O ensino de física apresenta-se como um entrave no processo de aprendizagem, muitos são os obstáculos apresentados

Resumo

O ensino de física apresenta-se como um entrave no processo de aprendizagem, muitos são os obstáculos apresentados pelos alunos no aprendizado dessa disciplina, assim sendo o presente artigo objetivou apresentar as queixas escolares no ensino de física, em escolares do Ensino Médio na microrregião de Floriano-PI. A metodologia utilizada foi de caráter qualitativa, quanto aos objetivos classificada como descritiva. Os dados foram analisados a partir da Hermenêutica de Profundidade. Os resultados apontam as principais queixa de física no contexto pesquisado bem como a necessidade de mais investigações futuras para se analisar criticamente as dificuldades no ensino de física.

Palavra-chave: Ensino de Física. Queixas Escolares. Professores.

Abstract

The physics teaching is presented as an obstacle in the learning process, there are many obstacles presented by the students in the learning of this discipline, therefore this article aimed to present the school problems in physics education, high school students in the micro-region Floriano-PI. The methodology was qualitative in nature, as the objectives classified as descriptive. Data were analyzed from the Depth Hermeneutics. The results show the main physical abuse in the context researched as well as the need for future research to critically analyze the difficulties in physics education.

Keywords: Physics Teaching. Complaints School. Teachers.

 

Introdução

O ensino de física no Brasil apresenta muitos “gargalos” em decorrência do modo que, muitas vezes, essa disciplina é construída em sala de aula; pesquisas demonstram que o modo de ensinar física acaba resumindo-se a preparação para resolver exercícios com objetivo específico para aprovação em vestibulares. Rosa e Rosa (2012) discutem que o ensino de física precisa ser renovado, passando por uma profunda reforma curricular que se torne efetiva, redimensionando seu objeto de estudo, seus currículos e metodologias, para que se supere a visão única de memorização de listas de exercícios.

Assim sendo o presente trabalho buscou evidenciar possíveis problemas relacionados ao fracasso escolar, sobretudo evidenciando o ensino na disciplina de Física, inquirindo as concepções dos professores acerca da aprendizagem, metodologias de ensino, formas de avaliação e, em especial, as queixas escolares frente à Física, vivenciadas no cotidiano escolar em instituições públicas de ensino do polo educacional do município de Floriano – PI (contemplando cidades circunvizinhas).

Esta pesquisa apoia-se na relação professor-aluno, subjetividade e interação de ambos os atores educacionais, e a socialização de conteúdos com a realidade dos indivíduos enquanto sujeitos do processo de ensino. As práticas metodológicas dos docentes e a reavaliação das atividades em sala de aula conduzem a uma reflexão presumindo a melhoria na qualidade de ensino, enquanto prática educativa, no nível médio, etapa final de um ensino básico, obrigatório e gratuito. Tendo em vista, segundo LDB nº 9394/96, que um de seus objetivos finais é a formação cidadã para o mercado de trabalho.

Com relação ao aprendizado pontua-se que este termo se origina da palavra “aprehendere”, significa agarrar, apropriar-se de, apreender. Segundo Nunes e Silveira (2009) a aprendizagem pode ser produzida nas mais diversas situações sendo estas formais ou informais, de forma planejada ou espontânea. Desse modo a aprendizagem sempre é continua e constante na vida do ser humano.

A aprendizagem ocorre de acordo com cada indivíduo, a partir de sua perspectiva e de sua subjetividade, ou seja, cada um aprende de uma forma diferente e em um tempo diferente.

A partir desses processos únicos, cada indivíduo enfrenta seu obstáculo frente à apropriação do saber em algum momento da vida, transformando-se e moldando-se de acordo com suas necessidades. Esses obstáculos são indicadores de possíveis queixas escolares manifestados em determinadas áreas ou não de acordo com a particularidade e afinidade do aluno.

É válido pontuar que na realidade do Brasil os índices de crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem continuam a crescer de modo rápido, muitas destas queixas encontram-se relacionadas a escrita, cálculo matemático e a leitura. (BICALHO; ALVES, 2010)

Para Bremberger (2010) as queixas escolares decorrem principalmente de dificuldades de aprendizagem, dificuldades cognitivas, dificuldades na leitura, dificuldades na escrita, dificuldade na resolução de cálculo dentre outros.

