As queixas escolares, ou seja, os problemas que envolvem a aprendizagem e a conduta dos estudantes em sala de aula

RESUMO

As queixas escolares, ou seja, os problemas que envolvem a aprendizagem e a conduta dos estudantes em sala de aula têm sido considerados fatores que interferem diretamente no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo quando tais demandas vêm conjugadas ao prognóstico de fracasso escolar. O trabalho tem como escopo caracterizar as queixas escolares no ensino de língua inglesa – disciplina que crescentemente tem sido associada ao não-aprendizado e/ou ao fracasso escolar – na rede pública de ensino, segundo concepções de professores do Ensino Médio. Fizeram parte do estudo 31 professores, de ambos os sexos, com faixa etária entre 25 e 46 anos, atuantes em diferentes escolas e com tempos de experiência profissional, variando entre graduados e pós-graduados em diversas áreas da educação. Os dados coletados apontaram aspectos quanto às dificuldades no aprendizado de Língua Inglesa, as concepções acerca da aprendizagem, as estratégias de avaliação na Língua Inglesa e as metodologias de ensino utilizadas em sala de aula. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, do tipo descritiva. O material coletado foi submetido à técnica de análise Hermenêutica de Profundidade, seguindo suas três etapas: Análise Sócio-Histórica; Análise de Conteúdo; e (Re) Interpretação. Os resultados revelaram que muitos educadores sentem a necessidade de buscar outros meios que possam favorecer seus discentes, entretanto a própria formação específica precária na área, os impossibilita de ampliar seu olhar em torno das particularidades do aprendizado da língua inglesa, produzindo, assim, o fracasso e abandono dos estudos por parte significativa dos estudantes.

Palavras-chave: Língua Inglesa. Queixa Escolar. Escola Pública.

ABSTRACT

The school problems, or problems involving learning and behavior of students in the classroom have been considered factors that interfere directly in the teaching-learning process, especially when such demands have combined the prognosis of school failure. The work has the objective to characterize the school complaints in English language teaching - discipline that increasingly has been linked to non-learning and / or school failure - in public schools, according to high school teachers' conceptions. The subjects were 31 teachers, of both sexes, aged between 25 and 46 years, active in different schools and professional experience of time, ranging from graduates and postgraduates in various fields of education. The data collected showed aspects of the difficulties in English language learning, conceptions about learning, assessment strategies in the English language and the teaching methods used in the classroom. The methodology used was the qualitative research, descriptive. The collected material was submitted to Hermeneutics analysis technique depth, following its three stages: Socio-Historical Analysis; Content analysis; and (Re) Interpretation. The results revealed that many educators feel the need to seek other means that may favor their students, though the very precarious specific training in the area, makes it impossible to expand his gaze around the English language learning characteristics, thereby producing the failure and drop out of school for a significant part of the students.

Keywords: English. Complain School. Public school.

 

1. INTRODUÇÃO

                O presente artigo é fruto de pesquisas realizadas pelo Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED, em torno da caracterização das queixas escolares no cenário nordestino, em especial piauiense[1]. Com isso, tinha como objeto de estudo as concepções dos professores da rede pública da microrregião florianense sobre as dificuldades e queixas escolares encontradas no ensino de Língua Inglesa. Além disso, vale destacar que a referida disciplina é a terceira em números de reprovação escolar na região, sendo precedida por matemática e química (GRE, 2014).

                De acordo com o EF English Proficiency Index (EF EPI, de 2012) o país está na 46ª posição em um ranking que considera 54 países, apresentando como um dos piores desempenhos em se estudar inglês (BBC, 2012).

                Assim, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para a língua estrangeira, “diferentemente do que ocorre em outras disciplinas do currículo, na aprendizagem de línguas o que se tem a aprender é também, imediatamente, o uso do conhecimento, ou seja, o que se aprende e o seu uso devem vir juntos no processo de ensinar e aprender línguas” (BRASIL, 1998, p. 27). Nesse sentido se faz necessário uma contextualização sobre as queixas escolares, as principais dificuldades encontradas no ambiente escolar e a importância da Língua Inglesa.

