Este trabalho analisa a obra literária “A metamorfose” de Franz Kafka a partir dos pressupostos teóricos da Abordagem Centrada na pessoa. Apresenta-se o resumo da obra e biografia do autor, evidenciando elementos da mencionada abordagem psicológica. 

Resumo

Este trabalho analisa a obra literária “A metamorfose” de Franz Kafka a partir dos pressupostos teóricos da Abordagem Centrada na pessoa. Apresenta-se o resumo da obra e biografia do autor, evidenciando elementos da mencionada abordagem psicológica. No percurso da análise destacam-se aspectos psicológicos presentes no livro como a desesperança do ser, o pessimismo com relação ao futuro, a falta de respostas às questões mais simples e às mais profundas. A referida obra se configura como um resgate acerca de valores e princípios humanos e tem como fato mais fortemente elucidado a transformação do protagonista Gregor Samsa em um inseto. Perante esta situação Gregor não reage nem assume sua condição de sujeito diante dos outros. Desta circunstância deriva-se o estudo sobre a transcendência do eu para o outro e os demais elementos fenomenológicos-existenciais presentes.
Palavras Chave: Abordagem fenomenológica-existencial; Metamorfose; Abordagem Centrada na Pessoa.

1-    Introdução

1.1    Autor e obra: universos tangentes

De acordo com Ferraz (2010), A Metamorfose foi uma das poucas peças literárias escritas por Franz Kafka, nascido em 3 de julho de 1883 em Praga, na Boêmia (atual República Tcheca). Trata-se de uma novela de estilo surrealista que já se inicia no ápice da trama, contando a história de Gregor Samsa que, ao acordar certo dia, dá-se conta de que se transformou num inseto monstruoso. O protagonista, um caixeiro viajante que leva uma vida absolutamente voltada para o trabalho, é responsável por manter financeiramente sua família, que é composta pelo pai, Sr. Samsa, um homem relativamente idoso, obeso, ocioso e que não trabalhava há 5 anos desde a falência de seus negócios; pela mãe, Sra. Samsa, asmática, que não fazia quase nada em casa por conta da doença e, portanto, precisava ser auxiliada por Ana, uma empregada, e pela irmã Grete, uma menina de 17 anos que sonhava em ser violinista e que tinha o hábito de enfeitar-se e dormir até mais tarde (Kafka, 2010).
Devido a uma dívida contraída pelo se pai e assumida pelo seu chefe, Gregor via-se obrigado a trabalhar num emprego que detestava, submetendo-se a cargas de trabalho desgastantes e ao assédio moral da chefia em prol de sustentar sua família. A vida seguia sempre exatamente a mesma até o dia de sua metamorfose, momento em que ele também acaba perdendo a hora para o trabalho. O fato de ter-se atrasado era tão raro que seus familiares puseram-se a chamá-lo à porta de seu quarto, e até mesmo o gerente da empresa onde trabalhava chegou a ir até sua casa para tomar conhecimento do que havia acontecido. Quando Gregor finalmente conseguiu abrir a porta, todos entraram em choque com a cena: um enorme e assustador inseto que, a despeito da aparência repulsiva, continuava a pensar e agir como um ser humano (Kafka, 2010).
A partir desse momento, a família – e até mesmo a casa, que se torna uma hospedaria – também passa por uma intensa mutação: o pai volta a trabalhar, torna-se um homem de prontidão para qualquer serviço, a mãe começou a costurar roupas finas para uma loja e a irmã iniciou estudos em estenografia e francês e também encontrou um trabalho; trataram de conter os gastos, a se ajudar e elogiarem-se mutuamente. No entanto, Gregor era obrigado por eles, às custas de possíveis agressões físicas, a ficar isolado desse convívio, trancafiado no quarto, de onde podia ouvir seus entes expressando o desgosto pelo infortúnio da metamorfose, a intenção de livrarem-se dele (Kafka, 2010).
A Metamorfose trata-se de um livro que explora aspectos da existência humana, metafórico, de cunho social, que traz em seu bojo uma crítica veemente à instituição familiar cunhada pelo capitalismo, que almeja um status burguês e, para tanto, aliena-se de si mesmo devido à submissão a um trabalho extremamente fragmentado, repetitivo, afastado de sua dimensão política e ética, e portanto, vazio de significado. Ademais, trata da condição humana, evidenciando o jogo de interesses que sustentam as relações e como elas, frágeis, podem ruir diante de expectativas frustradas; descortina a valorização das aparências em detrimento à real essência do homem e demonstra brilhantemente a forma distorcida como os sujeitos tendem a lidar com certos conflitos.
Apesar de não ser uma obra autobiográfica, criador e criatura - Kafka e Gregor - se aproximam surpreendentemente. Kafka, que se via fracassado diante das expectativas paternas, viveu uma relação de conflito com o pai, que o impediu de estudar filosofia, curso que realmente o aprazia, vindo a se matricular em direito para satisfazer a figura paterna. No entanto, durante o curso, seguiu com aulas de literatura alemã e poesia, sua verdadeira vocação. Trabalhava numa seguradora, era tido como ótimo funcionário, mas dizia que “tudo o que não é literatura aborrece”, dando vistas a seu espírito inquieto, livre e sensível, mas infelizmente, veio a falecer muito cedo, aos 40 anos, no dia 3 de junho de 1924, em Viena, devido uma tuberculose na laringe (Ferraz 2010).