Lima, Prado e Souza (2014) citam que no desenho do fenômeno das queixas escolares, surge uma reprodução, muitas vezes assustadora, onde professores e responsáveis demonstram uma representação de salas de aulas perturbadas que, na maioria das vezes assemelham-se a arenas de guerra, onde se observa Uma luta constante entre alunos e professores.

Neste ínterim deve-se observar criticamente os rótulos que muitas vezes são atribuídos aos alunos, como os desinteressados, apáticos, sendo que tais adjetivações podem vir a acompanhá-los por todo a vida podendo consequentemente cristaliza-los. É pertinente que se lance um olhar crítico e questionador para os fatores que permeiam as queixas escolares, abrindo um leque maior de analise que leve em consideração a qualidade do ensino e os estereótipos cristalizados que se encontram presentes na realidade escolar de muitas crianças. (LESSA; FACCI, 2011)

Não obstante, é imperioso destacar que as dificuldades em aprender não se remetem apenas ao aluno nem somente ao professor. Há um conjunto de características que podem interferir no processo de aprendizado, tais como: o ambiente escolar, o meio social, o convívio familiar e a metodologia utilizada pelos.  Assim sendo pode-se inferir que a queixa escolar configura-se como um fenômeno permeado nas redes institucionais e relacionais que são vividas nas escolas e na sociedade. (LIMA, PRADO, SOUZA 2014)

Muitas são as áreas em que os alunos apresentam queixas escolares, mais especificamente as que necessitam de um arcabouço cognitivo ligado a resolução de cálculos, como por exemplo a disciplina de física, onde observa-se que os alunos apresentam muitas dificuldades.

No Brasil o ensino de física é ministrado apenas a partir do Ensino Fundamental juntamente com química, no Ensino Médio e em cursos de Bacharelado em física.

Anjos (2013) discute que o ensino de física no Brasil baseia-se em cálculos matemáticos, deixando-se fora do processo de ensino de física ponderações de muitos conceitos científicos que permeiam a disciplina, descaracterizando os processos históricos e epistemológicos que dão base para a elaboração de tais cálculos. Essa deficiência em demonstrar a “essência” da disciplina acaba por não favorecer uma aprendizagem significativa bem como não favorece ao educando aprender a aprender.

Além do que se refere ao método de ensino, conforme dados do Ministério da Educação, o sistema escolar precisa de mais de 250 mil docentes atuantes na sala de aula. O ensino de física passa por uma escassez crítica de docentes na área, sendo que há uma necessidade de 23,5 mil professores de física apenas para o Ensino Médio, entretanto nos últimos 12 anos houve 7,2 mil licenciados para essa cadeira. Dados mostra que de 1990 a 2001 o número de licenciados em física era de 7.216, do ano de 2002 a 2010 a expectativa é de 14,247 licenciados em física, um número muito baixo em relação à demanda de 9,1 milhões de alunos do Ensino Médio (INEP/MEC 2003).

Outro fator agravante é que a graduação de física é um dos cursos que possui o menor índice de alunos cursantes e que se formam, por consequência o número de professores do Ensino Médio é baixo.

Por sua vez, o ensino de física no Ensino Médio visa apresentar fenômenos naturais e tecnológicos, presentes tanto no conjunto mais imediato quanto na compreensão do distante a partir de princípios, leis e modelos por ela construídos. Assim sendo, a física é fundamental, pois faz parte da nova revolução tecnológica que está presente na sociedade. Contudo, o aluno ainda não consegue entender a sua inserção no currículo escolar e nem sua função na sociedade e no seu cotidiano devido à forma como o ensino tem sido fomentado nas escolas.

Tem-se que pensar, de modo mais efetivo, que o ensino de física no Brasil demanda uma investigação de modos alternativos para ser ensinado, necessita-se que pesquisas sejam realizadas para que se encontre elementos que possam favorecer a superação dos obstáculos existentes, pois a física é uma área que ainda apresenta muitos desafios para o ensino (ANJOS, 2013) e consequentemente apresenta números significantes relativos a queixas escolares.