Uma compreensão sobre as queixas escolares

A construção do ser humano ocorre pelo meio social, onde estão presentes os valores, os costumes e as subjetividades sociais de cada indivíduo. O sistema educacional brasileiro, a escola, enquanto instituição formal de ensino, peca em grandes aspectos como: professores com formação acrítica, mal remunerados, as condições estruturais e a própria forma organizacional do chamado “sistema” que prefere se apropriar de dados estatísticos em prol de mascarar uma realidade deficiente nessa sociedade. Nesse sentido, o fracasso escolar caracteriza-se como um dos problemas mais desafiadores na educação, especificamente nos primeiros anos do Ensino Fundamental, e afeta não apenas o desempenho dos estudantes como também dos professores, que muitas vezes estão despreparados para enfrentar esta realidade (PATTO, 2010).

Nesses fatores, se encontram alçadas as queixas escolares. Conceito esse que indica uma forma diferenciada de compreender e intervir no fenômeno dos problemas na escolarização. Desse modo, esse prisma engloba não apenas a criança, suas dificuldades, suas deficiências, mas uma série de fatores que a cercam (SOUZA, 2007).

A aludida forma de entendimento faz-se necessária justamente pelo fato de que os alunos – historicamente nos modelos atuais de interpretações dos problemas escolares –, acabam por não desenvolver suas potencialidades e a escola enquanto local de transformação social negligencia-os quando não se apropria de métodos e caminhos estratégicos para que eles busquem sentido aos conhecimentos ali apreendidos, e assim possam abstrair que além dela ser um espaço de ensino e de aprendizagem, é um local de convivência com o próximo.

Todavia, é importante ressaltar que apesar de vários estudos já realizados, atualmente ainda são constatados índices de repetência e evasão elevados, e, além disso, a presença de irregularidades como: crianças mal alfabetizadas, métodos não adequados para aprender e os índices de violência que resultam nos fatores da desistência, da repetência, da rotulação, da baixa autoestima e principalmente das comparações advindas dos professores. Assim, conforme Caldas (2005, cit. por Moysés & Colares, 1997).

as comparações são perigosas nesse sentido. Classes grupos sociais, condições econômicas e culturais diferentes não podem permitir comparações, uma vez que a inteligência não é um fenômeno natural, implícito, genérico, pertencente unicamente à criança, mas sim é construída histórica e socialmente.

A criança aprende e ensina na medida em que entra em contato com o próximo, como apresenta a perspectiva histórico-cultural de desenvolvimento psicológico. Sendo assim, é preciso que o professor se auto avalie e veja que cada indivíduo possui aspectos particulares/subjetivos, e que ninguém é igual a ninguém. Nessa ótica surgem as dificuldades, pois através dessas comparações, rotulações, a criança deixa de acreditar em si mesma e internaliza que por não ser melhor ou igual ao outro, não é capaz.

Dificuldades de aprendizagem, uma discussão necessária?

                O termo dificuldade é muito discutido em todos os segmentos da saúde e educação, pois muitas vezes é tratada como um distúrbio ou transtorno. A palavra aprendizagem, por sua vez, é derivada do latim aprehendere, significa agarrar, pegar, apoderar-se de algo, ou seja, estão interligados a fatores internos e externos acerca do indivíduo (NUNES, 2009).

Muitos são os tipos de dificuldades que podem se apresentar no ambiente escolar, e estas sofrem interferências de fatores socioculturais e psicopedagógicos. Para Vygotsky (1994, p. 99), “o único bom ensino é o que adianta ao desenvolvimento. Uma boa escola deve ser estimulante para o aprender”. Nesse sentido, a escola deve ser um local prazeroso de conhecimento onde se torna possível a convivência e o aprendizado.

Corroborando com este segmento Smith (2012, p. 15) apresenta que, “o termo dificuldade de aprendizagem refere-se não apenas a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico”. Portanto torna-se necessário no primeiro momento uma avaliação diagnóstica para que não sejam tomadas medidas erradas que prejudiquem o desenvolvimento e o surgimento das habilidades por parte dos discentes.

Os pais, a escola e os professores cobram sempre os alunos, ou seja, o problema está nele, pois fica mais fácil encontrar uma dificuldade no mesmo ao invés de promover uma reflexão entre o todo. Além disso, como aponta Patto (1997), os estudantes muitas vezes são negligenciados em termos de escuta, sendo evidenciadas apenas as concepções de pais e educadores, em estudos que contemplam como objeto de pesquisa a aprendizagem e a dificuldade em aprender.

Nessa ótica, a língua inglesa, não diferente de demais outras disciplinas escolares, apresenta queixas escolares, pois por se tratar da aquisição de um novo idioma, pode desencadear dificuldades pela própria diversificação de ritmos e tempos de aprendizagem por parte dos alunos. Muitas vezes pela metodologia de ensino empregada pelo professor, por não entender o sentido de estudar outro idioma e/ou por não possuir recursos mais especializados para o ensino na área, pode atuar como um gerador de demandas desfavoráveis ao aprendizado discente.

