Objetivo: caracterizar os instrumentos para crianças e adolescentes que passaram pelo processo de adaptação transcultural para o português (Brasil). 

Resumo

Objetivo: caracterizar os instrumentos para crianças e adolescentes que passaram pelo processo de adaptação transcultural para o português (Brasil). Método: revisão integrativa, partindo da questão de pesquisa << Quais são as características dos instrumentos oriundos de estudos que realizaram adaptação transcultural para a população infanto-juvenil no contexto brasileiro? >>. Realizou-se busca nas bases de dados Scopus, Web of Science, LILACS e SciELO, empregando os termos “adaptação transcultural”, “criança” e “adolescente”, no idioma inglês, com o operador booleano AND. Utilizou-se de critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos. Os dados foram tabulados e analisados através de estatística descritiva e foram agrupados tematicamente. Resultados: a busca resultou em 24 artigos, os quais realizaram a adaptação transcultural de 25 instrumentos, para crianças, adolescentes e/ou seus responsáveis. Os achados foram divididos em quatro categorias temáticas pelos juízes. Verificou-se que 41,7% dos estudos investigam a qualidade de vida geral e/ou relacionada à saúde; e que 37,5% mensuram aspectos psicossociais, como psicopatologias na infância e adolescência. Conclusão: enfatiza-se a importância da realização das etapas de adaptação transcultural quando se objetiva utilizar um instrumento oriundo de outro contexto cultural, como também a relevância destes instrumentos que permitem que os infantes forneçam dados sobre si mesmos. Ademais, ressalta-se a necessidade de se considerar que a infância e adolescência são fases distintas, com diversas peculiaridades e que é preciso ter cautela quanto ao uso de instrumentos quando este é dirigido para ambos os públicos.

Palavras-chave: Adaptação Transcultural; Instrumentação; Criança; Adolescente; Revisão Integrativa.

Introdução

A adaptação transcultural (ATC), do inglês cross-cultural adaptation, é um procedimento metodológico que promove o intercâmbio cultural de instrumentos e/ou métodos de uma realidade cultural para outra. Este processo procura seguir uma série de cuidados e severidades metodológicas, com a finalidade de garantir que os aspectos de mensuração do instrumento sejam fidedignos e que não se tornem distorcidos para a realidade para a qual ele será adaptado (Almeida, 2005).

Existem diferentes abordagens teóricas e métodos para a realização da adaptação transcultural (Reichenheim & Moraes, 2007). No contexto internacional, Herdman, Fox- Rushby e Badia (1998), por exemplo, propuseram um roteiro básico que envolve a apreciação de equivalência conceitual, de item, semântica, operacional, de mensuração e funcional entre o instrumento original e a versão que será traduzida e adaptada.

No Brasil, Reichenheim e Moraes (2007) sugeriram uma sistemática operacional para a realização da adaptação transcultural de instrumentos desenvolvidos em outros contextos linguísticos, sociais e culturais. Borsa, Damásio e Bandeira (2012) também criaram uma sistematização para adaptação de instrumentos para o Brasil, considerando as idiossincrasias da população, enfocando a importância da pertinência e manutenção do sentido dos itens do instrumento no processo de tradução e retrotradução. 

A literatura aponta a importância da realização das etapas de avaliação das equivalências supracitadas quando se objetiva adaptar instrumento oriundo de outro contexto cultural (Sampaio, Moraes, & Reichenheim, 2014). Esta importância é dada em função de cada sociedade possuir comportamentos, crenças, atitudes, costumes e hábitos sociais próprios que precisam ser considerados em um processo de tradução e adaptação transcultural (Leite, Ferreira, Prado, Prado, & Carvalho, 2014; Mathias, Tannuri, Ferreira, Santos, & Tannuri, 2016).

A decisão de realizar este tipo de estudo, em geral, pode estar relacionada com a inexistência ou insuficiência de questionários multitemáticos nacionais que objetivem mensurar um determinado constructo (Reichenheim & Moraes, 2007). No Brasil, esse tipo de estudo é uma tendência cada vez mais presente em pesquisas na área da Psicologia, Saúde Coletiva, Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia, por exemplo (Maia, Torres, Oliveira, & Maia, 2014).