      2. Material e Métodos

Este trabalho constitui-se como de base qualitativa. O objetivo geral é analisar o livro “A metamorfose”, de Franz Kafka, baseando-se em conceitos da abordagem fenomenológica- existencial e da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). Para tanto, amparando-se na teoria mencionada, buscou-se aporte teórico em Rogers (1961/1977/1992), Branco (2008), Tenório (2003), Marques (2008), dentre outros. Pretende-se apresentar associações encontradas entre as teorias humanistas e a obra em estudo, expor as análises realizadas e aprofundar o conhecimento teórico por meio da análise da obra.

3.    Análise

3.1    Capítulo I

Certa manhã, após um sono conturbado, Gregor Samsa acordou e viu-se em sua cama transformado num inseto monstruoso (Kafka, 2010, p. 1). Assim inicia-se o drama de Gregor Samsa: ele acorda certo dia e vê seu corpo completamente transformado - carapaça dura, perninhas descontroladas, dores pelo corpo.
No entanto, acredita estar mergulhado num sonho e que, ao acordar dele, todas essas idiotices desapareceriam. Coloca-se, então, a divagar sobre uma de suas únicas atividades - o trabalho como caixeiro viajante:

Que dura profissão eu fui escolher! Viajando todo santo dia. (...) relacionamentos mudam sempre, (...) nunca possibilitam uma autêntica amizade. (...) levando em conta o chefe que tenho, já estaria no olho da rua. (...) Não fosse por causa dos meus pais, já teria pedido as contas há muito tempo: eu me postaria diante do meu chefe e lhe diria (...) tudo o que penso. (...) em cinco ou seis anos (...). Aí sim eu mudo de vida. (p.12, 13)

Esta passagem de A Metamorfose é extremamente semelhante a um exemplo dado por Rogers (1977) em seu capítulo sobre Resposta Reflexo (p.86), onde retirou da fala de um dos clientes analisados um excerto em que o mesmo insiste, ao longo da terapia, relatar o quanto seu chefe é terrível e como ele mina suas chances de crescimento, mas que, a despeito disso, não deixará o emprego, pois acredita que seu superior lhe deve desculpas; esperar as desculpas parece ter mais valor que mudar-se para um emprego que lhe traga o tão almejado crescimento. 
Gregor também se comporta dessa maneira, e elementos eclipsados em sua fala passariam despercebidos não fosse a noção, desenvolvida por Rogers, do conceito da resposta reflexo do tipo “Elucidação”. Nela há a possibilidade de uma dedução que tornariam evidentes sentimentos e atitudes “por detrás” da fala. Seguindo o raciocínio lógico da “Elucidação”, poder-se-ia destacar a contradição em que Gregor se coloca ao optar por permanecer no emprego mesmo sendo aviltado de várias maneiras.
Ainda nesse trecho, que apesar de breve, carrega vários elementos significativos, é possível visualizar como o personagem está engessado em si, limitando-se a atitudes de “auto-regulação” que preencham suas necessidades de consideração positiva por parte da família, mantendo-se preso numa trajetória de vida aparentemente segura, mas certamente monótona, impedindo-se de ir ao encontro de tendências atualizantes, presentes em todo organismo. Sua escolha - inautêntica e dirigida por um modo de avaliação condicional das circunstâncias - por uma profissão que lho desagrada, afasta-o de uma experiência organísmica que traga completude, expansão da consciência, maturidade, autonomia, auto compreensão e realização pessoal (Souza, s.d.; Branco, 2008; Rogers, 1977). 
Esta avaliação condicional das circunstâncias, ou seja, o modo enviesado de avaliar a si mesmo, pessoas e situações em geral que, costumeiramente, não reflete a realidade dos fatos, é inicialmente reiterada pela família ao expressar por ele uma consideração positiva pelo seu “altruísmo”: trata-se de um ciclo vicioso que acarreta a estagnação de Gregor.
Seu Self ideal, figurado pelo “arrimo de família” submisso que se sente responsável pela felicidade, conforto e segurança de todos os entes próximos, é contrastante com um Self real que carrega o peso desse fardo, fazendo notar, em várias partes do livro, que se encontra verdadeiramente, saturado, insatisfeito, desiludido tanto com o trabalho, quanto com sua família e seu modo de viver. Sua necessidade de consideração positiva, porém, é tão grande que ele é capaz de negar as orientações que emanam de sua experiência organísmica – e que, portanto, acarretariam numa tendência a atualização – e aceitar aquelas que lhe são transmitidas pelas pessoas critério de seu convívio. E isso tem tanta força sobre si que é capaz de “esperar” mais 5 ou 6 anos para dar um novo sentido a sua vida (Rogers, 1977).
O protagonista, em dado momento, questiona: Porque estaria condenado a trabalhar numa empresa em que uma simples ausência mobilizava suspeitas terríveis? (Kafka, 2010, p.18) Chama atenção o fato de ele se ver “condenado” àquele emprego, como se as circunstâncias lho acometessem magicamente, por uma força externa e que, portanto, nada pudesse fazer a respeito. Rogers (1961) referia que sujeitos que compreendem seus problemas como exteriores ao organismo, estão algo distantes de uma auto aceitação e possuem uma grande dificuldade de comunicação interior, tendo seus construtos pessoais caracteristicamente rígidos. No entanto, Sartre adverte:

