A ansiedade e o estresse dos alunos universitários frente ao término da graduação
Abordaremos neste artigo, os conceitos de Estresse e Ansiedade em uma realidade que a cada dia que passa vem se tornando comum, fruto da evolução dos tempos e incentivos aos estudos, sendo esta, a realidade do universitário que encontra-se em período de formação da graduação. Buscamos a compreensão destes conceitos, considerando as causas, reações, influências, e possíveis agravantes que o ... A ansiedade e o estresse dos alunos universitários frente ao término da graduação
Resumo: Abordaremos neste artigo, os conceitos de Estresse e Ansiedade em uma realidade que a cada dia que passa vem se tornando comum, fruto da evolução dos tempos e incentivos aos estudos, sendo esta, a realidade do universitário que encontra-se em período de formação da graduação. Buscamos a compreensão destes conceitos, considerando as causas, reações, influências, e possíveis agravantes que o aluno pode enfrentar em seu período de formação. Essas reações emocionais, são ignorados pelos mesmos, e pouco compreendidas pela grande maioria dos docentes que apenas cobram o cumprimento das respectivas exigências, sem oferecer um suporte de escuta e fala para o estudante. Para que possamos nos aproximar desta realidade optamos em escolher autores que já pesquisaram sobre o tema e desenvolveram pesquisas semelhantes a esta aqui apresentada.
Palavras-chave: estresse; ansiedade; alunos universitários; graduação.

Anxiety and stress and university students across the end of the graduation

Abstract: We will discuss in this article the concepts of stress and anxiety into a reality most common to each passing day, result of the evolution of times and incentives to the students, which show by yourself the reality of the University students in the graduation period. We seek the understanding of these concepts, concerning the causes, reactions, influences and possibles aggravating which the student may face in their graduation period. These emotional reactions are ignored by them and little understood by most docents only charge the fulfillment of their demands, without offering a listening support and talk with student. So that we can get to closer of this reality we decided to choose the authors had already researched about the subject and developed a similar research exhibited here.
Keywords: stress; anxiety;university students; graduation.

|INTRODUÇÃO
A cada dia que passa, a sociedade tem evoluído em um ritmo acelerado em termos tecnológicos e científicos. Com todo o desenvolvimento do século XXI, a sociedade moderna cada vez mais surge com grandes áreas de conhecimento, crescendo simultaneamente também, os centros universitários públicas e privadas, que, por conseguinte, aumentam ano a ano o número de alunos e profissionais em nosso país e cidade.
Enxergando de perto o amplo crescimento das universidades e a demanda acelerada que a sociedade exige dos seres humanos, que nós, iremos pensar sobre a dinâmica deste aluno. Buscando compreender através de um mapeamento bibliográfico, sobre as possíveis influências e fatores que possam desencadear o estresse e a ansiedade nesses universitários formandos, ou que estão prestes a se formarem.
Alguns autores discutem os conceitos de Ansiedade e Estresse como reações externas e internas. Sendo assim, questiona-se: O ser humano quando entra em um estado de estresse ou de ansiedade, tende a ter prejuízos consideráveis na sua atenção concentração e em sua saúde física e psicológica, afetando diretamente no seu convívio social? Em níveis elevados de estresse ou de ansiedade, há um déficit na produtividade individual que repercute diretamente na qualidade do seu posicionamento no mercado profissional, elaboração do trabalho de conclusão de curso, qualidade de vida e aproveitamento universitário?
Sendo assim, refletiremos sobre as possíveis influências exteriores que alteram o equilíbrio interno dos possíveis formandos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro escolhida, considerando toda a pressão provinda da formação; Distinguir a possível influência e/ou relação do estresse com a ansiedade, delineando os seus possíveis complicadores.
Este artigo científico possui uma relevância social, uma vez, que delineia o estudo de um tema que abrange os alunos universitários de um modo geral, não só o os especificados na amostra escolhida. Embora seja uma realidade muito comum de ser vista, o foco, a linha teórica, a especificidade pretendida na sua metodologia, acaba por diferenciar-se das atuais publicações.

1. REFERENCIAL TEÓRICO
1.1 Estresse
Pensando na contextualização do estresse Lipp (2000) diz é uma palavra latina usada na área da saúde no século XVII, e somente em 1926 que o pai da “estressologia”, Dr. Hans Selye, que a usou para descrever um estado de tensão patogênico do organismo. Hoje em dia já existe a palavra “estresse” nos dicionários da nossa língua, mas os especialistas continuam a fazer uso da forma “stress”.
Lyra, (2010) define o estresse como uma reação bastante comum do organismo humano frente a toda influência de estímulos externos ou internos (podendo ser de situações reais, ou seja, vivenciadas pela pessoa de maneira subjetiva, ou imaginárias capazes de nos provocar ameaça). As respostas comuns variam desde uma reação de emergência, fantasia, formação reativa, até somatização, retraimento parcial, ruptura transitória do ego, psicose e suicídio.
Já para Margis (2003) O termo estresse pode apresentar um estado provocado pela percepção muitas das vezes de estímulos provindos da excitação emocional e, ao alterarem a homeostasia, desfecham um processo de adequação, entre outras reações, pelo aumento de secreção de adrenalina produzindo diversas manifestações sistêmicas, com distúrbios fisiológico e psicológico.
As alunos ingressantes e formandos nas universidades, se deparam com um novo mundo de expectativas e reações. Lyra (2010) e Margis (2003) em suas definições sobre o estresse, descrevem o que acontece quando um indivíduo recebe estímulos externos ou até mesmo internos, semelhantes aos vivenciados pelos alunos pelas variações emocionais.
Lipp (2000) concorda com Margis (2003), ao afirmar que o estresse é,