Esta inexistência ou insuficiência de instrumentos sugere ser ainda maior no contexto de pesquisa em que os sujeitos são crianças e adolescentes. Entretanto, atualmente, observa-se um número crescente de estudos realizados considerando a perspectiva da própria criança. Considera-se que é cada vez mais contundente a necessidade de captar a voz das crianças em estudos científicos, visto que estas podem fornecer dados sobre si a partir de sua fala (Oliveira, Sparapani, Scochi, Nascimento, & Lima, 2010).

Diante disso, objetiva-se caracterizar os instrumentos oriundos de estudos que realizaram uma adaptação transcultural para a população infanto-juvenil no contexto brasileiro.

Método

Trata-se de revisão integrativa da literatura, realizada conforme os procedimentos metodológicos sintetizados por Souza, Silva e Carvalho (2010), apresentados em seis fases, conforme fluxograma 01. Trata-se de um método de pesquisa que tem como objetivo reunir e resumir dados de publicações sobre um determinado tema ou questão, de maneira sistemática e ordenada, aprofundando o conhecimento da temática investigada (Mendes, Silveira & Galvão, 2008).

Fluxograma 01.
 
 

 

1ª fase – Definiu-se a pergunta de pesquisa: Quais são as características dos instrumentos oriundos de estudos que realizaram uma adaptação transcultural para a população infanto-juvenil no contexto brasileiro?

2ª fase – Buscou-se a evidência: foram definidas as palavras-chave, as estratégias de busca e as bases de dados a serem pesquisadas, bem como os critérios de inclusão e exclusão.

 

3ª fase – Realizou-se a coleta de dados.

4ª fase – Foi realizada análise crítica dos artigos incluídos, a partir da avaliação do nível de evidência do estudo.

5ª fase – Os resultados foram discutidos, a partir da interpretação e síntese dos resultados.

6ª fase - Apresentação da revisão integrativa.

 

 

Após a definição da pergunta de pesquisa, realizou-se uma busca de artigos nas bases de dados Scopus, ISI Web of Science (Thompson Reuters), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Esta aconteceu durante o período de março de 2016, utilizando conjuntamente os termos “adaptação transcultural” e “criança” e “adaptação transcultural” e “adolescente”, no idioma inglês, com o operador booleano AND.

 

Estabeleceu-se como critérios de inclusão artigos disponíveis integralmente, publicados de janeiro de 2010 a fevereiro de 2016, nos idiomas português, inglês ou espanhol, desenvolvidos exclusivamente no Brasil, tendo crianças e/ou adolescentes como respondentes, que pretendiam traduzir e adaptar culturalmente um instrumento multimatemático oriundo do exterior. Foram excluídos artigos duplicatas; estudos de revisões das propriedades psicométricas de instrumentos já adaptados para a população brasileira; estudos que realizaram a adaptação cultural de uma intervenção; bem como teses, dissertações e monografias, estudos de caso, editoriais, artigos de revisão e notas técnicas; estudos incluindo apenas pais, cuidadores e/ou profissionais de saúde como respondentes no contexto infantil. Pesquisas com população mista (crianças e/ou adolescentes e familiares/cuidadores/profissionais de saúde), que atenderam aos critérios de inclusão, também foram incluídas, mas foram considerados apenas os dados referentes à população infanto-juvenil.

Com as buscas, conforme fluxograma 02, foram encontradas 2389 referências potencialmente relevantes, distribuídas nas quatro bases de dados pesquisadas. Utilizou-se como filtro os critérios inclusão referentes ao corte temporal, idiomas, tipo de documento e estudos realizados no Brasil, resultando em 225 referências. As informações referentes a estas bibliografias foram tabuladas para fins de facilitação da análise das publicações. Em seguida, dois avaliadores, de forma independente, realizaram a revisão e seleção dos estudos, a partir dos demais critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos, e por meio da análise dos títulos e resumos dos artigos (ou do texto completo, em caso de dúvida).