A aprendizagem, como processo complexo e interativo, se constitui na relação do sujeito com as situações concretas nas quais está inserido. Com a mudança de cenário, sendo esta, mais atrativa e interessante o aluno se sentira instigado, assim sendo é nesse momento, no qual o professor realiza ações pedagógicas significativas para o aluno que ocorre então a aprendizagem.

O ensino de física tem sido caracterizado como de difícil aprendizado, um dos fatores que podem ter contribuído para isso é o fato de alguns professores não serem habilitados na área ou atuarem em outras disciplinas de ciências exatas além da física, segundo Costa (2013) 74,8% dos professores atuantes no ensino de física não são habilitados para o mesmo. Desse modo ocorre uma depreciação da disciplina, vendo-a por um viés lógico, calculista, relacionado a históricos conturbados de ensino, predominante em sua maioria na escola pública, conduzindo à física e seus ensinamentos para a prateleira dos “inacessíveis”.

Outo aspecto agravante é o número excessivo de trabalho de trabalho que o professor precisa cumprir, como cargas horárias excessivas, inúmeras provas para corrigir (ALVES; PINTO, 2011) somando a isso não ser a sua disciplina de formação, pode tornar o trabalho cada vez mais desgastante.

Diante de tais aspectos o presente estudo objetivou apresentar as queixas escolares no ensino de física, em escolares do Ensino Médio na microrregião de Floriano-PI, como foco para levantamento, por meio dos discursos dos professores, de subsídios que favoreçam uma discussão mais crítica frente ao ensino de física.

 

METODOLOGIA

Tipo de pesquisa

Essa pesquisa é de cunho qualitativo que permite buscar a reflexão sobre o desenvolvimento e a dinâmica social, voltando-se para a saída de dificuldades de um grupo determinado, através do estudo das relações, representações, crenças, percepções e opiniões, que são produtos das interpretações que os sujeitos fazem sobre a realidade que pertencem bem como da maneira como estabelecem seus objetos e a si próprios (MINAYO, 2010). E quanto aos seus objetivos é classificada como descritiva (GIL, 2002).

De acordo com Gil (2002) as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. Essa pesquisa utiliza como prática a coleta de dados, por meio de questionários, para o tipo de pesquisa aqui descrito o questionário foi organizado com questões abertas e fechadas que favoreceram alcançar os objetivos propostos no estudo.

Participantes da pesquisa

Participaram do estudo 22 (vinte) professores, de ambos os sexos, lotados na disciplina de Física em instituições de ensino público da microrregião educacional de Floriano/PI. Dentre esses, eram 20 do sexo masculino e 02 do sexo feminino, na faixa etária de 36(trinta e seis) a 60(sessenta) anos, todos atuantes em 18 (dezoito) escolas da cidade de Floriano-PI e cidades circunvizinhas.

Quanto à formação inicial desses professores 42% são formados em Física, e 58% formados em diversas áreas, sendo estas: matemática, ciências, biologia e química. Contendo os níveis: mestrado (1), especialização (8), e graduação (13).

Procedimentos de coletas de dados

Inicialmente o trabalho foi submetido ao Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí. Durante a pesquisa os participantes foram informados previamente sobre a obtenção de informações pertinentes às queixas escolares em física, sendo assim foi reforçado o caráter voluntário para participação no estudo e garantido todo o sigilo e anonimato, como explana o Comitê de Ética em pesquisa.

Logo após ter recebido o aceite de aprovação, os professores foram contatados via Gerência Regional de Educação/GRE, e diante do aceite em participar, responderam ao questionário sociodemográfico – contendo informações sobre idade, sexo, tempo e área de formação; e à entrevista semiestruturada – agregou questões sobre as concepções sobre aprendizagem, métodos de ensino, recursos didáticos, procedimentos de avaliação, e, queixas escolas; todos esses eixos tematizados pela prática de ensino de Física.

Procedimento de análises de dados

Os dados foram tratados e analisados a partir da técnica de Hermenêutica de Profundidade seguida dos seus três procedimentos: análise sócio histórica, formal ou discursiva e a (RE) interpretação (VERONESE; GUARSCHI, 2006). Assim buscando promover uma reflexão nas queixas escolares no ensino de física no Ensino Médio, relacionado com pressupostos teóricos da Psicologia Educacional e da Pedagogia Histórico-Crítica.