O existencialismo afirma que o covarde se faz covarde, que o herói se faz herói; existe sempre, para o covarde, uma possibilidade de não mais ser covarde, e, para o herói, de deixar de o ser (Sartre, 1987, p. 14 citado por Marques, 1998, p.77).
    
Isso significa que é dada ao homem a dádiva da existência, que resulta de escolhas diante das inúmeras possibilidades da vida: o ser humano é o ator principal de sua existência, é o legislador, é o construtor da sua obra existencial, é ele quem se projeta a ser; ele usufrui da irremediável liberdade, inclusive, de “não ser”, como fazia Gregor em sua relação com o trabalho e família: (...) o pai empurrava-o com energia violenta (...), enfiou-se no vão (...) entalado, sem fazer nenhum movimento (Kafka, 2010, p. 30) - uma liberdade que, como se vê, também se dobra aos condicionantes sociais.
Essa sensação de liberdade, porém, pôde ser experimentada por Gregor quando ele percebe, num dado momento, que as perninhas obedeciam-lhe totalmente, e pareciam dispostas a leva-lo aonde ele quisesse o que lhe dava a impressão de que seus sofrimentos haviam terminado (Kafka, 2010, p. 28). Esta é uma metáfora bastante clara que remete a ideia de Rogers (1992) que conclui que para que um comportamento mude, é necessário que seja experimentada uma mudança de percepção (p.255). Nesse sentido, foi necessária uma verdadeira metamorfose física, uma mudança de percepção do mundo, para que Gregor e sua família pudessem dar conta de transformar os aspectos mais cristalizados da personalidade deles.