Os estudos aprovados por ambos foram incluídos nesta pesquisa. Por outro lado, aqueles que apresentaram discordância precisaram ser submetidos à análise de um terceiro avaliador. Após a exclusão dos artigos que não respondiam à questão de pesquisa e a retirada dos artigos repetidos, obteve-se um banco de dados de 24 artigos, que foram lidos integralmente.

 

Fluxograma 02.

 

 

SCOPUS

LILACS

SCIELO

WEB OF SCIENCE

Cross cultural adaptation and child

 

780

21

9

418

Cross cultural adaptation and adolescent

 

891

27

5

238

 
         
 
   

2164 foram excluídos: corte temporal; tipo de publicação; estudo realizado no Brasil

 
   

201 artigos excluídos por estarem repetidos ou não atenderem aos demais critérios de inclusão

 

 

2389 artigos encontrados nas bases de dados

24 artigos selecionados e lidos integralmente

Leitura e avaliação de 225 resumos títulos e resumos

 

Na sequência, após a leitura do texto completo, utilizou-se o instrumento de coleta de dados validado por Ursi (2005), que inclui dados de identificação dos artigos, instituição onde o estudo foi realizado, área da publicação, características metodológicas do estudo e avaliação do rigor metodológico da pesquisa. A análise do nível de evidência foi realizada conforme sugerido por Melnyk e Fineout-Overholt (2005): I - Revisão sistemática ou meta-análise; II - Ensaio controlado aleatório; III - Ensaio controlado sem aleatoriedade; IV - Estudo de caso-controle ou Estudo de coorte; V - Revisão sistemática de estudo qualitativo ou descritivo; VI - Estudo qualitativo ou descritivo; VII - Parecer ou consenso de expertises.

 

Com a finalidade de atender ao objetivo do estudo, de caracterizar os instrumentos traduzidos e adaptados, os dados coletados a partir do instrumento de Ursi (2005) foram reunidos em uma tabela contendo: (a) Nome do Instrumento; (b) Autores do estudo no Brasil; (c) Modelo teórico utilizado na adaptação transcultural; (d) Objetivo do instrumento; (e) Faixa etária a que se destina; (f) Quantidade de Itens; (g) Número de Participantes; (h) País de origem da Escala em Adaptação; (i) Categoria do Estudo segundo Juízes. Ademais, avaliaram-se as medidas de frequência dos dados encontrados, através de um software de análise de dados.

Por fim, realizou-se um agrupamento das temáticas abordadas pelos estudos. Este foi realizado através de uma análise qualitativa, realizada por dois juízes, delimitando-se a existência de quatro categorias temáticas, a saber: artigos referentes à adaptação de instrumentos que inquerem a prática de atividade física (Categoria A), instrumentos que averiguam aspectos relativos à avaliação de prejuízos clínicos, em especial, disfunções orofaciais e miccionais (Categoria B), que investigam aspectos psicossociais, como psicopatologias na infância e adolescência, apoio social percebido e/ou recebido (Categoria C), por exemplo; e, por fim, que mensuram a qualidade de vida geral e/ou relacionada à saúde, tanto de crianças saudáveis quanto com condições crônico-degenerativas (Categoria D).

Resultados

Foram incluídos 24 artigos, oriundos das quatro bases de dados pesquisadas. No que se refere ao idioma dos estudos, 12 (50%) foram publicados em português; 8 (33,3%), em inglês; e 4 (16,7%) nos dois idiomas. As informações acerca do ano, assim como sua frequência e porcentagem, constam na Tabela 1.

Tabela 1: Distribuição dos artigos por ano, frequência e porcentagem (n=24).

Ano

Frequência

Porcentagem

2010

2

8,3%

2011

7

29,2%

2012

2

8,3%

2013

5

20,8%

2014

4

16,7%

2015

4

16,7%

Fonte: elaborada pelos autores.

A Categoria A é formada por três artigos, representando 12,5% da amostra; a B, dois artigos (8,3% dos estudos incluídos); a C, nove artigos (37,5%); e, a D, dez estudos (41,7%). Quanto aos dados sobre a análise do nível de evidência, destaca-se que 18 artigos (75%) apresentam nível de evidência VI; e os demais, nível VI (25%). As informações referentes à caracterização dos instrumentos traduzidos e adaptados estão explicitadas na Tabela 2.

