A neurociência se tornou uma dos mais novos âmbitos para se integralizar as mais diversas áreas ao estudo da cognição e do comportamento. 

Resumo

A neurociência se tornou uma dos mais novos âmbitos para se integralizar as mais diversas áreas ao estudo da cognição e do comportamento. Neste interim, o presente estudo tem por objetivoinvestigar a relação entre neurociência e sua aplicabilidade na educação, baseado nas publicações na literatura científica. Com caráter de revisão integrativa, realizou-se esta busca nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde e Scielo, através das palavras-chave neurociência e educação.Foram encontrados 577 artigos na base de dados BVS, e 5 (2) artigos no Scielo, os quais após passarem pelos critérios de inclusão e exclusão, somaram em 9 artigos selecionados. Os resultados foram pautados sob a extração da interação entre enurociência e educação presente nos artigos. Conclui-se que apesar do desafio de propor uma interlocução entre tais domínios, há um forte sinergismo entre as áreas propostas em todos os artigos analisados, independente da aplicabilidade intencional de suas práticas.

Palavras-chave: Neurociência, Educação, Aprendizagem

Abstract

Neuroscience has become one of the newest areas to pay up the most diverse areas to the study of cognition and behavior. In the interim, the present study aims to investigate the relationship between neuroscience and its application in education, based on publications in the scientific literature. With integrative review character was held this search databases in the Virtual Health Library and Scielo, through keywords neuroscience and educação.Foram found 577 articles in VHL database, and 5 (2) articles in Scielo, which after passing through the inclusion and exclusion criteria, amounted to 9 selected articles. The results were based on the extraction of the interaction between enurociência and education in the present articles. In conclusion, despite the challenge of proposing a dialogue between these areas, there is a strong synergy between the areas proposed on all items analyzed, regardless of intentional applicability of their practices.

Keywords: Neuroscience, Education, Learning

Introdução

Na atualidade, a pesquisa em neurociência compõe importantes descobertas que podem ser implementadas eficazmente na prática, nesse interim surge um domínio importante de estudo, o qual executa um importante papel na insvestigação científica da área, este é a educação. Como um desafio científico multidisciplinar, a educação vem ser estudada a partir das bases concretas da neurociência, sendo este sinergismo o ponto de partida desta revisão. (DIRK. et al., 2010)

Compreender esse sinergismo, emerge primeiramente o entendimento de como os processos neuroanatômicos e neurofisiológicos, bem como o comportamento de um ser social, influenciam processos de aprendizagem. (BLACKMORE, 2012)

Devido a crescente estruturação e evolução dos estudos principalmente no que diz respeito a pesquisas em seres vivos baseados em neuroimagem, é possível descrever e delimitar em certo grau, aspectos relacionados a processos de memória e aprendizagem, além de possíveis déficits.

A neurociência engloba o estudo de capacidades cognitivas complexas, sustentáculos da aprendizagem humana, permitindo uma maior compreensão do processo de aprendizagem. Para Ratey (2001), o estudo global do cérebro e suas funções, nos responsabilizamos com a construção do saber para o mundo.

Com base nesse ponto de vista, é possível promover uma interlocução entre neurociência e educação, defendendo um diálogo criativo entre ambas? O objetivo do presente artigo será discutir se é possível haver sinergismo entre a neurociência e a educação, afim de promover essa agregação na prática.

Material e métodos

O presente artigo configura-se uma revisão integrativa, por buscar analisar a neurociência como influência sobre a educação, afim de construir uma síntese dos estudos publicados separadamente na literatura acerca do mesmo tema. (MENDES, et al. 2008)

Este estudo obedeceu uma sequência lógica de realização como descrito a seguir:  escolha do tema, criação da pergunta norteadora, estabelecimento dos objetivos, critérios de inclusão e exclusão, definição das informações relevantes a serem extraídas, seleção dos artigos na literatura conforme os critérios; análise dos resultados, e discussão dos achados e suas conclusões (SOUZA, et al. 2010)

A revisão norteou-se pela seguinte pergunta: é possível estabelecer uma sinergia entre neurociência e educação?

Para responder a tal questionamento, buscou-se no mês de outubro de 2015 nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scielo, artigos científicos sobre o tema. A amostra, seguiu critérios de inclusão: publicações em português, inglês e espanhol; disponíveis gratuitamente em texto completo nas bases de dados anteriormente mencionadas; publicadas no período janeiro de 2010 a outubro de 2015, abordando o sinergismo das neurociências sob a educação.