Resultados e Discussão

                Após as categorizações dos discursos dos professores entrevistados pode-se perceber quais os principais entraves encontrados por eles no ensino de física, os principais pontos elencados se direcionam para as queixas escolares dos alunos, perfazendo todo o contexto educacional, como modos de avaliação dos mesmos, problemas no cotidiano dentre outros aspectos observáveis nas categorias que se seguem.

 

PRINCIPAIS QUEIXAS ESCOLARES NO ENSINO DE FÍSICA

                As queixas escolares muitas vezes, são mais presentes em determinadas disciplinas específicas, como nas que exigem cálculos matemáticos, como é o caso da física, porém o uso da física enquanto aplicação de fórmulas matemáticas não vem a suprir as necessidades de milhares dos alunos.

                Araújo e Mazur (2013) trazem propostas de usar métodos de ensino diferentes para disciplina de física, métodos estes que venham a favorecer a interação social entre os alunos, bem como estimular a leitura prévia do material a ser estudado em sala de aula. Estes métodos didáticos consideram a conhecimento prévio do discente como meio de estimular aulas mais voltadas para as queixas dos mesmos.

Assim sendo a presente categoria analisa e discute os dados das principais queixas escolares no ensino de física, a partir das impressões encontradas pelos docentes em seus alunos.

 

Tabela 1. Principais queixas escolares no ensino de física em Floriano/PI

Categorias

                      %

Base de conhecimento insuficiente que antecede ao Ensino Médio

                   43

Falta de interesse

                   35

Incapacidade de interpretação de problemas

                   22

Fonte: Banco de dados do Núcleo de Pesquisas em Psicologia Educacional e Queixa Escolar- PSIQUED

’’Deficiência dos alunos na chegada no (ensino) médio; Dificuldade em matemática; dificuldade natural da disciplina’’. (Professor, 48 anos, 22 anos de atuação).

“A maior dificuldade nas escolas é a falta de bases do alunado, como também a grande falta de profissionais da área de Física, sendo ocupada por profissionais de outras áreas”. (Professor, 46 anos, 16 anos de atuação).

Assim sendo é observável a atribuição de “culpa”, frente as queixas escolares em física, a incapacidade do aluno sem que seja observado o contexto do aluno e mesmo como essa disciplina é ensinada, segundo Chiquetto (2011) as dificuldades de aprendizagem em física são muitas vezes decorrentes da visão errônea da física enquanto algo impossível de ser aprendida e também pela não percepção de que a física é uma ciência experimental que tem grande aproveitamento no dia-a-dia.

A física deve apresentar-se, portanto, como um conjunto de competências específicas que permitam perceber e lidar com os fenômenos naturais e tecnológicos, presentes tanto no cotidiano mais imediato quanto na compreensão do universo distante, a partir de princípios, leis e modelos por ela construídos. Isso implica, também, a introdução a linguagem própria da física, que faz uso de conceitos e terminologia bem definidos, além de suas formas de expressão que envolvem, muitas vezes, tabelas, gráficos, ou relações matemáticas. (BRASIL, 2000, p. 59)

Desse modo a base que antecede o ensino médio é elencado pelos professores como um dos principais problemas para o ensino de física, tendo como um dos fatores principais: interpretação de texto, codificação de algoritmos ligada à matemática e a língua portuguesa. Tornando assim o aprendizado no ensino de física mais complexo e denso e por consequência menos significativo para os alunos.

É perceptível no ensino de física, como pontua Bastos (2010), que o processo de ensino dessa disciplina baseia-se na busca pelo número certo, ou seja a mesma encontra-se calcada no estímulo ao cálculo. Nessa vertente observa-se que não há interesse em mostrar para os alunos “a complexidade e riqueza da natureza, da essência dos seus fenômenos, da firmeza nos seus conceitos” (p.86), logo aos discentes resta as dificuldades na compreensão e aplicação aos cálculos, relegando aos mesmos o martírio da culpa pelas suas dificuldades.

A partir de então se vê que o professor deve agir como mediador, contribuindo com a identificação das queixas escolares, podendo assim oferecer aos alunos condições para que ele se desenvolva estimulando suas capacidades.