Tabela 2: Características dos estudos

INSTRUMENTO

AUTORES

MODELO TEÓRICO DA ATC

OBJETIVO DO INSTRUMENTO

FAIXA ETÁRIA

Nº DE ITENS

Nº DE PARTICIPANTES

PAÍS DE ORIGEM DA ESCALA

CATEGORIA

Physical Activity Questionnaire for Children (PAQ-C) e Adolescents (PAQ-A)

Guedes e Guedes (2015)

Hambleton (2005)

Oferecer medidas da prática de atividade física

8-13 (PAQ-C)

14-18 (PAQ-A)

9 (PAQ-C)

8 (PAQ-A)

47 crianças (PAQ-C) e 51 adolescentes (PAQ-A); 528 jovens (285 moças e 243 rapazes) com idades entre oito e 18 anos. 

Canadá

A

Trauma Symptom Checklist for Children (TSCC)

Lobo et al. (2015)

Beaton et al., 2000; International Test Commission, 2010; Hernández-Nieto, 2002

Avalia sintomas psicológicos pós-traumáticos em sujeitos que viveram eventos traumáticos

8 a 16

54

124 crianças e adolescentes com idades entre 8-16 anos.

EUA

C

Celiac Disease DUX (CDDUX)

Lins, Tassitano, Brandt, Antunes e Silva (2015)

Reichenheim e Moraes (2007)

Avaliar a qualidade de vida de celíacos

8 a 18

12

5 crianças e seus pais/responsáveis; 33 pacientes, entre oito e 18 anos, e 33 pais/responsáveis

Holanda

D

Social Support Appraisals (SSA)

Squassoni e Matsukura (2014)

Herdman, Fox-Rushby e Badia (1998)

Avaliar o apoio social percebido e/ou recebido

9 a 18

30

218 crianças de 9 a 18 anos (8 pré-teste + 210 versão final)

EUA

C

Short-Egna Minnen Beträffande Uppfostran (s-EMBU)

 Sampaio et al. (2014)

Herdman Fox-Rushby e Badia (1998); Reichenheim & Moraes (2007)

Aferir as práticas educativas parentais

Não informado

23

10 adolescentes de 15 e 16 anos (pré-teste)

Suécia

C

Cystic Fibrosis Module (DISABKIDS® - CFM)

Santos et al. (2013)

Fayers e Machin (2002); Beaton, Bombardier, Guillemin e Ferraz (2000)

Avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde em infantes com Fibrose Cística e seus cuidadores

8 a 18

10

24 participantes, sendo 12 crianças ou adolescentes e 12 cuidadores (Pré-teste); e 102 participantes na versão final (51 crianças ou adolescentes e seus pais ou cuidadores)

Multicêntrico (países europeus)

D

Neighborhood Environment Walkability Scale for Youth (NEWS-Y).

Lima, Rech e Reis (2013)

Guillemin, Bomabardier e Beaton (1993)

Obter informações sobre as características do ambiente comunitário que podem contribuir para a atividade física

Não informado

67

8 adolescentes de 12-18 anos (estudo piloto)

EUA

A

Canadian Haemophilia Outcomes – Kids Life Assessment Tool (CHO-KLAT)

Villaça et al. (2013)

Beaton, Bombardier, Guillemin e Ferraz (2000)

Avaliar a qualidade de vida de pacientes com hemofilia e seus pais

Não informado

35

9 crianças de 6,5 a 17 anos e seus pais

Canadá

D

Affective Reactivity Index (ARI)

DeSousa et al. (2013)

Gjersing, Caplehorn e Clausen (2010)

Medir o grau de irritabilidade

Não informado

6

133 escolares com idade entre 8 e 17 anos

Não informado

C

Scale of oral health outcomes for 5-year-old children (SOHO-5) 

Abanto et al. (2013)

Guillemin, Bombardier e Beaton (1993); Van Widenfelt, Treffers, Beurs, Siebelink e Koudijs (2005)