Estudos em formato de carta ao editor ou artigos que fugissem do tema, foram excluídos. Utilizou-se “Keywords” como “Neurociência” e “Educação” em ambas base de dados, além disso, na BVS utilizou-se a ferramenta “Articletitle, Abstract”. Após esta etapa, houve uma pré- seleção com base na leitura do título e resumo, identificando os artigos relevantes para amostra final desta revisão integrativa.  Foram encontrados na base de dados BVS, 577 estudos e selecionados 6 artigos, enquanto no Scielo foram localizados 5 artigos, sendo que destes dois fizeram parte da amostra final, como esquematizado na tabela 1.

Tabela 1 - Tabela representativa do processo de seleção dos artigos

 

BASE DE DADOS

N° DE ARTIGOS ENCONTRADOS

N° DE ARTIGOS EXCLUÍDOS

AMOSTRA FINAL

BVS

577

571

6

SCIELO

5

3

2

TOTAL

582

574

8

 

Conforme observado na tabela 1, a população de artigos que relacionam as temática neurociência e educação é consideravelmente robusta para um tema inovador, todavia, alguns obstáculos impediram que compusessem esta amostra. Entre as barreiras encontradas, prevaleceu o fato de que a maioria dos artigos indexados em revistas de qualis e relevância importantes, não fornecem gratuitamente o texto completo.

Os artigos que passaram pela pré-seleção, foram lidos na íntegra, sendo excluídos aqueles que estavam repetidos ou fugissem dos objetivos deste estudo. Na tabela abaixo (tabela 1), encontra-se uma descrição mais detalhada das características de cada artigo pertencente a amostra final.

Quadro 1 - Estudos selecionados por ano de publicação, título, periódico, tipo de estudo e idioma publicado

ANO

TÍTULO

PERIÓDICO

TIPO DE ESTUDO

IDIOMA

1

2010

NEUROCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO: UMA ARTICULAÇÃO NECESSÁRIA NA FORMAÇÃO

DOCENTE

 

Trab. Educ. Saúde

ARGUMENTATIVO

PORTUGUÊS

2

2012

A educação de jovens e adultos na perspectiva das Neurociências

Rev. Psicopedagogia

ANALÍTICO

PORTUGUÊS

3

2012

At the nexus of neuroscience and education

ELSEVIER- DevelopmentalCognitiveNeuroscience

ARGUMENTATIVO

INGLÊS

4

2012

How to achieve synergy between medical education and cognitive neuroscience? Anexerciseon prior knowledge in understanding.

SPRINGER- Adv Health SciEduc Theory Pract;

ANALÍTICO

INGLÊS

5

2012

Project Brainstorm: Using Neuroscience to Connect College Students with Local Schools

PLoSBiol

ARGUMENTATIVO

INGLÊS

6

2013

Competências emocionais no processo de ensinar e aprender em

enfermagem na perspectiva das neurociências

Rev. Latino-Am. Enfermagem

ESTUDO DE CASO

PORTUGUÊS

7

2014

Neuroscienceprospectiveoneducation

CroatMed J.

ANALÍTICO

INGLÊS

8

2015

Possibilidades de aprendizagem: reflexões

sobre neurociência do aprendizado, motricidade

e dificuldades de aprendizagem em cálculo em escolares

entre sete e 12 anos

Ciênc. Educ.

ANALÍTICO

PORTUGUÊS

 

Os 8 (100,0%) artigos que compuseram a amostra 4 (50%) estavam no idioma inglês e 4 (50%) em português. Sob os critérios de inclusão supracitados, foram publicados, dois artigos no ano de 2010, nenhum no ano de 2011, um por ano nos anos 2013, 2014 e 2015 relacionados a esta temática, sendo observado um crescimento no número de publicações no ano de 2012. Quanto à metodologia de pesquisa utilizada, 100,0% dos artigos são estudos descritivos, sendo apenas um com abordagem quantitativa; um estudo de caso com abordagem qualitativa; um artigo de experiência; cinco revisões teóricas e conceituais da literatura, como exposto no Quadro 1.

Discussão

A pesquisa contemporânea, perpaça níveis básicos que avança para uma interação do estudo do cérebro com outras modalidades de estudo, como a educação, tal integração também pode ser chamada de neuroeducação. Damásio (1996), ressalta a relevância da relação corpo e mente, e como tal influencia diretamente o processamento da aprendizagem, bem como a consolidação da memória, pressupostos estudados na neurociência. A resposta da interação corpo-cérebro é o próprio organismo, através de vias de nervos e químicas do sistema nervoso central.

Em 2012, Blakemore e Bunge, publicaram um artigo em formato editorial com o título “At thenexusofneuroscienceandeducation”, como o mesmo já descreve, o texto pretende suscitar o diálogo aberto do potencial impacto das pesquisas em bases neurais e comportamento em estudos na área educacional.