3.2- Capítulo II

Na manhã seguinte à sua metamorfose, Gregor tenta se alimentar, sem êxito. Então, olha ao redor de sua casa e sente um grande orgulho pelo fato de ter conseguido dar a seus pais e sua irmã uma vida dessas numa casa tão bonita. ( Kafka, 2010, p. 44) Tal orgulho advém do fato de Gregor ser o provedor de sua família. Todos os integrantes desta já haviam se acostumado com tal fato, não demonstrando nenhuma perspectiva de mudança quanto a isso, apesar de seu pai, sua irmã e sua mãe terem possibilidades de auxiliarem no orçamento familiar.
 Este estado de aceitação, por parte de sua família e até mesmo de Gregor, remete aos conceitos de sintropia e entropia. A sintropia pode ser entendida como a tendência de todo organismo vivo à uma complexidade e organização e a entropia, por sua vez, pode ser entendida como a tendência de organismos orgânicos e inorgânicos para a desordenação e deteriorização (Branco, 2008). A metamorfose de Gregor serviu como uma entropia para a sua família, provocando, portanto, uma modificação organísmica, uma busca para o retorno ao estado de sintropia, porém, mais adentrados em suas experiências. Diante da impossibilidade de Gregor trabalhar, seu pai consegue um emprego em um banco, sua mãe começa a costurar para fora, com a ajuda de sua irmã. 
Diante de um dado momento, refletindo sobre a sua atual condição física, Gregor pensa que, por enquanto, tinha de se comportar com calma e tornar suportáveis, pela paciência e pela máxima consideração com sua família, as inconveniências que em seu atual estado ele estava simplesmente obrigado a causar aos outros (Kafka, 2010, p. 46). Neste trecho, pode-se perceber que existe uma tentativa de “fuga” de sua própria experiência, pois ele tentava sentir outra coisa, um outro sentimento, se afastando de sua experiência organísmica e tentando se aproximar da experiência de sua família. Tal tentativa de fuga, de afastamento da experiência, é feita em vários momentos, como por exemplo, a permanência no emprego que não suporta, mas que mantém pela aprovação de sua família. Nota-se, por parte do personagem principal, a construção de um “self-ideal” por ele, baseado na avaliação condicional que construiu, a partir da relação com pessoas que o indivíduo tem uma consideração positiva (pessoas-critério) (Rogers, 1977). O sujeito, mediante esta avaliação condicional, acaba por se afastar mais e mais de sua experiência organísmica, apresentando, portanto, um estado de desacordo entre o eu e a experiência, o que pode gerar angústia. 
Com o passar dos dias, sem a possibilidade de sair do quarto, a irmã de Gregor se encarregou de levar comida para ele, todos os dias. No primeiro dia, ela levou leite doce com pedaços de pão branco, comida esta que ele gostava de comer sempre. Porém, mediante a sua metamorfose, Gregor não se sentiu atraído por esta refeição. Ao adentrar no quarto, na manhã seguinte, Gregor desejava silenciosamente que sua irmã percebesse que ele não tinha tocado no leite e trouxesse outra coisa para ele comer. Caso a irmã não percebesse tal fato por si mesma, ele preferiria morrer de fome do que chamar a atenção dela a respeito. (Kafka, 2010, p. 47) Neste trecho, mais uma vez, pode-se perceber que o indivíduo se distancia de sua experiência organísmica para estar de acordo com a avaliação condicional positiva por parte de sua família. (Rogers, 1977). Percebendo que ele não havia comido o que trouxe na noite anterior, sua irmã traz uma variedade de comidas, como: legumes semi-apodrecidos, ossos da janta da noite anterior, (...) um queijo que Gregor há dois dias atrás teria declarado intragável. (...) (Kafka, 2010, p. 47). Dentre as comidas que escolheu, o queijo foi o primeiro alimento que devorou, sentindo-se atraído de maneira imediata e enérgica. Pode-se notar que, gradualmente, Gregor se adentra mais e mais em sua experiência, adquirindo uma maior avaliação incondicional de si e menor avaliação condicional pelos outros, fazendo escolhas onde sente prazer, embora estas não sejam “socialmente aceitas”. A “avaliação incondicional de si” é entendida como a percepção de que todas as experiências relativas a si são dignas de consideração positiva, sendo todas simbolizadas à consciência e integradas à noção de eu (Rogers, 1977). 
Durante todo o livro, o personagem principal vai apresentando uma maior possibilidade de escolhas, onde a sua metamorfose em inseto já denota uma modificação de seu eu no mundo. Para o enfoque fenomenológico-existencial, o homem é entendido como um ser pluridimensional, livre, com possibilidades, consciente de sua finitude e responsabilidades (Tenório, 2003).