Investigar a história da saúde bucal

5

7

40 crianças de 5 e 6 anos e seus pais (estudo piloto); 193 crianças entre 5-6 anos e seus pais

Não informado

D

Vécu et Santé Perçue de l'Adolescent (VSP-A)

 Aires e Werneck (2012)

Não informado

Investigar qualidade de vida relacionada à saúde

10 a 18

36

14 adolescentes de 13 a 17 anos (pré-teste)

França

D

Spence Children's Anxiety Scale (SCAS)

DeSousa, Petersen, Behs, Manfro e Koller (2012)

Gjersing, Caplehorn e Clausen (2010); Reichenheim e Moraes (2007)

Avaliar sintomas de ansiedade infantil

7 a 12

44

8 crianças e seus pais (pré-teste)

Austrália

C

The Nordic Orofacial Test – Screening (NOT-S)

 Leme, Barbosa e Gavião (2011)

Falcão (1999); Ciconelli, Ferraz, Santos, Meinão e Quaresma (1999)

Averiguar disfunções orofaciais

Não informado

15

20 crianças de 8 a 14 anos

Suécia

B

KIDSCREEN-52

Guedes e Guedes (2011)

Guillemin, Bombardier e Beaton (1993)

Avaliar o bem-estar e a saúde subjetiva

8 a 18

52

77 jovens de dez a 18 anos e 62 pais/tutores; 758 escolares e 653 pais ou responsáveis

Multicêntrico (países europeus)

D

Vécu et Santé Perçue de l’Adolescent (VSP-A)

Aires, Auquier, Robitail, Werneck e Simeoni (2011)

Não informado

Avaliar qualidade de vida

10 a 18

36

446 adolescentes entre 14-18 anos

França

D

Child Perceptions Questionnaire (CPQ8-10)

 Barbosa, Vicentin e Gavião (2011)

Guillemin, Bombardier e Beaton (1993)

Investigar os impactos das doenças bucais na qualidade de vida

8 a 10

29

20 crianças (pré-teste)

Não informado

D

Physical Activity Checklist Interview (PACI)

Cruciani, Adami, Assunção e Bergamaschi (2011)

Herdman, Fox-Rushby e Badia (1997); Herdman, Fox-Rushby e Badia (1998); Reichenheim e Moraes (2007).

Aferir sobre a atividade física do dia anterior

Não informado

21

24 crianças de 7-10 anos (pré-teste)

EUA

A

Dysfunctional Voiding Score Symptom (DVSS)

Calado et al. (2010)

Beaton, Bombardier, Guillemin, Ferraz (2000); Guillemin, Bombardier e Beaton (1993)

Avaliar o grau de disfunção miccional

Não informado

10

40 crianças (pré-teste)

Não informado

B

Disabkids Chronic Generic Measure long form 37 (DCGM-37)

Fegadolli, Reis, Martins, Bullinger e Santos (2010)

Pasquali (2003); Fayers e Machin (2007)

Mensurar a qualidade de vida de infantes com condição crônico-degenerativa

Não informado

37

118 crianças/adolescentes e seus pais (39 na validação semântica; 79 no estudo piloto)

Multicêntrico (países europeus)

D

Preschool Language Assessment Instrument (PLAI-2)

Lindau, Rossi e Giacheti (2014)

Guillemin, Bombardier E Beaton (1993), Herdman, Fox-Rushby e Badia (1997), Beaton, Bombardier, Guillemin e Ferraz (2000), Wang, Lee e Fetzer  (2006), Reichenheim e Moraes (2007), Gjersing, Caplehorn e Clausen (2010)

Investiga os componentes cognitivos, linguísticos e a pragmática na troca discursiva entre adulto-criança em termos de linguagem receptiva (resposta não verbal) e expressiva (resposta verbal)

3 a 5

70

30 crianças de 3 a 5 anos (estudo piloto)

Não informado

C

Multidimensional Students Life Satisfaction Scale (MSLSS)

Barros, Petribú, Sougey e Huebner (2014)