Entendendo a língua inglesa

A partir da chegada dos europeus ao Brasil até os dias atuais ainda possuem indícios da relação dos ingleses com os povos brasileiros e desde então, o país vem mantendo essa relação politico-econômico-sócio-educacional.

Alçada a esta ideia a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) apresenta que é direito do cidadão o conhecimento de uma Língua Estrangeira além de sua língua materna, e a aprendizagem dessa língua necessita oportunizar seu engajamento discursivo, permitindo que o discente se envolva mediante o seu contexto social. (Brasil, 1998).

Partindo dessa premissa Rodrigues (2013, p.03) afirma que:

Necessitamos visualizar e compreender melhor esta situação, que acontece muitas vezes através da comunicação que o indivíduo da nossa sociedade faz uso e que chega a confundir com a Língua Portuguesa, pois a sociedade tem acesso na linguagem oral e escrita de muitas palavras e expressões deste idioma, e os absorve de forma natural.

Nessa ótica, a necessidade de adquirir um novo idioma é um dos fatores mais presentes no mundo globalizado, sendo possível estudando uma nova língua, com o conhecimento de uma nova cultura, oportunizando também no currículo das escolas brasileiras. O mercado de trabalho cobra esse tipo de aprimoramento e qualificação em Língua Inglesa, e é considerado importante que o cidadão tenha domínio de pelo menos um idioma, sendo que o inglês é exigido em concursos, vestibulares, assim como em entrevistas profissionais (AGUIAR, 2002).

                Segundo Montrezor e Silva (2009) argumentam que:

a estrutura e origem da Língua Inglesa são diferentes da nossa Língua materna, o Português; em segundo lugar, é importante que o aluno e professor tenham consciência de que para se aprender uma nova língua, é necessária a compreensão de alguns aspectos sociais e culturais dos falantes nativos desta (p.27-28).               

                Desse modo, a falta dessa relação com a realidade é o que permite que muitos brasileiros acabem possuindo certa dificuldade em aprender não apenas o Inglês, mas qualquer outra língua estrangeira já que não é desenvolvido com o seu meio social.

                Com a modernidade as relações interpessoais auxiliam as interações entre as pessoas interligando as variadas formas linguísticas. Entretanto, a língua inglesa comparada a outros idiomas como o Espanhol, o Francês, lhe é atribuída a ideia de ser uma língua mais difícil de ser compreendida, porém, justifica-se como a mais utilizada em todos os segmentos educacionais, por isso torna-se primordial a preparação dos docentes para atuar nessa área de ensino em favor do aprendizado dos seus alunos. Assim, segundo Damasceno (2010, p. 3):

Os futuros educadores dessa disciplina necessitam sair qualificados das instituições de ensino para que não haja um déficit na educação de língua estrangeira e para que os cidadãos (alunos aos quais os acadêmicos ensinarão) obtenham informações culturais e estruturais corretas sobre a língua em questão.

Como um produto disso, as dificuldades de aprendizagem em língua inglesa poderão vir a ser moderadas, proporcionando assim um melhor entendimento dessa disciplina para com os discentes. Evidenciando-se, com isso, o preparo dos docentes como um elo relevante para a ampliação dos aprendizados dos alunos. Nesse sentido, é preciso que os professores se utilizem de estratégias didático-metodológicas, exercendo o seu trabalho com mais dedicação, a fim de que despertem uma maior motivação para o aprendizado da língua por parte desses alunos.

De acordo com o que os PCN’s apresentam “a ausência de conhecimento de mundo pode apresentar grande dificuldade no engajamento discursivo, principalmente se não dominar o conhecimento sistêmico na interação oral ou escrita na qual estiver envolvido” (BRASIL, 1998, p. 30). Por isso, todo o processo de aprendizagem precisa estar relacionado com o conhecimento a qual esse aluno esteja inserido, para que dessa forma seja possível abstrair todas as informações disponibilizadas durante aquele momento em sala.

Diferente do Português, que é a língua materna vigente, é preciso saber que o ser humano passa por muitas transformações desde o seu surgimento quando vai adquirir uma nova linguagem. A aprendizagem na Língua Inglesa não está relacionada apenas a fatores linguísticos, mas também a questões sociais e psicológicas. Porém, ela não deve acontecer distante das demais disciplinas e sim inter-relacionada já que se trata de um novo idioma com uma cultura diferente e assim, não haja uma ambiguidade entre as demais áreas do conhecimento (DAMASCENO, 2010).