Na passagem foi desse jeito que Gregor passou a receber sua comida do dia-a-dia, a primeira vez pela manhã, quando os pais e a empregada ainda estavam dormindo, a segunda vez depois de todos terem almoçado, pois ai os pais dormiam um pouquinho (...)(Kafka, 2010, p. 49), pode-se notar que a irmã tinha um grande cuidado em poupar os pais de verem Gregor ou até mesmo lembrarem de sua existência, enquanto inseto. A sua vivência metamórfica não afeta apenas a Gregor, mas afeta também aos demais, remetendo, portanto, ao conceito de tendência formativa. A tendência formativa é entendida como o campo experiencial encontrado no universo e que perpassa todos os seres, orgânicos e inorgânicos, entendendo que tudo está inter-relacionado de alguma maneira, sendo uma estrutura complexa de organicidade da Vida. (Branco, 2008). A vivência de Gregor como inseto não incidiu apenas nele, mas em todos à sua volta, de maneira entrópica. 
Um dos prazeres que Gregor tinha, antes e depois da metamorfose era de olhar a rua pela janela, evidenciado por este trecho: escorado na cadeira, inclinar-se para a vidraça, no evidente intuito de recuperar um pouco a recordação do sentimento libertador que no passado estava ligado ao ato de olhar pela janela. (Kafka, 2010, p. 55). Posteriormente, durante o dia, em consideração aos pais, Gregor já não queria mais olhar pela janela (Kafka, 2010, p.59). Evidencia-se, nestes dois trechos, mais uma vez, uma avaliação condicional de Gregor pelos pais, abdicando, mais uma vez, de sua experiência, em prol de uma aprovação por sua família. 
Apesar de sua condição de inseto ter sido crucial para a sua libertação com relação à seus parentes, no sentido de ter mais possibilidade de escolhas(além de dar mais possibilidade de escolha para a sua família, com relação a sua situação financeira), se tornou um prisioneiro em seu quarto. Podemos ligar o fato de ter mais possibilidade de escolhas e a sua consequência à Sartre, onde entende-se que a escolha que o homem faz compromete o seu ser em um devir, tendo responsabilidade por esta possibilidade de escolha.(Schneider, 2006). 
Para compensar a falta de “olhar pela janela”, Gregor adquiriu outros prazeres, como subir no teto e “ziguezaguear” pelo quarto. Durante o livro, o autor afirma que Gregor já tinha o domínio de seu corpo, bem diferente de antes, e não se danificava, mesmo numa queda muito grande. (Kafka, 2010, p. 60). Neste trecho, pode-se notar que Gregor já começa a se referir a si mesmo como objeto, quando menciona a palavra “danificar”. Este danificar pode remeter à imagem de si, onde, exteriormente se vê como um objeto, embora tenha tido ganhos com relação à sua liberdade e experiência organísmica. 
Percebendo que a sua movimentação no quarto estava restrita, a sua irmã tenta tirar os móveis para que ele pudesse ter maior liberdade de locomoção. Porém, sua mãe não concordou de início, afirmando: “Acredito que o melhor seria procurarmos manter o quarto exatamente no estado em que se encontrava antes, a fim de que Gregor, quando voltar a nós, encontre tudo do jeito como estava (...)” (Kafka, 2010, p. 62). Nota-se que a sua mãe não via o seu eu-inseto como ele mesmo, apresentando a esperança de que ele retornasse ao seu estado “normal”. Mas a sua irmã, observando que de fato Gregor precisava de bastante espaço para se arrastar(...)(Kafka, 2010, p. 62), retirou os móveis mesmo assim. Neste trecho, podemos notar que, mesmo não tendo como se comunicar com Gregor, a sua irmã se coloca em seu lugar, remetendo ao conceito de empatia. Segundo Rogers(1957 apud Jordão, 1987) a empatia:
“É a capacidade de perceber o quadro de referência interno do outro com precisão e com os componentes e significados emocionais que a ele pertencem, como se aquele que percebe fosse a outra pessoa, mas sem jamais perder a condição do como se.”
Em meio a esta situação, a mãe acaba por ver Gregor, que estava escondido, e desmaia. A irmã fica nervosa e corre atrás de frascos de essência para acordá-la. Quando o seu pai chega a casa e se depara com a situação, coloca a culpa no seu filho, baseando-se apenas em sua aparência. Desde a metamorfose do filho, o Sr. Samsa não se mostrou capaz de empatizar com a situação que Gregor passava, adquirindo um total repudio à nova imagem de seu filho.
Ao observar seu pai se aproximar para puni-lo, Gregor se surpreende, notando que ele estava até bastante ereto, vestindo um uniforme azul justo, de botões dourados, uma vez que, há tempos atrás, seu pai sequer se mostrava capaz de levantar , mas apenas erguia os braços em sinal de alegria(...).(Kafka, 2010,p. 69) Mais uma vez, pode-se notar que a metamorfose de Gregor proporcionou não só uma mudança em si mesmo, mas em toda a sua família. Anteriormente, seu pai se mostrava um ser frágil, incapacitado, já que Gregor tomava a frente de tudo na família. Uma vez sem a possibilidade de contar com o filho, o pai sai de seu estado de passividade, e se torna um ser dotado de potencial e cheio de possibilidades, caminhando a favor de sua tendência atualizante.