Shonkoff e Levitt, 2010, classifica a Neurociência como um ramo da ciência capaz de oferecer bases de como o cérebro consegue aprender novas informações, processar e consolidar essas informações durante toda a vida. Os achados da neurociência educacional, amplificará a reflexão e a aplicação de práticas e políticas eficientes para a população de todas as idades.

O estudo de Dorneles, Cardoso e Carvalho 2012, diagnostica uma modalidade de educação para jovens e adultos, a qual é mais eficazmente entendida pelo prisma da neurociência. Tal pesquisa enfatiza a compreensão através do entendimento de diferenças biológicas e/ou sociais que os sujeitos estão vivendo no presente momento, concluindo que o processo de aprendizagem é reflexo das condições psicobiológicas existentes nos indivíduos. Desta maneira, a interação dos conceitos e bases das pesquisas em neurociência, repercute tanto em processos cognitivos como linguagem e memória, quanto em representações sociais comportamentais, agregando ao processo de ensino-aprendizagem mesmo em idades mais elevadas.

Através de um estudo longitudinal com 37 escolares de 7 a 12 anos com dificuldades em cálculo, Fernandes. et al. 2015, promove também uma discussão na perspectiva da neurociência. Para isto, propuseram um programa de intervenção desenvolvido por meio de atividades centradas no corpo/movimento e seus respectivos pressupostos matemáticos. Baseados nos conceitos de Damásio, a integração corpo, mente e cérebro seria claramente executada a partir de uma capacidade motora que por conseguência geraria uma adaptabilidade a situações com as quais os alunos se encontram ao resolver problemas matemáticos. Partindo do princípo do estudo das bases neurais, os autores traçam uma ponte entre a aprendizagem matemática e experiências somatossensoriais, onde tais proposições matemátiicasfiçam sentido prático para o aprendiz.

Neste contexto o profissional docente não está exluído, pelo contrário, Carvalho 2010, vem com seu estudo ressaltar o quão necessária é agregação dos significativos avanços da neurociência na formação do profissional professor. Para o autor, a compreensão do cérebro humano e de suas funções cognitivas, auxilia o docente a encontrar melhores estratégias pedagógicas para seus alunos, favorecendo sua didátca e a consolidação dos conteúdos por parte do alunado. Como complemento o artigo desafia os pré-requisitos curriculares das formações de professores, sob o prisma de um maior embasamento e preparação como facilitador do conhecimento, refletindo o diálogo entre neurociência e o ensino-aprendizagem.

Pereira et al. 2013, realizou um estudo de caso em escolas de enfermagem públicas do Brasil, com professores e alunos, por meio da triangulação de técnicas,  na coleta dos dados foram aplicados um questionário, posteriormente realizado uma entrevista individual, e por fim um grupo focal. O objetivo de tal estudo era compreender aspectos da interação que ocorre entre o sentir e o aprender na perspectiva das neurociências, sendo assim, seus resultados corroborou com a pesquisa de Carvalho 2010, anteriormente citada, pois o conhecimento dos processos cerebrais em interlocução com a aprendizagem de competências cognitivas, técnicas, relacionais e emocionais, engrandecem a arte de ensinar. Buscar essa interação pode configurar-se um desafio árduo, porém a partir desta é possível otimizar ações e estratégias para beneficiar todos os sujeitos envolvidos.

Baseado nisto, Calderón et al. 2012, realizou um projeto chamado“Project Brainstorm”, onde estudantes do terceiro e quarto ano da graduação são convocados a executarem seus conhecimentos na prática e comunicá-los eficazmente para crianças em idade escolar em Los Angeles. Os estudantes realizavam sua tarefa em duas fases, a primeira onde era apresentado para os escolares o cérebro e suas funcionalidades, e a segunda, uma aplicação prática de uma função cerebral essencial, suscitando a evocação dos conhecimentos teóricos recebidos. O maior intuito deste projeto foi avaliar os conhecimentos em neurociência dos graduandos, e sua capacidade de aplicá-los e usá-los em um contexto do mundo real, o ensinar. Era de se esperar que tal proposta favoreceria um entendimento mais amplo do processo para alunos e professores, buscando em primazia a agregação da neurociência como domínio articulador da aprendizagem e transferência de saberes.