2. METODOLOGIA

2.1 Tipo de pesquisa

Trata-se de uma pesquisa de abordagem quanto-qualitativa, na qual é classificada quanto aos seus objetivos como descritiva. Assim, conforme Rodrigues (2007, p. 29), o estudo descritivo “tem como objetivo, apresentar informações, dados, inventários de elementos constitutivos ou contíguos ao objeto, dizendo o que ele é, do que se compõe em que lugar está situando no tempo e espaço [...]”, ou seja, analisa os fatos de acordo como eles realmente são sem interferir ou julgar.

2.2 Participantes

Inicialmente foram contatadas 31 (trinta e um) professores da área, composto por sujeitos de ambos os gêneros, com faixa etária entre 25 (vinte e cinco) anos e 46 (quarenta e seis) anos. Todos atuantes da rede pública de ensino da microrregião de Floriano/PI, vinculados a diferentes escolas e com tempos de experiência profissional variado. No referido grupo de participantes, possuem professores graduados e pós-graduados em áreas de conhecimento diferentes, entretanto, todos os participantes cursam atualmente graduação em Letras Inglês.

2.3 Procedimento de dados

A pesquisa seguiu rigorosamente as normas aprovação do Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí – UFPI e está vinculado ao Núcleo de Pesquisa e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED, vinculado ao Departamento de Pedagogia e ao Campus Amílcar Ferreira Sobral – CAFS/UFPI.

Essa coleta de dados foi realizada através de questionários abertos, aplicados individualmente. Teve como finalidade conhecer as concepções dos professores sobre as dificuldades e queixas escolares encontradas no ensino de Língua Inglesa, da aprendizagem dos alunos, das estratégias de avaliação da aprendizagem utilizadas e as metodologias de ensino utilizadas em sala de aula.

Rodrigues (2007, p. 136) ressalta que “o questionário é uma técnica de coleta de informações constituída por indagações escritas”. E foi justamente através desse método que foi possível obter dados escritos pelos próprios participantes e assim tomar conhecimento acercadas dificuldades e queixas escolares encontradas no cotidiano escolar do ensino de Língua Inglesa.

2.4 Procedimentos de análise dos dados

Os dados foram tratados e analisados de acordo com a técnica de análise de dados da Hermenêutica de Profundidade, constituída por três etapas: análise sócio-histórica, formal ou discursiva e a re-interpretação (VERONESE & GUARESCHI, 2006). Destarte, depois de analisados os dados empíricos foram compreendidos à luz de pesquisas sobre queixas escolares, o ensino de Língua Inglesa nas escolas e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para o Ensino Médio.

 

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Essa pesquisa, conforme já mencionado anteriormente teve a participação de 31 professores do ensino público da microrregião de Floriano/PI. Dessa maneira, para um melhor entendimento e contextualização para a análise dos dados, optou-se por uma tabela ilustrativa, abrangendo suas características quanto a: idade; gênero; área de atuação; área de formação; nível de escolaridade; e tempo de experiência, não obstante, resguardando sua identidade. Com isso segue as tabelas 1 e 2.

TABELA 1. Caracterização do perfil de participantes da pesquisa

SEXO

IDADE

(ANOS)

ÁREA DE FORMAÇÃO

NÍVEL DE ESCOLARIDADE

TEMPO DE EXPERIÊNCIA DOCENTE (ANOS)

M

F

25 -35

36 - 46

Letras Inglês

Outra Graduação

Nível Superior

Curso Lato Sensu

5 – 15

16 – 30

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

N

%

03

9,6

28

90,4

12

38,7

19

61,3

0

0,0

31

100

09

29,1

22

70,9

21

67,7

10

32,3

 

Por conseguinte, com os dados dos participantes apresentados na Tabela 1 prontamente expostos, segue a apresentação das categorias de análise dos dados, nas quais, estes foram agrupados tematicamente e apresentados através de tabelas ilustrativas com as respectivas porcentagens, bem como os respectivos relatos dos participantes, a saber: Dificuldades no aprendizado de Língua Inglesa; Concepções acerca da aprendizagem; Estratégias de avaliação na Língua Inglesa; Metodologias de ensino utilizadas em sala de aula.