3.3-Capítulo III

Neste capítulo é apresentada a situação em que Gregor chegou: ficou invalidado quase um mês e a maçã que fora arremessada em sua direção pelo seu pai permanecia incrustada no seu corpo. Ele percebe que as conversas que sua família tem à mesa de jantar já não são tão animadas quanto antes. Ninguém tinha tempo para se preocupar com ele mais do que o necessário. A situação familiar torna-se cada vez mais conflituosa, conforme podemos perceber neste excerto do livro: 

É certo que faltava às suas relações com a família a animação de outrora (...). Naquela família, assoberbada de trabalho e exausta, havia lá alguém que tivesse tempo para se preocupar com Gregor mais do que o estritamente necessário! (...) o que mais lamentavam (a família) era o fato de não poderem deixar a casa, que era demasiado grande para as necessidades atuais, pois não conseguiam imaginar meio algum de deslocar Gregor.Gregor bem via que não era a consideração pela sua pessoa o principal obstáculo à mudança, pois facilmente poderiam metê-lo numa caixa adequada (...) o que na verdade os impedia de mudarem de casa era o próprio desespero (...) (Kafka, 2010, p.49).

Diante de tal narrativa, fica explícito que em meio a tal situação, Gregor aceitava sua condição sem agir a partir dela, ou seja, mesmo sabendo que haveria possibilidade de mudança de casa, como também possibilidades de diferentes tipos de enfrentamento da situação, ele escolheu permanecer com sua família, mesmo não sendo aceito por ela. 
Para Sartre (2005), nossas escolhas são direcionadas por aquilo que nos aparenta ser o bem, mais especificamente por um engajamento naquilo que aparenta ser o bem e assim tendo consciência de si mesmo. Assim, de acordo com este autor, provavelmente Gregor teria escolhido permanecer passivo em sua atual condição por considerar ser o melhor para si. 
É importante destacar que Sartre defende que o homem é livre e responsável por tudo que está à sua volta. Somos inteiramente responsáveis por nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Em Sartre, temos a ideia de liberdade como uma pena, por assim dizer. "O homem está condenado a ser livre". Nessa perspectiva, Gregor foi livre em sua escolha pelo modo que agiu após sua metamorfose, podendo ter optado por outras vias de enfrentamento. 
A situação de Gregor era cada vez mais degradante: mal dormia, quase não comia, a limpeza do quarto mal acontecia. Cada vez mais sua irmã tinha menos tempo para ele, deixando seu quarto sujo, limpando-o apenas superficialmente; além disso, a família adquirira o hábito de atirar para o seu quarto tudo o que não cabia noutro lugar, e havia lá uma série de coisas, pois um dos quartos tinha sido alugado a três hóspedes, reduzindo o espaço para guardar os objetos.

Gregor sempre aceitava facilmente esse isolamento (...) enfiando-se no recanto mais escuro do quarto, inteiramente fora das vistas da família. (Kafka, 2010, p.53-54).
Perante o comportamento de Gregor em relação a sua condição, pode-se remeter a um ponto relevante da filosofia heideggeriana: a oposição entre a existência inautêntica e a existência autêntica do homem.
A primeira se refere à vida cotidiana possuidora de três aspectos: a facticidade, a existencialidade ou a transcendência, e a ruína. A facticidade consistiria no fato de o homem estar jogado no mundo, sem que sua vontade tenha participado disso. “o mundo é, aqui, o conjunto de condições geográficas, históricas, sociais e econômicas, em que cada pessoa está imersa." (Chauí, 1996, p.7). A existencialidade ou transcendência se refere à existência interior e pessoal, levando em conta que o homem é "um ser que se projeta para fora de si mesmo, mas jamais pode sair das fronteiras do mundo em que se encontra submerso.” (Chauí, 1996, p.7). A ruína "significa o desvio de cada indivíduo de seu projeto essencial, em favor das preocupações cotidianas, que o distraem e perturbam, confundindo-o com a massa coletiva. O eu individual seria sacrificado ao persistente e opressivo eles." (Chauí, 1996, p.7).
Esta é uma existência inautêntica, porque o homem nessa situação nega a si próprio em detrimento dos outros, mergulhando-se no profundo anonimato do ser social. 
A existência autêntica do homem é aquela que o coloca como verdadeiro revelador do ser, por este ter que emergir da angústia para se colocar no seu devido lugar de Dasein. Gregor, portanto, assumiu uma existência inautêntica, preferindo escolher pela experiência de seus familiares.
Outra passagem do capítulo III do livro relata um momento em que Gregor saiu de seu quarto atraído pelo som do violino que a sua irmã estava tocando e com isso assustou os inquilinos que deixaram a casa sem pagar pela estadia, alegando que não havia higiene com a casa, visto o aparecimento do inseto no recinto. Após este incidente, Gregor escutou uma conversa de seus familiares e percebeu que sua família não aguentava viver na situação em que se encontravam mesmo a própria irmã, que tanto o havia ajudado.

É a única solução, pai. Tem é de tirar da cabeça a ideia de que aquilo é o Gregor. A causa de todos os nossos problemas é precisamente termos acreditado nisso durante demasiado tempo. Como pode aquilo ser o Gregor? Se fosse realmente o Gregor, já teria percebido há muito tempo que as pessoas não podem viver com semelhante criatura e teria ido embora de boa vontade. Não teríamos o meu irmão, mas podiam continuar a viver e a respeitar a sua memória. Assim, esta criatura nos persegue e afugenta nossos hóspedes. É evidente que quer a casa toda só para ele e, por sua vontade, iríamos todos dormir na rua. (...) Gregório não tivera a menor intenção de assustar fosse quem fosse e muito menos a irmã. (Kafka, 2010, p.61).

Com o ocorrido, Gregor voltou para seu quarto, ferido. Pensou na família com ternura e amor. A sua decisão de partir era, se possível, ainda mais firme do que a da irmã.
Deixou-se ficar naquele estado de vaga e calma meditação até o relógio da torre bater as três da manhã. Uma vez mais, os primeiros alvores do mundo que havia para além da janela penetraram-lhe a consciência. Depois, a cabeça pendeu-lhe inevitavelmente para o chão e soltou-se-lhe pelas narinas um último e débil suspiro. (Kafka, 2010, p.63).

