui para o desenvolvimento infantil daqueles que são lá atendidos.

Discussão

Analisando pesquisas a respeito da Síndrome de Burnout em professores, verificou-se que o índice não demonstrou diferenças estaticamente significativa em relação ao gênero. Conforme Silva e Carlotto (2003), esse resultado confirma os obtidos em alguns estudos brasileiros (Moura, 1997; Carlotto, 2002b; Pepe- Nakamura, 2002), indo ao encontro de achados na literatura internacional (Farber, 1991; Fernádez-Castro & colsl, 1994; Burke & cols., 1996).

Sobre os quesitos elogios e reconhecimento de sua contribuição perante o trabalho, nota-se que metade das participantes recebe elogios, porém ainda assim, a outra metade não relata essa gratificação que seria de muito auxílio para a autoestima e para que as mesmas sintam-se mais a vontade dentro de seu espaço laboral, essa é uma questão que implica muito, segundo Carlotto e Palazzo (2006) “o homem busca constituir-se como sujeito através de seu trabalho e que o mesmo não se realiza de forma individual, mas sim se materializa num espaço social; e que a atividade produtiva é um elemento constitutivo da saúde mental individual e coletiva”, por isso é necessário que o social esteja sendo exercido e que o mesmo traga benefícios e não malefícios.

Benevides, Yaegashi, Alves e Lara (2008), relatam que o processo de desenvolvimento da Síndrome de Burnout se caracteriza pelo seguinte percurso: primeiramente o entusiasmo e a dedicação cedem lugar à frustração e raiva como resposta a estressores pessoais, ocupacionais e sociais que, por sua vez, levam à desilusão quanto às atividades de ensino embora trabalhando ainda de forma eficiente, mas mecanicamente, levando à diminuição da produtividade e da qualidade do trabalho, logo é necessário que se tenha um cuidado com esses profissionais que atuam na área da educação, para investigar se não estão apresentando quaisquer sintomas relacionados à síndrome, pois o agravamento se estende posteriormente.

Verificou-se também que nenhuma das participantes apresentou estar com Burnout, porém, 3 participantes se enquadraram na fase inicial da síndrome; Carlotto et al. (2012) dizem que embora o estresse e o Burnout no ensino ocorram há muito tempo entre os professores, o seu reconhecimento como uma importante questão de saúde pública tem sido mais explícito nos últimos anos. Constatou-se também que 5 participantes apresentaram possibilidades de desenvolver a Burnout, afirmando ser uma classe com grandes possibilidades de alto stress no trabalho. Segundo Gil- Monte (2008), a profissão do professor se compõe de uma série de interações sociais e disposições psicológicas, burnout não é um estresse psicológico, mas sim um estresse ocupacional crônico vinculado às relações sociais no trabalho entre quem presta e quem recebe o serviço.

Melo et al. (2015) verificou que os profissionais da educação vêm recebendo uma crescente atenção por parte de vários investigadores, uma vez que, a severidade de Burnout nestes profissionais de ensino é identificada como de alto risco. A partir dessa crescente questão de saúde pública, de comorbidades entre os professores, foi que este estudo se revelou como relevante, pela crescente procura desses profissionais, por questões relacionadas a estresse e outras doenças. Na pesquisa realizada por Batista et al. (2010), a associação entre a exaustão emocional, carga horária e quantidade de alunos atendidos, a intenção de abandonar a profissão pode ser considerada uma tentativa de lidar com a situação. O professor pode pensar em abandonar sua profissão, mas fica em conflito, devido à escassa possibilidade de encontrar outro trabalho adequado às suas expectativas. Segundo um estudo realizado por Byrne (1991), constatou que para professores primários e nível básico, a principal preocupação era atender as demandas de várias situações, como direção de escola, pais, alunos e órgãos vinculados à escola, pois tinham poucas recompensas, suporte e reconhecimento. Averiguou-se a necessidade de acompanhamento psicológico para esses profissionais, para que eles possam continuar trabalhando focados e saudáveis em seu papel, que é o de educar crianças, adolescentes e adultos. Segundo Farber (1999) acredita-se que a chave do entendimento deste fenômeno está na abordagem psicológica, mais especificamente no sentimento do professor de que seu trabalho é pouco significativo. Professores, como todas as pessoas, precisam sentir-se importantes, amados e de alguma forma especiais. Eles necessitam ter estas necessidades afirmadas por quem eles vivem e trabalham. É de fundamental importância destacar que a prevenção e a eliminação de burnout em professores não é tarefa solitária deste, mas, deve considerar uma atuação unida entre professor, alunos, instituição de ensino e sociedade. Segundo Rohlfs (1999), os papéis atribuídos e assumidos por homens e mulheres são importantes na explicação de seu estado de saúde. Por esta razão, é importante não só estudar o impacto que o estilo de vida, mas também o uso do tempo e as condições de trabalho tem na saúde das pessoas.

Considerações finais

O presente artigo teve como objetivo investigar o índice de Síndrome de Burnout em professores do ensino infantil, que compõe o quadro docente de ensino da região de Joinville. Os resultados revelaram que nenhum deles apresentou a Síndrome de Burnout, porém há outros índices que apontam para uma melhor investigação acerca disto, pois, 4 participantes têm a possibilidade de desenvolver a síndrome e 3 já estão na fase inicial.

Constatou-se também que somente parte dos professores recebe elogios, porém a maioria acredita ser reconhecido pelo seu trabalho. A maioria também respondeu não recebe gratificações além das financeiras. Nenhum professor faz uso frequente de álcool, e metade das participantes faz uso de álcool socialmente. Quanto ao uso de medicamentos nenhum dos entrevistados fazia uso controlado. Em contrapartida há participantes que têm insônia e dor de cabeça.

Trabalhar com crianças muito pequenas é desgastante do ponto de vista cognitivo e emocional, ainda mais como constatado nesta pesquisa, onde a maioria das professoras possui filhos. Acredita-se que para que se possa trabalhar com crianças, as professoras que estão iniciando a sua experiência educacional ou aquelas que já estão há muito tempo na profissão, tenha que possuir uma boa saúde física e mental. Para melhorar a qualidade de vida, alguns autores consideram essencial um acompanhamento psicológico para que sintomas iniciais não se agravem com o tempo. Nota-se a importância da atuação do psicólogo no ambiente escolar, assistindo tanto alunos como professores, os quais estão sujeitos a uma grande carga de estresse.

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Autores

Helena da Silva - Acadêmica do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Marília Bonelli Lima - Acadêmica do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Naiara Meirelles - Acadêmica do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Nicole Elias Valentini - Acadêmica do Curso de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Sofia Cieslak Zimath - Professora de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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