3.1 Dificuldades no aprendizado de Língua Inglesa

As maiores dificuldades encontradas cotidianamente em sala estão relacionadas à aprendizagem. Não diferente das demais áreas do conhecimento, a Língua Inglesa também se classifica como um dos fatores preconizadores por se tratar de um idioma, muitos acabam fracassando, pois por diversas vezes não são relacionados com o seu convívio social.

Tabela 2. Dificuldades no aprendizado de Língua Inglesa.

Categorias

%

Material didático

43

Interesse e indisciplina

22

Formação de professores

21

Disparidade com a realidade discente

14

 

Fonte: Dados coletados pelos pesquisadores. Banco de dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED.

“Disparidade entre o livro didático e o conhecimento dos alunos, tendo que elaborar um material para o meu alunado”.

(Professor 34 anos, 05 anos de atuação)

“A falta de material didático, a carga horária é muito reduzida [02 aulas semanais]. Procuro métodos que aprimore a interatividade dos alunos com a disciplina”.

(Professor 27 anos, 05 anos de atuação)

                Dos resultados obtidos se constata que as dificuldades encontradas em Língua Inglesa para maioria dos professores é a questão do material didático (43%); seguida da falta de interesse e indisciplina (22%); formação de professores (21%); e disparidade com a realidade discente (14%).

                Damasceno (2010) esclarece que os docentes necessitam ser capacitados para atuarem nessa disciplina, ou seja, é necessário que haja uma qualificação adequada para que a aprendizagem ocorra. Já Aguiar (2002) afirma, que é pela utilização da linguagem que o homem é capaz de construir a sua representação da realidade na qual está inserido. O homem pertence ao ambiente, porém é necessário que ele se transforme através dele e se sinta integrante.

3.2 Concepções acerca da aprendizagem

As concepções dos docentes foram agrupadas em quatro categorias, nas quais os participantes relatam que a aprendizagem se relaciona à aplicação do conhecimento na vida social (36%), aprendizagem de acordo com a realidade docente (29%), processo contínuo iniciado na infância (21%) e assimilação de um conteúdo estabelecido (14%), conforme pode ser visto nos exemplos abaixo.

Tabela 3. Concepções acerca da aprendizagem.

Categorias

%

Aplicação do conhecimento na vida social

36

Aprendizagem de acordo com a realidade docente

29

Processo contínuo iniciado na infância

21

Assimilação de um conteúdo estabelecido

14

 

Fonte: Dados coletados pelos pesquisadores. Banco de dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED.

“Internalizar algo que seja útil para a sua vida profissional, pessoal, etc... Sobre a língua inglesa deveria ser ensinada “obrigatoriamente” desde as primeiras letras lado a lado da língua materna”.

(Professor 28 anos, 04 anos de atuação)

“É quando o aluno torna-se capaz de utilizar o conteúdo da sala de aula da sua vida pessoal e social. Métodos que introduzam ali na vida dos discentes”.

(Professor 27 anos, 05 anos de atuação)  

                Considerar a aprendizagem como um processo contínuo que se inicia com a concepção e se estende por toda a vida nos leva a pensar na importância de aprendizagens e oportunidades de desenvolvimento que se dão fora da escola e de outros contextos formais de educação (Coll, 2013).

                Reconhecer a importância de que a aprendizagem seja contextualizada no âmbito da realidade do aluno e que os conteúdos aprendido lhes seja útil frente às diversas situações de sua vida pessoal remete aos princípios da aprendizagem significativa (AUSUBEL, NOVAK & HANESIAN, 2009; COLL, 1996). Além disso, como se observa, nas concepções dos professores está presente a ideia de que a aprendizagem se trata de um processo por meio do qual o aluno se apropria do conhecimento escolar de forma crítica e particular, compatibilizando com sua própria vida (NUNES, 2009).

                As concepções acerca do que é aprendizagem e os fatores que a influenciam (recursos didático-pedagógicos, interações sociais, fatores socioeconômicos, etc.) podem servir de lente através das quais os docentes interpretam sua experiência de ensinar e a possibilidade que os alunos têm de aprender, frente às suas características pessoais e as condições contextuais. Estudos clássicos como o de Rosenthal & Jacobson (1968) apontam a importância das expectativas dos professores acerca da aprendizagem, as quais se constroem, entre outros aspectos, a partir das concepções que possuem a respeito dos alunos e de sua capacidade para aprender e se desenvolver.

