O pedagogo e suas vertentes enquanto um profissional fundamental no século XXI
O presente estudo visa apresentar uma análise sobre o papel da Pedagogia no universo globalizado, bem como o Pedagogo enquanto profissional de fundamental importância na sociedade atual. Tem-se como objetivo geral investigar o porquê de se cursar Pedagogia, uma ciência do ensino, humanista, em um momento no qual o mercado de trabalho valoriza cada vez mais o profissional com capacidades tecnic... O pedagogo e suas vertentes enquanto um profissional fundamental no século XXI
RESUMO: O presente estudo visa apresentar uma análise sobre o papel da Pedagogia no universo globalizado, bem como o Pedagogo enquanto profissional de fundamental importância na sociedade atual. Tem-se como objetivo geral investigar o porquê de se cursar Pedagogia, uma ciência do ensino, humanista, em um momento no qual o mercado de trabalho valoriza cada vez mais o profissional com capacidades tecnicistas. A investigação foi metodologicamente estruturada por uma pesquisa bibliográfica, através de fontes teóricas que embasaram a busca de respostas sobre o tema abordado. Para tanto, foram utilizados artigos científicos e literatura especializada. Esta pesquisa é uma proposta de redesenhar de modo mais significativo a função do pedagogo no contexto socioeducacional, como administrador de processos educacionais e de gestão de pessoas, dando visibilidade plausível às suas funções.

Palavras-chave: Educação, Pedagogia, Formação de Professores

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1 Introdução
Há tempos a formação de educadores é tema importante nas discussões em torno do âmbito educacional, com o intuito de expandir significativamente a educação e todo o seu processo. Tratar de questões educacionais relacionadas à formação de professores pressupõe abordagens epistemológicas com o intuito de fomentar aspectos relevantes do processo de “construção” da personalidade profissional humanista que este ofício exige.
Diante de toda preocupação com a denominada “Década da Educação”, fomentada na própria Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96, BRASIL, 1996), instituiu-se, após um ano de promulgação da Lei, a implantação do Plano Nacional de Educação (Artigo 87º), com diretrizes e metas para os dez anos seguintes, em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para todos. Basicamente ficaria instituído que todos os educadores legalmente deveriam ter uma formação em nível superior. Tendo em vista a grande dificuldade de acesso ao ensino superior da maioria desses profissionais, além dos vários aspectos socioeconômicos reais de cada um, estabeleceu-se uma busca incessante por formação acadêmica que fosse rápida, objetiva e de baixo custo, o que não implicaria necessariamente uma formação meramente quantitativa.
Este artigo tem como objeto de estudo a Pedagogia sob a ótica de uma ciência humana focada na educação e profissão de Pedagogo como função facilitadora de processos de gestão humana, ambos, norteadores de análises sob os processos de ensino e aprendizagem e como um processo formativo-educativo que proporciona o fomento de discussões acerca da aplicabilidade de suas funções em vários âmbitos da sociedade.
Nesse contexto, a questão-problema que norteará este estudo é por que cursar Pedagogia, uma ciência humana, fundamentada no ensino, em uma era na qual o mercado de trabalho valoriza cada vez mais profissões meramente tecnológico-tecnicistas?
A pesquisa possibilitará uma reflexão sobre a importância do curso de Pedagogia em duas principais esferas sociais em que esta ciência está presente, sendo elas: a escolar e a empresarial, estruturada com base em abordagens correlacionadas que permearão a relação triádica entre a educação-pedagogia-sociedade.
O objetivo geral é investigar o porquê de se cursar Pedagogia, num momento em que os segmentos tecnológico-tecnicistas monopolizam o mercado de trabalho. Como objetivos específicos, pretende-se discutir, sob o viés histórico, a profissão de Pedagogo da defasagem à ascensão, apontando a relevância da Pedagogia para o mercado empreendedor e refletir criticamente sobre o papel do pedagogo frente a uma administração escolar democrática.
Baseado na fundamentação de unir a formação teórico-prático-pedagógica do educador, bibliograficamente estruturado sob vertentes pedagógicas e buscando aliar conhecimento empírico com pesquisas de embasamento, esse artigo traz à tona, um olhar holístico sobre as novas propostas pedagógicas e o perfil atual do Pedagogo.
A relevância deste estudo baseia-se na importância do curso de Pedagogia em meio a tantos conhecimentos técnicos, tendo em vista que o mesmo há muito tempo vem sendo considerado como defasado no âmbito profissional, mas que hoje promove o acesso de estudantes, antes sem expectativas, no mercado de trabalho, possibilitando seu engrandecimento social e humano.
A investigação foi metodologicamente estruturada por uma pesquisa bibliográfica, através de fontes teóricas que embasarão a busca de respostas sobre o tema abordado. Para tanto, foram utilizados artigos científicos e literatura especializada.