 

PRINCIPAIS PROBLEMAS ENFRENTADOS NO COTIDIANO DA SALA DE AULA

Essa categoria tem como meta analisar e discutir o cotidiano dos alunos em sala de aula pela perspectiva dos docentes.

 

Tabela 2.  Principais problemas enfrentados no cotidiano da sala de aula em Floriano/PI

Categorias

%

Indisciplina

45

Falta de interesse do aluno

30

A política educacional incompatível

13

Desempenho escolar

12

Fonte: Banco de dados do Núcleo de Pesquisas em Psicologia Educacional e Queixa Escolar- PSIQUED

“compreender metodologias, decorar fórmulas, relação da matéria com o cotidiano, juntar o ensino fragmentação do ensino”. (Professor, 48 anos, 22 anos de atuação).

“A interdisciplinar: os alunos apresentam dificuldades em disciplinas como português e matemática. Isso reflete em física”. (Professor, 43 anos, 15 anos de atuação).

Pode se observar nesta categoria, surgida nos discursos dos docentes, a compreensão “erronia” de redução do ensino de física a memorização e aplicação de fórmulas, segundo Rosa e Rosa (2012) os currículos precisam ser renovados e a lógica de memorização e grande número de fórmulas precisam ser superados, pois já se observa um emergente colapso do sistema de ensino brasileiro e mais objetivamente do ensino de física, visto que tais modos de ensino não efetivos como se acreditava.

É válido enfatizar que no Brasil as práticas e políticas direcionadas ao meio educacional não são eficazes quanto ao objetivo de atingir todas as crianças em idade escolar. Os índices da realidade brasileira, seja relativo a evasão ou repetência dos alunos, acabam por demonstrar uma configuração relativa a situações de exclusão e seletividade eminente no processo de escolarização do Brasil, na maioria da vezes culpabilizado-se somente o aluno pelo “insucesso” escolar. (LEONARDO; LEAL; ROSSATO, 2015)

A escola tem como finalidade ensinar teorias e práticas demonstradas pelo professor em sala de aula. Esse convívio é importante tanto para o desenvolvimento dos discentes como para os docentes. No entanto dentro do cotidiano escolar a indisciplina dos alunos é vista como “responsável” das dificuldades, sendo que a mesma deveria ser pontuada como um alerta de que não está ocorrendo o ensino/aprendizagem.

Carneiro e Coutinho (2015) discutem que a aprendizagem é um processo que não pode ser pensado de forma isolada, pois tanto a escola, como a família e meio social da criança passam por uma interação mutua, que regulam a relação do indivíduo como o saber.

O professor deve identificar quais são as dificuldades dos alunos, assim ele poderá intervir com ações pedagógicas para que a aprendizagem ocorra efetivamente, sendo válido pontuar que o aluno precisa ser observado em seu contexto, logo o mesmo não pode ser reduzido a uma mera criança/adolescente que se encontra em sala de aula para absorver o que o professor passa sem que haja interferência de sua vida fora da sala de aula.

 

O QUE É APRENDIZAGEM E O QUE É NECESSÁRIO PARA QUE ELA OCORRA NO ENSINO DE FÍSICA

Nessa categoria observa-se baixo o relato de como o professor avalia o desempenho dos alunos em física e quais os métodos utilizados por eles para avaliar.

 

Tabela 3. O que é aprendizagem e o que é necessário para que ocorra no ensino de física em Floriano/PI

Categorias

%

Processo relativo à vida prática

36

Passagem do senso comum ao científico

24

Trata-se de um produto do ensino e precisa da interação

19

Adquirir algo

11

Dependo do interesse e da concentração

10

Fonte: Banco de dados do Núcleo de Pesquisas em Psicologia Educacional e Queixa Escolar- PSIQUED

“aprendizagem é o desenvolvimento de uma cultura que promova conhecimentos. É necessária uma diversidade mecanismo utilizado pelo professor para enriquecer a aprendizagem”. (professor 2, 46 anos, não informou anos de atuação).

“aprendizagem é o processo pelo qual o aluno interioriza os conhecimentos de modo que quando o mesmo for cobrado ou quando ele precisar, tenha domínio, além do domínio matemático, interpretação das questões”. (professor, 37 anos, 07 anos de atuação).