A decisão de Gregor entregar-se para a morte, alude ao conceito formulado por Heidegger sobre o ser para a morte, sendo considerada como horizonte de possibilidades para uma vida autêntica. Para Heidegger (2005),viver de maneira autêntica é viver tendo a consciência de que somos finitos e um dia vamos morrer. Quem vive de maneira autêntica encara a morte como possibilidade da impossibilidade da sua existência, e não como faz o impessoal que diz “morre-se”, na tentativa de mascarar essa realidade. 
Viver autenticamente é reconhecer-se ser-para-a-morte e a partir disso, diante das possibilidades para as quais ela nos abre,  projetar e construir a nossa vida a partir dessa constatação. Portanto, a morte deve ser vivida como experiência antecipadora, isto é, deve ser vivida no dia a dia de nossa existência. Todas as nossas ações devem ter em vista, como horizonte, essa possibilidade, a mais própria do Dasein.
Nesse sentido, pode-se afirmar que ao aceitar sua morte, Gregor estava assumindo uma existência autêntica, visto que já não via a possibilidade de existir.
Após a empregada perceber na manhã seguinte que Gregor havia falecido e avisar ao senhor e senhora Samsa, houve uma reação de alívio para a família: “Muito bem - disse o senhor Samsa -, louvado seja Deus. Persignou-se, gesto que foi repetido pelas três mulheres”. (Kafka, 2010, p.64).
Em seguida, o senhor Samsa tratou de expulsar seus hóspedes e a empregada deu um jeito de desaparecer com o que ficara de Gregor. Depois a família Samsa saiu de casa, coisa que não acontecia havia meses e entraram num trem em direção ao campo nos arredores da cidade. Confortavelmente reclinados nos assentos, falaram das perspectivas futuras, que, bem vistas as coisas, não eram más de todo.

Discutiram os empregos que tinham, o que nunca tinham feito até então, e chegaram à conclusão de que todos eles eram estupendos e pareciam promissores. A melhor maneira de atingirem uma situação menos apertada era, evidentemente, mudarem-se para uma casa mais pequena, que fosse mais barata, mas também com melhor situação e mais fácil de governar que a anterior, cuja escolha fora feita por Gregor. Enquanto conversavam sobre estes assuntos, o senhor e a senhora Samsa notaram, de súbito, quase ao mesmo tempo, a crescente vivacidade de Grete, de que, apesar de todos os desgostos dos últimos tempos, que a haviam tornado pálida, se tinha transformado numa bonita e esbelta menina (...) e quando, terminado o passeio, a filha se pôs de pé antes deles, distendendo o corpo jovem, sentiram, com isso, que aqueles novos sonhos e suas esperançosas intenções haviam de ser realizados. (Kafka, 2010, p.68).

Por meio desse fragmento pode-se observar que a morte de Gregor, possibilitou à sua família a condução para uma maior expressão e expansão dos seus seres autônomos, ou seja, a Tendência Atualizante. 
De acordo com Rogers (1983), a Tendência Atualizante é uma disposição direcional inerente ao organismo humano – uma tendência para crescer, se desenvolver e realizar todo seu potencial. Trata-se da fonte central de energia do organismo humano, uma tendência em direção à satisfação, auto-realização, e desenvolvimento do organismo.  
A família de Gregor, que até então estava numa condição de defensividade se libertou disso com a morte deste, de forma que aberta à larga extensão de suas próprias necessidades, bem como à larga extensão das demandas sociais e ambientais, a partir desse momento apresenta reações positivas, dirigidas para a frente, construtivas; características marcantes da Tendência Atualizante.