2 Um viés histórico da Pedagogia enquanto ciência humana: papéis do Pedagogo na sociedade atual
Ao iniciar-se uma reflexão sobre uma área humana como a Pedagogia é imprescindível traçar um breve histórico sobre esta ciência que há anos vem desempenhando um papel importantíssimo em todos os aspectos da questão humana.
No transcorrer da história, a Pedagogia firmou-se como a ciência do ensino. Entretanto, não se pode desconsiderar que a prática educativa é indiscutivelmente um fato social ligado a ações e reflexões de toda a humanidade. Por conseguinte, a Pedagogia gera uma fundamentação básica no campo profissional dos mais variados segmentos.
Segundo Cambi (1999, p. 21), a história da Pedagogia nasceu entre os séculos XVIII e XIX e desenvolveu-se no decorrer deste último como pesquisa elaborada por pessoas ligadas à escola. Nesse período, ela exercia uma função além de filosófica, constituída de um encontro de diversas ciências, proporcionando um saber interdisciplinar, que possibilitava um entrelaçamento da sua funcionalidade com as de outras ciências.
A Lei 5.540/68 modificou o currículo do curso de Pedagogia no ensino superior, fomentando, além da formação de técnicos, a de especialistas. A preparação técnica promulgada nesta Lei volta à tona em pleno século XXI, pois o mercado de trabalho tem supervalorizado as concepções técnicas, tendo em vista a relação custo-benefício ser bem menor em relação ao desenvolvimento nos cursos de graduação atualmente.
Para os estudantes, a preparação técnica ou tecnológica também ficou mais atrativa, pois a nova estrutura acadêmica, com cursos de curta duração e menor custo de investimento, bem como com estágio supervisionado – que muitas vezes possibilita a empregabilidade imediata – fez com que o público buscasse esse tipo de formação, para alavancar sua carreira profissional e financeira.
Tendo em vista todo destaque dado à área técnico-tecnológica, a indagação é: por que cursar Pedagogia em um momento educacional meramente tecnicista como o atual?
Primeiro, deve-se considerar a Pedagogia como uma ciência verdadeiramente humana. Segundo, precisa-se reconhecer que a educação é uma área de amplitude, que perpassa por todas as áreas e que desempenha seu papel qualitativamente eficaz objetivando humanizar os mais variados setores sociais. Deve-se ressaltar, ainda, que a Pedagogia auxilia todos os âmbitos tecnicistas, humanizando-os.
A LDB 9.394/96 aponta em seu texto a Pedagogia como formação básica para os profissionais da educação. Pode-se considerar relevante essa afirmativa, tendo-se em vista que é através de aspectos pedagógicos que um ser humano (re)constrói o seu perfil profissional.
Durante muito tempo essa ciência foi considerada como uma área em defasagem, sem perspectivas de engrandecimento profissional. No entanto, a atualidade mostra-nos outro olhar sobre ela e principalmente sobre a profissão de pedagogo na sociedade que, além de desempenhar o seu papel profissional na escola, envolve-se em outros ambientes de educação informal, gerando, assim, duas vertentes da Pedagogia: a escolar e a não-escolar. De acordo com Cadinha (2007, p. 21), várias são as áreas de atuação. O pedagogo é um estudioso das ações educativas que ocorrem em toda a vida social, cultural e intelectual do sujeito.
A pedagogia escolar visa ao processo formativo-educativo de ensino e aprendizagem nas instituições de ensino. A pedagogia não escolar tem um olhar de amplitude para os processos formativo-educativos, nos quais o pedagogo desempenha um papel didático sob o olhar da socioeducação, do que é compartilhado e das relações humanas nos espaços não escolares nas áreas empresariais, sociais, hospitalares, culturais, entre outras.
Na Pedagogia empresarial o objetivo principal é de melhorar consideravelmente a produtividade dos profissionais através da junção de habilidades e competências que visem à qualificação, requalificação e treinamento dos mesmos, em atividades que envolvam coordenação de equipes, buscando gerar, desse modo, mudanças culturais e acompanhar o desempenho do funcionário.
O pedagogo social ou socioeducador atua em organizações sócio-comunitárias ou socioassistenciais, cuidando da socialização dos indivíduos, em situações ditas normais ou especiais, o que implica o conheciment|
Referências
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CADINHA, Marcia Alvim. Conceituando pedagogia e contextualizando pedagogia empresarial. In Lopes, Izolda (Org.): (Pedagogia Empresarial – formas e contextos de atuação) Rio de Janeiro: Ed. Wak, 2007.
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