Partindo de uma perspectiva sócio-construtivista, considera-se que as concepções dos professores em relação à aprendizagem dos alunos são importantes mediadores das interações que ocorrem no contexto educativo, tendo em vista que podem servir de base para a planificação de atividades e a tomada de decisões a respeito de métodos pedagógicos, recursos didáticos, instrumentos avaliativos, etc. Nesse aspecto, ressalta-se que as práticas didático-pedagógicas e as interações que ocorrem no contexto escolar constituem importantes aspectos que ajudam a configurar a situação de fracasso escolar, representada, sobretudo, pela evasão e repetência (NEGREIROS e SILVA, 2014).               

3.3 Estratégias de avaliação na Língua Inglesa

As estratégias utilizadas pelos docentes para avaliar a aprendizagem dos alunos foram agrupadas em três categorias, nas quais relatam que avaliam através da “Oralidade” (43%), de atividades de “leitura e escrita” (36%) e de “traduções e prova escrita” (21%), conforme demonstrado na tabela e exemplos abaixo.

Tabela 4. Estratégias de avaliação na Língua Inglesa.

Categorias

%

Oralidade

43

Leitura e escrita

36

Traduções e a prova escrita

21

 

Fonte: Dados coletados pelos pesquisadores. Banco de dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED.

“Leitura, escrita, fala. Procuro incentivá-los a ler muitas obras que assim terão mais conteúdo de forma diversificada”.

(Professor, 04 anos de atuação)

“Exercícios de fixação, textos dialogados, músicas para cantar e traduzir e a prova escrita”.

(Professor 34 anos, 13 anos de atuação)

Os resultados mostram que as estratégias utilizadas pelos professores abrangem diversos aspectos, entre eles, a capacidade de expressão oral e escrita, a compreensão leitora e a aquisição de vocabulário a partir de atividades que requerem a tradução de textos. Utilizar canções, poemas, filmes e outros recursos que fazem parte de situações cotidianas vivida pelos alunos nas quais necessitam de conhecimentos básicos acerca da íngua Inglesa pode contribuir para o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem autêntico e uma avaliação da aprendizagem também autêntica. Consideramos que uma avaliação autêntica se centra nos conteúdos e nas competências que são consideradas relevantes do ponto de vista curricular e da formação cidadã. Nesse sentido, as competências envolvem a capacidade do sujeito em integrar conhecimentos distintos na realização de tarefas, atuando de maneira contextualizada às necessidades individuais e sociais (DeSeCo-OCDE, 2003).

Em contrapartida, tão importante quanto diversificar métodos e técnicas, é que os recursos e estratégias usados para a avaliação deem continuidade à proposta pedagógica adotada para o ensino, integrando um plano contínuo para a promoção da aprendizagem do aluno. Dessa maneira, é fundamental que a avaliação seja contínua, ocorrendo em vários momentos ao longo do ano letivo, e que seus resultados ofereçam feedback formativo tanto aos alunos quanto aos educadores, a fim de que sejam feitos ajustes pedagógicos e curriculares que sejam necessários para melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem (DÍAZ-BARRIGA, 2002).

A prática avaliativa deve está fundamentada em uma visão de aprendizagem que considera a participação ativa do sujeito na construção do conhecimento e, portanto, desempenhar a função mediadora no processo de interação dos alunos com os conteúdos curriculares (COLL;MAURI;ROCHERA, 2012). Nesse sentido, a avaliação representa uma importante ferramenta reguladora da qualidade dos processos de ensino-aprendizagem tanto em nível de escola como de sistema educativo, uma vez que deve oferecer informações importantes para a tomada de decisões sobre a gestão de recursos e melhoria de serviços de apoio à comunidade escolar.

Compreende-se que a avaliação da aprendizagem constitui um aspecto fundamental à promoção do sucesso escolar, sendo importante utilizar diversos instrumentos a fim de que a própria situação avaliativa seja capaz de representar também uma oportunidade para aprender.  

3.4 Metodologias de ensino utilizadas em sala de aula

As metodologias utilizadas em sala de aula são bastante questionadas, por muitos estudiosos da educação, para tanto cabe refletir: será que existe um método que seja considerado o “ideal” para se trabalhar pedagogicamente? Há um método que corresponda ao modelo de padrão exigido pela sociedade? O que se sabe é que esses procedimentos devem ser dos mais diversos, preconizando que o educando se sinta atraído e tenha vontade de aprender adaptando essas técnicas em favorecimento do melhor ensino/aprendizagem. Nessa ótica é indispensável que esses educadores modifiquem suas visões de ensino para que haja uma interação e um aprendizado mais necessário (Aguiar, 2002). Sobre a questão do uso das metodologias, têm a palavra, os professores:

Tabela 5. Metodologias de ensino utilizadas em sala de aula.