Guillemin, Bombardier e Beaton (1993)

Avaliar a satisfação com a vida

Não informado

40

15 adolecentes (grupo focal); 49 alunos com idade entre 12 a 18 anos (estudo-piloto)

Não informado

C

Child Perceptions Questionnaire (CPQ11-14)

Barbosa e Gavião (2011)

Guillemin, Bombardier e Beaton (1993)

Avaliar as percepções sobre os impactos das doenças bucais na qualidade de vida

11 a 14

41

60 crianças (pré-teste)

Canadá

D

Questionnaire of Eating and Weight Patterns - Adolescent (QEWP-A)

Siqueira, Colares e Ximenes (2015)

Ferreira e Veiga (2008); Leal, Philippi, Matsudo e Toassa (2010)

Identificar as manifestações iniciais do Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica

Não informado

13

30 adolescentes (Validação de Face)  e 105 adolescentes entre 10-19 anos (aplicabilidade e reprodutibilidade)

Não informado

C

Bulimic Investigatory Test of Edinburgh - BITE

Ximenes, Colares, Bertulino, Couto e Sougey (2011)

Não informado

Identificar indivíduos com compulsão alimentar e avaliar os aspectos cognitivos e comportamentais relacionados à Bulimia Nervosa

Não informado

33

30 adolescentes (Validação de Face) e 130 adolescentes de 12 a 16 anos (estudo piloto)

Escócia

C

Fonte: elaborada pelos autores.

Observou-se que 11 publicações não mencionaram a que faixa etária o instrumento se destina. Enquanto sete estudos realizaram adaptação transcultural de escalas destinadas tanto a crianças, quanto a adolescentes (8-16 anos; 8-18 anos; 9-18 anos; 10-18 anos); quatro, para crianças (3-5 anos, 5 anos, 7-12 anos, 8-10 anos); um, para adolescentes (11-14 anos); e apenas um com uma versão infantil e outra juvenil (8-13 anos e 14-18). Dentre eles, sete tem uma versão para a criança e para os pais (Lins et al., 2015; Santos et al., 2013; Villaça et al., 2013; Abanto et al., 2013; DeSousa et al., 2012; Guedes e Guedes, 2011; Fegadolli et al., 2010).

Verificou-se que os 25 instrumentos traduzidos e adaptados possuem uma média de 29,5 (± 18,7) itens. O número mínimo de itens foi 6; e o máximo, 70 itens, ambos provenientes da Categoria C, que averiguam aspectos psicossociais.

Ademais, dentre os 24 estudos, sete adaptaram instrumentos oriundos de países da América do Norte, sendo três do Canadá e quatro dos Estados Unidos. Ademais, nove são instrumentos oriundos do continente europeu; um dos instrumentos foi proveniente da Austrália; e sete estudos não informaram a o local de origem do instrumento.

Discussão

Verificou-se que a maioria dos estudos (41,7%) de adaptação transcultural de instrumentos incluídos nesta pesquisa investiga a qualidade de vida geral e/ou relacionada à saúde, tanto de indivíduos saudáveis quanto com condições crônico-degenerativas (Categoria D). A literatura aponta que há um número crescente de investigações que objetivam investigar a qualidade de vida de crianças (Souza, Pamponet, Souza, Pereira, Souza, Martins, 2014).

Em seguida, há destaque para as produções que adaptaram instrumentos que mensuram aspectos psicossociais (37,5%), como psicopatologias na infância e adolescência (Categoria C). A literatura aponta que distúrbios psiquiátricos na infância e adolescência podem interferir significativamente no funcionamento diário de infantes, podendo se cronificar e implicar em dificuldades na vida adulta, o que torna fundamental que se disponha de instrumentos adequados para a avaliação de sintomas, bem como o rastreio e o diagnóstico de psicopatologias (DeSousa et al., 2012).

Com relação à faixa etária, verificou-se que sete instrumentos são destinados, concomitantemente, a crianças e adolescentes; enquanto apenas um instrumento tinha uma versão indicada para cada grupo. É importante ressaltar que as fases da infância e adolescência são vivências distintas nas quais perpassam diferenças cognitivas, psicomotoras, biológicas e sociais, decorrentes da historicidade de cada indivíduo ou grupos, podendo ser fator crítico a construção de dados baseados em amostras cujos resultados tratem-nos unificados em uma mesma avaliação (Frota, 2007).