Os discursos dos professores entrevistados trazem elementos que priorizam a questão da aprendizagem enquanto um processo permeado por inúmeros fatores, como diversidade de métodos utilizados porém, como Freire (2009) pontua é percebido no cotidiano da escola tradicional a relação educador-aluno permeada pela concepção bancaria de educação, onde o professor repassa o assunto e a responsabilização por aprender é do educando.

Percebe-se no discurso dos professores uma crítica aos modos de ensino, principalmente a escola tradicional, porém como discute Chiquetto (2011) apesar de elencarem a relevância de novas propostas para o ensino os mesmo não conseguem colocar em prática novos modos de ensinar e isso acaba por suscitar angustia nos mesmos.

Almeida, Chaves, e Araújo Jr (2015) discutem que metodologias didáticas de aprendizagem favorecerem ao aprendizado, citando a Rede Interativa Virtual de Aprendizagem (RIVED), eles pontuam que as atividade interativas fornecerem uma gama de oportunidades de exploração de diversos fenômenos científicos (experiências em laboratório com substâncias químicas, velocidade, genética, medidas, grandeza, força,) que, em muitos casos seriam irrealizáveis em salas de aula, isso devido a aspectos econômicos e de segurança nas escolas, e que essas metodologias vem a favorecer tais experiências de aprendizagem.

Com relação ao ensino de física uma método que vem a favorecer a aprendizagem é a modelagem, esta sendo desenvolvida por meio de ferramentas computacionais, a mesma vem apresentando-se como uma potencialidade no processo de ensino aprendizagem, mais especificamente no ensino de física, pois a modelagem por meio de programas computacionais são instrumentos que promovem a resolução de problemas relativos à aprendizagem. (SALES; VASCONCELOS; CASTRO FILHO; PEQUENO, 2008)

Assim sendo para Vygotsky (citado por SILVA; NEGREIROS, 2014, p.40) “o único bom ensino é o que adianta ao desenvolvimento. Uma boa escola deve ser estimulante para o aprender”.

Logo não se pode considerar que a aprendizagem é uma relação hierarquizada onde o professor é o único detentor do conhecimento e o aluno meramente receptor, pois o processo de ensino precisa considerar o conhecimento prévio que o aluno detém.

 

MÉTODOS PARA AVALIAR O DESEMPENHO DOS ALUNOS

Na categoria abaixo se destaca as formas de avaliação usadas pelos docentes para com os discentes do Ensino Médio no ensino de física.

 

Tabela 4. Métodos para avaliar o desempenho dos alunos de Floriano/PI

Categorias

%

Avaliação tradicional (uma vez por mês/ bimestre)

59

Aplicação de exercícios em sala/ listagem de exercícios para casa

32

Verificando o raciocínio do aluno junto às atividades

9

Fonte: Banco de dados do Núcleo de Pesquisas em Psicologia Educacional e Queixa Escolar- PSIQUED

“Técnicas variadas, todos os aspectos, frequência, prova formal, trabalhos, apresentação, discursão e grupo.” (Professor 1, 48 anos, 22 anos de atuação).

“Listas de exercícios, atividades de grupo, seminários, processo avaliativo, além de experimentos vividos no dia-a-dia”. (Professor 2, 46 anos, não informou anos de atuação).

Observa-se nos discursos dos entrevistados e categorização dos mesmos que os professores da microrregião de Floriano fazem uso de técnicas de avaliação tradicionais, como provas a cada mês, aplicação de exercícios e avaliação do raciocínio lógico dos alunos, assim percebe-se que não há um pensamento e aplicação crítica frente aos modos de avaliação dos alunos.

Algumas ponderações críticas frente ao ensino de física são relativas a mudanças de currículo, procurar articular a disciplina com suas aplicações no dia-a-dia do aluno bem como, buscar novas formas de sair do modo tradicional de ensino (CHIQUETTO, 2011; CARNEIRO; COUTINHO, 2015; ROSA; ROSA, 2012), tais pontos reflexivos de mudanças não são observadas nos discurso dos entrevistados.

Segundo Lukesi (1994) a avaliação se define como um processo de delinear, obter informações úteis para o julgamento de decisões alternativas. A avaliação no Ensino Médio é feita de forma tradicional, os alunos são submetidos a provas objetivas onde se busca averiguar apenas a capacidade de memorização de fórmulas, algoritmos e raciocínio lógico.