Lukasz 2014, traz a discussões para momentos atuais em que a educação sofre a influência da tecnologia. O autor descreve a dispersão causada por dispositivos eletrônicos, bem como a não consolidação do conhecimento adquirido em detrimento da facilidade de encontrar respostas as perguntas dos docentes em programas de navegação na internet. Na atualidade os educadores são desafiados a partir do seu conhecimento da mente humana, a elaborar estratégias que driblem os malefícios da tecnologia ao processo de aprendizagem bem como consolidação de memórias. Em geral, os jovens estão menos criticos em relação aos conteúdos da rede, assumindo veracidade de dados, por não possuírem em si conhecimento confiável que debelem suas dúvidas. A esperança no fim do túnel é apresentada e sugerido ao final do artigo, ao considerar a neurociência um ponto de partida para a resolução desta problemática. Para a população em geral, as descobertas dessa ciência ampliam a visão de importantes trajetórias de desenvolvimento, fragilidades e potencialidades na compreensão dos sujeitos, e otimização de déficits de aprendizagem, apresentando-nos uma alternativa de como se pode ajustar o processo de educacional.

Em resumo, o sinergismo entre os domínios estudados, é conclusivo no trabalho de Dirket al. 2010, quando descreve a interação entre a educação médica e a neurociência cognitiva, ao desafiar os estudiosos educacionais, a interessarem-se por educação baseada em evidências. O maior desenvolvimento do processo educacional será através da investigação integrada e multidisciplinar, que fortalecerá o estabelecimento de conhecimentos e experiências no cérebro, desvendando seus correlatos neurais.

Conclusão

O avanço das pesquisas do cérebro é crescente, ao passo que contribuem para um novo olhar integral promotor de uma renovação teórica do processo educacional. A aprendizagem é um fenômeno complexo, o qual requer embasamento científico para sua satisfatória consolidação.

Assim, vislumbrar educação sem conceber agregar a neurofisiologia, seus circuitos e células, dos processos que a envolvem, certamente é um posicionamento tolo diante as evidências do sinergismo dessas áreas, bem como seu produto final, o comportamento.

Sem dúvida ainda há uma escassez nas pesquisas com essa temática, que sejam disponíveis gratuitamente para a comunidade científica. Além disto, pesquisas correlacionais, empíricas e com perfil quantitativo também dariam maior robustês aos conceitos já existentes na literatura.

A inovação da neurociência é dinâmica e a cada dia desafia a encontrar novas respostas para as questões mais complexas da mente e comportamento humano, favorecendo novos sinergismos.

Referências

BLACKMORE, S. J., BUNGE, S. A. At the nexus of neuroscience and education.Developmental Cognitive Neuroscience.v. 2S, p. S1– S5, 2012.

CALDERÓN, R.R. et al. .Project Brainstorm: Using Neuroscience to Connect College Students with Local Schools. PLoS Biol. v.10, n.4, 2012.

CARVALHO, F. A. H. Neurociências e Educação: Uma Articulação necessária na formação docente. Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v. 8 n. 3, p. 537-550, nov.2010/fev.2011

DIRK, J. R. et al. How to achieve synergy between medical education and cognitive neuroscience? An exercise on prior knoeledge in understanding.Adv Health SciEduc Theory Pract. v. 17, n.2, p.225–240, 2012.

DORNELES, C. L. et al. A educação de jovens e adultos na perspectiva das Neurociências. Rev. Psicopedagogia. v.29, n.89, p. 244-55, 2012.

FERNANDES, C. T. et al. Possibilidades de aprendizagem: reflexões sobre neurociência do aprendizado, motricidade e dificuldades de aprendizagem em cálculo em escolares entre sete e 12 anos. Ciênc. Educ. Bauru. v. 21, n. 2, p. 395-416, 2015.

LUKASZ, M. K. Neuroscienceprospectiveoneducation. CroatMed J.  v.55, n.4, p. 428–430, 2014.

MENDES, K. D. S. et al. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & contexto enferm. v. 17, n.4, p. 758-764, 2008.

PEREIRA, W. R. et al. Competências emocionais no processo de ensinar e aprender em

enfermagem na perspectiva das neurociências. Rev. Latino-Am. Enfermagem. v. 21. n. 3, p.7, 2013.

SOUZA, M.T, et al. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein. v. 8, n. 1, p. 102-106, 2010.  

TANAKA, R. Y. et al. Objeto educacional digital: avaliação da ferramenta para prática de ensino em enfermagem. Acta Paul Enferm. v.23, n.5, p.603-607, 2010.

 

Autores

Eloise de Oliveira Lima - Graduada em Fisioterapia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mestranda do Programa de Pós-graduação em neurociência cognitiva e comportamento (PPGNeC/UFPB). Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Endereço do currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/7801462590711658

Cláudia Quézia Amado Monteiro - Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mestranda do Programa de Pós-graduação em neurociência cognitiva e comportamento (PPGNeC/UFPB).Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Andréia Lins Estrela - Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ). Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Endereço do currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/6955511586151589