Ademais, quanto aos estudos que apresentaram uma versão para a criança e outra para os pais. A literatura refere que instrumentos com essas características permitem a escolha da versão a ser utilizada de acordo com o delineamento da pesquisa e da amostra a ser estudada. Além de possibilitar avaliar a percepção da própria criança sobre si, bem como de outros respondentes sobre o infante (Souza et al., 2014).

Conclusão

Apresentou-se brevemente os instrumentos submetidos ao processo de ATC para o contexto brasileiro. Este estudo pode auxiliar no processo de seleção de instrumentos adequados à realização de pesquisas com o público infanto-juvenil. Os artigos revisados, que tiveram como objetivo traduzir e adaptar instrumentos para crianças e adolescentes, colaboram no processo de dar voz para os sujeitos nestas fases do desenvolvimento. Esta necessidade é apontada como cada vez mais requerida em estudos científicos, visto que as crianças podem fornecer dados sobre si a partir de suas falas.

Entretanto, enfatiza-se a relevância de se considerar que a infância e adolescência são fases distintas, com diversas peculiaridades em cada um desses períodos desenvolvimentais. Faz-se necessário que o uso de instrumentos construído simultaneamente para ambos os públicos seja realizado com cautela e que o investigador utilize o instrumento considerando essas diferenças.

Ademais, enfatiza-se a importância da realização das etapas de ATC quando se objetiva utilizar um instrumento oriundo de outro contexto cultural. Trata-se de uma etapa importante, já que cada sociedade tem suas próprias idiossincrasias que precisam ser consideradas. Quanto às limitações do presente estudo, pode-se citar a delimitação de um corte temporal para os artigos incluídos, bem como o uso de publicações disponíveis online e na íntegra gratuitamente. Estes elementos implicam, pois, na diminuição de estudos revisados.

Financiamento

Bolsa de Estudos em nível de Mestrado financiada pelo CNPq, processo nº 132688/2015-8.

 

Referências

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Autores
Hedyanne Guerra Pereira
Psicóloga (UFRN). Mestranda em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI/UFRN). Bolsista de Mestrado pelo CNPq. Pesquisadora voluntária do Grupo de Pesquisa (CNPQ): Grupo de Estudos Psicologia e Saúde (GEPS), Departamento de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Campus Universitário, Lagoa Nova, 59.078-970, Natal/RN, Brasil, e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Rodrigo da Silva Maia
Psicólogo (UFRN). Doutorando em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI/UFRN). Pesquisador voluntário do Grupo de Pesquisa (CNPQ): Grupo de Estudos Psicologia e Saúde (GEPS). Campus Universitário, Lagoa Nova, 59.078-970, Natal/RN, Brasil, e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Marília Menezes de Oliveira Rocha
Graduanda em Psicologia pelo Centro Universitário FACEX (UNIFACEX). Bolsista de Iniciação Científica voluntária do Grupo de Pesquisa (CNPQ): Grupo de Estudos Psicologia e Saúde (GEPS). Campus Universitário, Lagoa Nova, 59.078-970, Natal/RN, Brasil, e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Izabel Augusta Hazin
Psicóloga. Doutora em Psicologia Cognitiva (UFPE), Professora do Departamento de Psicologia e bolsista de produtividade (CNPq) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Coordenadora do Laboratório de Pesquisa e Extensão em Neuropsicologia (LAPEN). Campus Universitário, Lagoa Nova, 59.078-970, Natal/RN, Brasil,  e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Eulália Maria Chaves Maia
Psicóloga. Doutora em Psicologia Clínica (USP). Professora Titular e bolsista de produtividade (CNPq) na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Líder do Grupo de Pesquisa (CNPQ): Grupo de Estudos Psicologia e Saúde. Campus Universitário, Lagoa Nova, 59.078-970, Natal/RN, Brasil, e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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