De acordo com (NEGREIROS, 2015, p.142)

a avaliação é realizada pelo professor para que possa ser analisada problematizada, incentivada e aferir argumentos, com o intuito de melhorar e proporcionar novas condições para que o aprendizado ocorra.

Assim na avalição se faz necessário à utilização de variados recursos como: provas objetivas, exercícios, trabalhos, participação dos alunos entre outros.

Vianna (2014) discute que a avaliação não deve ser restringida a uma mera configuração burocrática, a mesma deve levar em consideração o processo de transformação do ensino e da aprendizagem e deve vir a favorecer, de modo ativo, a transformação dos estudantes.

Ressaltando também que a avaliação não é exclusivamente aos discentes já que o ensino não se faz somente com estes. “Nesse sentido todos são objetos e sujeitos de avaliação: professores, equipe gestora, e pedagógica, crianças e pais”. (CIASCA, MENDES, 2009, p.09)

 

ATIVIDADES EM SALA DE AULA, RECURSOS OU MATERIAIS DIDÁTICOS

Essa categoria analisa e discute quais as atividades, recursos e materiais didáticos são utilizados pelo professor no cotidiano da sala de aula.

 

Tabela 4.  Atividades em sala de aula, recursos ou materiais didáticos em Floriano-PI

Categorias

%

Questionários com atividades dirigidas/uso de materiais tecnológicos

56

Atividades práticas expostas pelos livros didáticos ou de livros de apoio

31

Pouco uso de materiais didáticos

13

Fonte: Banco de dados do Núcleo de Pesquisas em Psicologia Educacional e Queixa Escolar- PSIQUED

“Aplicação de exercícios teóricos sobre o assunto, exploração contextualizada, os recursos utilizados: livro, computadores”. (professor, 43 anos, 15 anos de atuação).

“leitura de textos abordando a aplicação do conteúdo, exercícios, materiais práticos, data show, notebooks e vídeos”. (Professor, 37 anos, 07 aos de atuação).

Nos discursos dos professores percebeu-se que os mesmos utilizam métodos clássicos de ensino, sendo a base principal o uso do livro didático, os entrevistados relatam que as demais atividades propostas encontram permeadas somente pelo livro base. 

Moreira (2014) reflete que o ensino de física encontra-se desatualizado, mesmo na educação contemporânea, essa desatualização vai desde os conteúdos ministrados aos meios tecnológicos utilizados no ensino, outro aspecto é que o ensino continua centrado no professor e focalizado na preparação exclusiva para provas como se o mesmo constituísse-se como uma ciência acabada.

O professor deve desenvolver em suas práticas pedagógicas um repertório de recursos didáticos, facilitando assim, a aprendizagem dos discentes. Segundo Gauthier (citado por BREMBERGER, 2010):

esse repertório pode contemplar: conteúdo, programa de conhecimento sobre o educando, contexto, valores, fundamentos filosóficos e históricos como também conter saberes docentes que envolvam o saber curricular, saber disciplinar, saber cientifico-pedagógico, saber experiencial, saber das crianças e de si mesmo, da cultura em geral (p.133).

                Segundo Moraes e Silva Junior (2014) uma das técnicas de auxílio significativo no ensino de física são os experimentos didáticos, esta metodologia didática apresenta-se cada vez mais relevante, favorecendo a aprendizagem significativa no ensino de física, esta relevância sendo pontuada nos estudos que abordam o ensino de física.

Assim o professor deve procurar usar não somente o livro didático da instituição de ensino, mas usar todos os recursos possíveis favoráveis ao estímulo do ensino-aprendizagem. Uma das problemáticas desse cenário é que os professores de física não tem formação pedagógica o que dificulta a interversão dos recursos didáticos. O curso de formação de física prepara professores para a articulação de cálculos, memorização, fórmulas especificas da disciplina.

Colombo Junior (2014) procura pontuar que existe um ambíguo cenário referente ao ensino de física no Brasil, pois ao mesmo tempo em que se encontram discentes que fazem uso de inúmeras tecnologias modernas (LED-Plasma-LCD, Wi-fi, iPod), estas do século XXI, encontram-se inúmeros professores que continuam a reproduzir no ensino de física técnicas arcaicas, utilizadas durante o século XIX e até mesmo do século XVIII.