(...) um estado de tensão que causa uma ruptura no equilíbrio interno do organismo. É por isso que às vezes, em momentos de desafios, nosso coração bate rápido demais, o estômago não consegue digerir a refeição e a insônia ocorre. Em geral, o corpo todo funciona em sintonia, como uma grande orquestra. Desse modo, o coração bate no ritmo adequado às suas funções, pulmões, fígado, pâncreas e estômago têm seu próprio ritmo que se entrosa com o de outros órgãos. (p. 12)

Compreendendo que o novo, nos causa tensão e expectativas, o formando, por possuir prazos e normas a serem cumpridas estimulados pela faculdade e repassados pelos seus respectivos orientadores, ele recebe o que Lipp (2000) fala sore a “ruptura no equilíbrio interno”. Com os desafios a serem enfrentados, o aluno fica “refém” de suas emoções e de seus sentimentos, que na grande maioria das vezes descontrola o seu corpo físico, obrigando-o a reagir em estágios emocionais e de muita ansiedade depositados em seu corpo em sinais de tensão, dores no coração, falta de apetite, entre outros sintomas.
Pessotti (1978) apudSadala (1994), Em seus estudos comenta que o estresse pode ser visto como um componente nuclear da ansiedade, sendo compreendido como as condições aversivas que provocam comportamentos de esquiva ou fuga. A ansiedade, por outro lado, abrange três significados básicos: a ansiedade implica algum modo de impotência do indivíduo, ocorre a instauração de uma condição aversiva ou penosa, e algum grau de incerteza ou dúvida.
Sendo assim, o estresse estaria, assim, comprimido no conceito de ansiedade. Na literatura conceitos diversos sobre o termo são encontrados, no geral distinguindo o estresse da ansiedade.
Valle (2013) Comenta que o estresse surge através de um processamento caracterizado por três fases distintas. Sendo essas:

A primeira fase do estresse - alarme -, inicia-se quando o organismo é exposto a um agente estressor, com uma resposta corporal de mobilização de energia para defesa, luta ou fuga, que pode ser entendida como um comportamento de adaptação. Essa fase é caracterizada por alguns sintomas, como taquicardia, tensão crônica, dor de cabeça, sensação de esgotamento, hipocloremia, pressão no peito, extremidades frias, dentre outros. Se o organismo permanecer exposto a um estressor de longa duração ou de grande intensidade, inicia-se a segunda fase - resistência -, em que ocorre a alteração de vários parâmetros da homeostase a fim de levar o organismo à adaptação. Nessa fase, podem surgir sintomas como cansaço, irritabilidade, ansiedade, medo, isolamento social, oscilação do apetite, impotência sexual e alteração de humor. A terceira fase - exaustão -, surge quando o organismo encontra-se extenuado pela exposição ainda mais prolongada ao agente estressor: o organismo não consegue mais equilibrar-se, podendo manifestar doenças orgânicas como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, gastrointestinais e fadiga crônica. (p. 132)

Lyra (2010) conclui que o estresse pode ser entendido como um presságios da ansiedade. Ele diz, que uma apreensão deflagrada por algo que o indivíduo considera uma ameaça pode desencadear estágios agravados de ansiedade e estresse. Em tempos antigos, alguns estudiosos acreditavam que esse mecanismo, por vezes, levava o ser indivíduo a ter medo e fugir de perigos concretos. Contudo, nos tempos modernos, com menos perigos concretos, a ansiedade se refere principalmente a estados psicológicos, como adequação social e êxito competitivo.
Assim como acontecia antigamente em determinadas situações, o mesmo acontece, quando Lyra (2010) fala sobre os estágios de perigos e das fugas. Em momentos de muita pressão, apostados aqui nos formandos. Considerando que a primeira reação do estudante seja de fugir do problema, ele é “chamado” pela sua consciência, a dualidade de caminhos: se entregar ao estresse e a ansiedade e não conclui a faculdade ou se desafiar e superar as dificuldades nivelando as alternâncias de estresse e focando no objetivo final, se graduar.

1.2. Ansiedade
Lyra (2010) e Lipp (2000), fal|REFERÊNCIAS

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