Categorias

%

Recursos de mídia

50

Música e quadro acrílico

29

Recortes de jornais e revistas

21

 

Fonte: Dados coletados pelos pesquisadores. Banco de dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED.

“Recortes, data-show, notebook, músicas, vídeos, ‘jogos’ que envolvam as regras a serem aprendidas”.

(Professor, 04 anos de atuação)

 “Para as atividades orais: aparelho de som; data show. Para as atividades escritas: além do livro, slides e textos complementares. Para as atividades lúdicas: diferentes materiais que alegre o ambiente e torne a apresentação mais atrativa. Tais materiais podem ou não ser criados pelos alunos”. 

(Professor, 25 anos de atuação)

Para os professores, as metodologias mais utilizadas são os recursos de mídia (50%); seguido de música e o quadro acrílico (29%); e recortes de revistas e jornais (21%). Segundo Aguiar (2002, p. 32), “o educador é aquele que, com compromisso político, criatividade e competência técnica, deve estimular o educando a aprender e a se desenvolver, a buscar novos conhecimentos”. O docente precisa procurar meios que estimulem o interesse de seus discentes, que às vezes sentem-se desmotivados pelas condições educacionais a que são submetidas.

Os pressupostos teóricos de Vygotsky (1998) revelam que o professor torna-se o responsável pela dinâmica de sala de aula, pelo complexo de inter-relações que dão origem aos processos volitivos da criança. Assim, conforme apontada a diversificação dos recursos e metodologias de ensino utilizadas pelos professores de língua inglesa, o educador tem o compromisso de fazer com que haja uma relação entre o mundo e o agora. Nesse sentido, haverá uma maior vinculação entre a teoria e prática entre o professor de língua estrangeira e o aluno para que ocorra a atribuição de significados por parte de cada sujeito.

                Corroborando a esse segmento Jalil e Procailo (2009, p. 782) “o professor não pode ser visto como o validador, o implementador de teorias geradas por terceiros. Ele pode gerar, sim, teorias pessoais a partir da interpretação e aplicação de teorias na sua prática”. Com isso, o professor deve conhecer os métodos, estudar, aprofundar desses mecanismos e aplica-los na sua prática em sala de aula, levando em consideração os conhecimentos prévios dos seus alunos.

3.5- Dificuldades em aprender na Língua Inglesa

                As dificuldades pedagógicas existentes são das mais diversas e por isso acabam por interferir em todos os aspectos que estão relacionadas às aprendizagens e ao desenvolvimento do educando. Por isso, sobre as principais dificuldades têm a palavra os estudantes:

Tabela 6. Dificuldades em aprender Língua Inglesa, segundo os estudantes.

Categorias

%

Discrepância entre o “Inglês dentro da Escola” e o “Inglês fora da escola”.

62

Aulas desmotivadoras.

21

Não localizam sentido/importância na disciplina. 

17

 

Fonte: Dados coletados pelos pesquisadores. Banco de dados do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED.

                Segundo os estudantes, as dificuldades em aprender na Língua Inglesa (62%) relacionam a discrepância do inglês dentro e fora da escola; já outros citam aulas desmotivadoras (21%); e outros (17%) não localizam sentido/importância na disciplina.

Então, quando se fala em ensino e aprendizagem deve-se pensar que cada um possui uma singularidade, um ritmo, uma identidade que são distintas para cada ser humano. Assim, quando essas diferenças não são respeitadas acabam levando ao fracasso no decorrer da vida (MASCARENHAS, 2007).

                Nesse sentido, muitas vezes a escola acaba por possuir um olhar medicalizador, contribuindo assim para aumentar as dificuldades de aprendizagem. Com isso, os alunos apresentam desmotivação diante de certas práticas patológicas e acabam por não conseguir abstrair os conteúdos estabelecidos (FREITAS; JÚNIOR, 2014).

 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As noções de distúrbio, transtorno, dificuldade e/ou problemas estão relacionadas ao ambiente escolar. Na Língua Inglesa não é diferente, pois por se tratar de uma língua “desconhecida” e um pouco distante da realidade de muitos alunos, alguns acabam fracassando. 