É válido refletir que o meio escolar configura-se como um ambiente propício a aprendizagem, possuindo como objetivo principal instigar a ampliação da aprendizagem dos educandos, porém para que este objetivo ocorra a contento, é necessário se aprimorar de como a mesma se processa, ou seja levantar quais são os meios que facilitam ou dificultam a aquisição da aprendizagem. (FERREIRA; ARAÚJO; SOUZA, 2015)

As atividades em sala de aula são um apoio essencial ao docente no dia-a-dia, através desses recursos e auxílios são criados subsídios para que ocorra o ensino/aprendizagem, sendo este mais significativo e valorizado pelos discentes.

               

Considerações nunca finais

A compreensão acerca das queixas escolares é de que correspondem a demandas que se formulam em meio à família, corpo docente e equipe gestora/ pedagógica em torno dos problemas e percalços pedagógicos enfrentados no cenário escolar. Neste interim é que se faz pertinente considerar que as queixas escolares no ensino de física podem vir a conduzir o aluno ao fracasso escolar.

As queixas elencadas nos discurso dos professores da microrregião de Floriano-PI estão ligadas ao ensino básico, na qual os alunos apresentaram dificuldades em matemática e em português, dificultando, consequentemente, o aprendizado de física no Ensino Médio. Além disso, a indisciplina e a falta de interesse dos alunos foram apontadas pelos professores como responsável pela falta de êxito dos alunos na disciplina.

Observa-se também que os professores usam sempre a mesma metodologia, levando sempre em consideração a resolução de cálculo, algoritmos e aulas teóricas fora do contexto dos alunos, transformando assim a disciplina pouco atraente aos olhos dos alunos.                

Compreende-se, portanto, que as queixas escolares são reais e visíveis quando há sensibilidade em enxergá-la, não apenas culpabilizando professores versus alunos ou criando estereótipos sobre as disciplinas, como no caso do ensino de física.  Para tanto o estudo em questão encaminha uma reflexão das práxis no município de Floriano-PI, nas escolas públicas, presumindo a melhoria na qualidade de ensino, enquanto prática educativa. Na expectativa de ser auxiliador professores e professoras do Ensino Médio nas atividades em sala de aula, como recursos para agregar ao desempenho do profissional, pensando em sua formação docente e preparando de fato um cidadão consciente e critico a partir de suas próprias concepções.

Assim sendo percebe-se a necessidade de novos estudos que enfoquem a relação de ensino aprendizagem em física em outras localidades, logo locaiza-se a relevância deste estudo, pois além de fornecer subsídios para a discussão relativa ao ensino de física demonstra a necessidade de novos estudos sejam realizados com o mesmo enfoque.

 

Referências

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ARAUJO, Ives Solano; MAZUR, Eric. Instrução pelos colegas e ensino sob medida: uma proposta para o engajamento dos alunos no processo de ensino-aprendizagem de Física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 30, n. 2, p. 362-384, 2013.

BASTOS, Paulo Marcos Santiago. O ensino de física na rede pública da Bahia. Caderno de física da UEFS. N. 8, 2010.

BICALHO, Lorena Gabrielle Ribeiro; ALVES, Luciana Mendonça. A nomeação seriada rápida em escolares com e sem queixas de problemas de aprendizagem em escola pública e particular. Rev. CEFAC, 2010, São Paulo.

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Autores

Fauston Negreiros: Doutor, Universidade Federal do Piauí/UFPI, Parnaíba/PI, Campus Ministro Reis Velloso/CMRV, Núcleo de Pesquisas e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia da Educação e Queixa Escolar/PSIQUED.

Edna de Brito Amaral: Mestranda em Sociologia pela Universidade Federal do Piauí, Teresina/PI, Núcleo de Pesquisas e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia da Educação e Queixa Escolar/PSIQUED

Jennefer Alves Lima: Pedagoga, Universidade Federal do Piauí, Floriano/PI, Núcleo de Pesquisas e Estudos em Desenvolvimento Humano, Psicologia da Educação e Queixa Escolar/PSIQUED.

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