4-Considerações finais

A Metamorfose, escrita por Franz Kafka nos traz metaforicamente com a mudança de Gregor Samsa em inseto a questão das condições das relações humanas e as inquietudes da sociedade. Ao interiorizar as questões apresentadas em A Metamorfose, podemos denotar que durante todo o conto, as pessoas se aproximavam de Gregor com o intuito de se beneficiar de algo, mesmo sendo explícito sua infelicidade com a rotina de trabalho estabelecida pelas necessidades de sua família, nunca se preocuparam com a insatisfação do protagonista frente a suas condições de existência, inclusive a irmã de 
Gregor, no momento em que ele se transformou em inseto, só o ajudou, devido a esperança que ele voltasse a sua forma física normal, e assim, a família continuaria sendo beneficiada por seu trabalho e sua dedicação. Da mesma forma, acontece muitas vezes em nossa sociedade, a imposição da família e da sociedade, mesmo em circunstâncias desfavoráveis, levando muitas vezes o ser humano a modificar-se por completo, se transformar para reagir a estas imposições, como aconteceu com Gregor, que só consegue romper com a dominação e a alienação de sua rotina, na condição de inseto.
Kafka nos mostra que, quando Samsa se torna inseto, a sua incapacidade de retomar sua rotina diária após sua transformação se coadunam às fraquezas humanas diante do que a sociedade impõe, onde o indivíduo torna-se submisso e incapaz de buscar um novo sentido em sua existência. Podemos observar também a importância dos interesses pessoais que se apresentam nas relações interpessoais, onde cada um trata o próximo de acordo com a necessidade que tem dele, como no caso da família de Gregor frente à situação em que ele se encontrava, ou seja, o momento em que ocorre a metamorfose com ele. 
Tornando-o inseto, os familiares colocam à margem aquele que sempre foi a base de sustento da casa, o excluem, e ficam tranquilos e aliviados quando ele morre, pois sua existência já não tinha mais nenhum sentido prático para aquela família, haja vista que o protagonista não dispunha mais de condições para um retorno financeiro, sendo desnecessário para conviver naquele meio. Trata-se de uma forma dura, porém realista, de retratar o comportamento frio do ser humano quando surgem situações de conflito. 
Um fator que chama a atenção é a questão da justificativa da metamorfose de Gregor Samsa, algo que explicasse porquê se deu esta mudança.  Podemos observar que ele não se preocupa em momento algum com os motivos reais de sua transformação em inseto, porém, é possível supor que, se ele tivesse analisado sua existência, tudo aquilo que ele gostaria que fosse mudado a priori, todas as coisas que estavam fazendo com que sua existência não fosse autêntica e satisfatória para ele, talvez houvesse um sentido para o ocorrido, e o protagonista poderia desenvolver os seus conceitos, amadurecer suas atitudes e mudar a sua forma de existência.
 Por outro lado, não houve mudança como pessoa e como formas de vida, apenas para Gregor.  Houve mudança em termos da estrutura da família de Gregor, que passou a trabalhar e desenvolver seus potenciais para lidar com as despesas, já que não tinha mais quem fizesse isso por eles. Destaca-se que o fato de Gregor, antes de sua metamorfose, viver em função de resolver os problemas de sua família, por um lado ajudava-a financeiramente, mas por outro inibia o desenvolvimento da mesma.
Enfim, partindo de uma visão fenomenológica e existencial, apreende-se que alguns fatores são eficazes como instrumento de aperfeiçoamento da condição humana em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, como a consideração positiva incondicional e a empatia, sendo na educação a relação entre professor e aluno, no trabalho entre chefes e subordinados e na família entre pais e filhos ou entre marido e mulher, sendo esta última a relação interpessoal do caso do livro estudado, que não havia entre Gregor e sua família.
Essas condições são de suma importância para a satisfação pessoal particular do ser e também da sua relação com o outro, como exemplo, a consideração positiva incondicional, que se trata de receber e aceitar a pessoa como ela é e expressar um afeto positivo por ela, simplesmente por ela existir, não sendo necessário que ela faça, “seja isto e sirva para aquilo”, e tornou-se explícito que a família do protagonista só o considerou “importante” quando ele ainda tinha condições humanas de arcar com as despesas familiares e assim beneficiar a família. 
Notou-se também na história de Gregor a ausência da empatia, que consiste na capacidade de se colocar no lugar do outro, ver o mundo pelos olhos deles e sentir como ele sente, comunicando tal situação para ele, que receberá esta manifestação como uma profunda e reconfortante experiência de estar sendo compreendido. Fica evidente que a família de Gregor durante toda a história só pensava em si, em seus problemas, e não se pusera em momento algum no lugar do mesmo, que era infeliz com suas circunstâncias de vida.
Diante da análise feita, podemos concluir que, afinal, não é apenas a interpretação em si nem a crítica, mas simplesmente o fato de que a metamorfose que ocorre no leitor é a mais profunda de todas, se não a única real. Torna-se possível uma visão da vida e do mundo mais tolerante, surge a capacidade de enxergar o mundo como ele é. Somos levados a ganhar mais consciência de si, do mundo em que vivemos e de motivações que antes não havíamos percebido ou conscientizado.

Referências

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Tenório, C.M.D.(2003). A psicopatologia e o diagnóstico numa abordagem fenomenológica existencial. Universitas Ciências da Saúde. 01(01) p. 31-44. 

Autores:
Jéssica Andrade de Albuquerque, psicóloga, mestranda em Psicologia Social na Universidade Federal da Paraíba Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Vanessa da Cruz Alexandrino, psicóloga, mestranda em Psicologia Social na Universidade Federal da Paraíba Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Karen Valadão Fagundes, psicóloga, pós-graduanda em Psicologia Humanista e Abordagem Centrada na Pessoa Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Vanusa Alves Trigueiro de Andrade, psicóloga, pós-graduanda em Gestão de Pessoas.  Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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