Diante do que foi exposto se constata que as dificuldades encontradas em Língua Inglesa para maioria dos professores é a questão do material didático (43%); seguida da falta de interesse e indisciplina (22%); formação de professores (21%); e disparidade com a realidade discente (14%). Que o conceito de aprendizagem se relaciona à aplicação do conhecimento na vida social (36%), aprendizagem de acordo com a realidade docente (29%), processo contínuo iniciado na infância (21%) e assimilação de um conteúdo estabelecido (14%). Já as estratégias de avaliação na opinião dos respondentes (43%) designam através da oralidade; leitura e escrita (36%); e (21%) a traduções e a prova escrita. Que as metodologias mais utilizadas são os recursos de mídia (50%); seguido de música e o quadro acrílico (29%); e recortes de revistas e jornais (21%). Segundo os estudantes, as dificuldades em aprender na Língua Inglesa (62%) relacionam a discrepância do inglês dentro e fora da escola; já outros citam aulas desmotivadoras (21%); e outros (17%) não localizam sentido/importância na disciplina.

Considerando os resultados obtidos é possível perceber que muitos educadores sentem a necessidade de buscar outros meios que possam favorecer o seu alunado, procurando conhecer melhor a realidade social em que ele está inserido. Tendo em vista que a utilização desses recursos não faz por si só uma aprendizagem, pois possuem professores que não obtém tudo isso, mas que fazem uma grande diferença em sala. Por conseguinte, é preciso que a escola oportunize uma visão maior sobre a disciplina já que aprender a Língua Inglesa é lidar com diferentes identidades e formas de aprender.

No Brasil a Língua Inglesa chega de formas distintas como em (instruções de manuais, em filmes, internet, entre outros). Na escola, ainda o aluno abstrai mais a parte gramatical, e devido a esses fatores o ensino acaba não sendo contextualizado com o seu aspecto social, interferindo na sua aprendizagem.

Desse modo, a relevância dessa pesquisa é de fundamental importância, pois caracteriza a o conhecimento da realidade de ensino de professores da rede pública da microrregião piauiense, e mais especificamente conhecendo a prática e as queixas escolares apresentadas junto à disciplina Língua Inglesa.

 

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Autores:

Ellery Henrique Barros da Silva: Graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Pós-graduado em Gestão Educacional em Rede (UFPI) e Educação Infantil (UESPI). Atua como professor da Educação Básica. Membro do Núcleo de Pesquisa e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar – PSIQUED, vinculado ao CNPQ. Pesquisador na área de Educação com ênfase na Psicologia Educacional, Queixas Escolares, Fracasso, Medicalização da Educação, Dificuldades de Aprendizagem e Violência Escolar: Bullying. 

Fauston Negreiros. Graduação em Psicologia (Licenciatura, Bacharel e Psicólogo Clínico) pela Universidade Estadual do Piauí (2005). Mestre e Doutor em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (2012). É professor-pesquisador adjunto do Programa de Pós-Graduação (Stricto Sensu) em Sociologia da Universidade Federal do Piauí - UFPI. Membro da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, ABRAPEE. Possui experiência na área de Psicologia Escolar-Educacional, Psicologia Clínica Infantil e Juvenil; Coordena o PSIQUED, Núcleo de Pesquisa e Estudos em Psicologia Educacional e Queixa Escolar, vinculado ao CNPQ. Atua principalmente nos seguintes temas: Queixa e Fracasso Escolar; Psicologia do Desenvolvimento; Processos de Medicalização e Patologização da Educação e Sociedade., Vulnerabilidade e Desigualdade Social, Psicologia e Política Educacional, Psicologia e Arte (Literatura, Cinema, Gastronomia, etc.).

Algeless Milka Pereira Meireles da Silva. Psicóloga, Licenciada em Psicologia, com Especialização em Psicologia Educacional e Mestrado em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professora efetiva do Curso de Psicologia da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia do Ensino e da Aprendizagem. Atualmente é doutoranda em Psicologia da Educação na Universitat de Barcelona, colaborando com o GRINTIE (Grupo de Investigación en Interacción e Influencia Educativa), desenvolvendo tese doutoral sobre o impacto das tecnologias digitais da informação e comunicação na construção da Identidade de Aprendiz, sob orientação do Prof. Dr. César Coll e apoio da CAPES.


[1] Floriano situa-se na Zona Fisiográfica do Médio Parnaíba, a 240 km da capital do estado do PiauíTeresina.

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